Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Postagem de Ano Novo.



Hoje venho aqui fazer a minha última postagem de 2008. O ano está acabando. Mas não posso simplesmente vir aqui e desejar a todos um feliz ano novo, devido ao fato de que uma coisa terrível está acontecendo no mundo. O Estado de Israel continua a atacar a Palestina com toda a sua artilharia pesada.

Será que já não é o suficiente eles terem invadido a terra que não lhes pertence, agora eles também vão fazer essa crueldade? Bom, como podem perceber, eu sou um militante anti-sionista. Acho uma covardia o que o Estado de Israel tem feito no decorrer da história. E se eles estivessem realmente com a razão de realizarem essa guerra, ainda sim seria uma covardia, pois o fato é que eles estão revidando em uma proporção que não tem cabimento.

Ao meu ver, o Estado de Israel é algo ilegítimo, construído a partir de alegações que ao meu ver já não fazem mais sentido. E eu acho terrível essa coisa dos judeus ficarem se fazendo de coitadinhos, dizendo que eles foram perseguidos na segunda guerra, e que 6 milhões deles foram mortos.

Muitos outros também foram mortos, e, nem por isso, eu não vejo ninguém chorando por isso. Morreram 20 milhões de soviéticos, e nem por isso eu vejo essa choração para legitimar ações cruéis, como as que o Estado de Israel vem fazendo com a Palestina.

Muitos outros já foram perseguidos, mas isso não é motivo para fazer esse tipo de coisa, tentar criar um Estado a ferro e fogo, tirando quem já estava lá antes. Ao meu ver isso é errado.

Peço desculpas aos meus amigos blogueiros, mas isso estava engasgado em minha garganta. Desejo a todos um feliz ano novo, mas que 2009 seja um ano com muito menos injustiças.

Átila Siqueira.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Feliz natal para todos.



Embora hoje seja um dia próximo ao natal, venho aqui hoje para falar de outra coisa. Ontem, dia 22 de Dezembro foi aniversário da morte do grande sindicalista brasileiro, Chico Mendez, um homem que merece ser lembrado pela dedicação as causas sociais e também as causas ambientais.

Não direi nada mais sobre ele, porque palavras parecem não poderem expressar o quanto o seus ideais eram nobres. Sendo assim, peço a todos que se interessarem, que procurem saber quem foi esse homem e pelo que ele tanto lutava.

Desejo aos amigos que visitam esse blog, um feliz natal, e deixo aqui para todos um abraço bem apertado, pois ao meu ver, não há presente melhor que um forte abraço dos amigos e das pessoas queridas. Boas festas para todos.





Um grande abraço,
Átila Siqueira.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Galanteio.


"No último sábado, dia 13, conheci o poeta Élcio Cunha, o qual leio desde sempre, e que é meu ídolo no que diz respeito a poesia. Conversamos muito e trocamos nossos livros. Nas fotos acima, estou eu (de blusa preta) com o livro dele, Poemas na Areia, em minhas mãos, e ele com o meu livro Vale dos Elfos 1.
Abro espaço nessa postagem para colocar um dos poemas dele, a qual é um dos meus preferidos, e que me inspirou muito: chama-se: Galanteio.
Na última postagem indiquei o blog de minha querida amiga Tamires, Pés descalsos, agora indico o blog de uma escritora muito talentosa, a quem estimo muito. Seu nome é Carol Lira, e seu blog se chama: Letra Vermelha.


Galanteio.

Quero ser o algoz do meu próprio pensamento,
Para mortificá-los antes de ele acontecer,
Não existe outro em nenhum outro momento,
Pois todo o meu pensamento é só você.

Em poesia este amor emoldurado,
Meu coração o maestro que orquestra
O refrão de suspiros apaixonados
Do romantismo eloqüente em seresta.

Em inflorescência de muitas vertigens,
Senti-la perto, mesmo estando distante,
Remoendo a dor, mas almejando a cura,
Em muitas flores e alegria infante.

Então sou polido em um buquê de onze rosas,
Num de dezessete sou galante,
Em muitos versos de poesia e prosa,
Em trinta e sete rosas sou apaixonado amante.

Autor do poema: Élcio Cunha, livro: Poemas na Areia.

sábado, 6 de dezembro de 2008

O Naufrago do Amor.


Venho deixando
A maré me levar.
Levar o meu destino,
Pois não consigo
Mais remar.

Mas a maré parece
Estar contra mim,
Levando-me
Para o caminho inverso.
Tirando-me
Do rumo da felicidade.
Jogando-me
Contra os rochedos.
Jogando-me
Contra os corais.
Dessa forma eu não mais
Posso agüentar.

Penso no que fazer.
Em um novo caminho a tomar.
Mas não encontro resposta.
Eu não encontro um caminho
Na imensidão do mar.

Enquanto não encontro
Um caminho
E as forças
Para voltar a remar,
Vou deixando
A maré me levar.
Sem direção,
Vou seguindo
Qualquer caminho
E vendo as tempestades
A me destroçar.

Peço respostas
E encontro mais dúvidas.
Peço ajuda
E encontro novos problemas.
Peço proteção
E encontro mais inimigos.

Até quando eu suportarei
Essa vida de incertezas
Sem um caminho a trilhar?
Como fui me deixar perder
De meu caminho,
Dos meus sonhos,
Do meu porto seguro,
Daquilo que era tudo
O que eu sempre quis?

Fico esperando que a sorte
Venha a me salvar.
E enquanto eu não retorno
Ao meu caminho,
Vou deixando
A maré me levar.
Vivendo a mercê do destino
Nessa imensidão que é o mar.

Átila Siqueira.

"Essa é uma repostagem de um dos primeiros poemas que coloquei nesse blog. Espero que gostem".


"Esqueci de indicar um blog, como sempre costumo fazer quando posto minhas poesias ou meus textos. Assim, faço isso agora: Da última vez indiquei o blog de minha amiga Jaya, uma excelente escritora. Agora indico o blog de minha amiga Tamires, uma poetisa por demais talentosa, e que tem muito futuro se continuar a escrever como anda fazendo. O blog dela se chama: Pés Descalços.".

domingo, 30 de novembro de 2008

101 coisas sobre mim.




Essa brincadeira foi proposta pela amiga Jaya, a quem adoro muito. A idéia é falar 101 coisas a respeito de si mesmo, o que é bem difícil.


1 – Meu nome Átila Siqueira, e mais alguns sobrenomes que eu detesto, então não conto para ninguém. Rs

2 – Quem escolheu meu primeiro nome, tão peculiar, foi meu pai, e considero que foi a única coisa de boa que ele conseguiu fazer para mim em toda a existência dele.

3 – Adoro meu nome, acho ele forte, e também esse meu primeiro sobrenome. Por isso eu os adotei enquanto nome artístico em minha peleja por uma carreira literária.

4 – Tenho apenas uma irmã, linda, maravilhosa, que amo muito. Fora isso, minha família é a minha mãe e a fofa da minha irmã. Somos sempre uns pelos outros aqui.

5 – Uma vez, quando eu e minha irmã éramos bem pequenos, ganhamos um peixe, desses de rio mesmo, até bem grande. Todo dia alimentávamos ele com fubá. Um dia, minha mãe saiu de casa, e eu e minha irmã toda hora dávamos fubá para o pobre do peixe, achando que ele estava com fome. Resultado, ele foi ficando de lado, e a água já estava quase um angu, até que ele morreu sufocado. Chorei muito na época, mas hoje damos muitas risadas disso.

6 – Tive uma boa infância, sempre fui muito criativo, tudo virava brinquedo na minha mão, e confesso que o embrião de alguns de meus personagens de meus livros de hoje em dia, nasceram nessa época. Evidente que eles se tornaram mais complexos.

7 – Morei em uma casa com um grande terreiro, em minha infância, e ali era o meu parque de diversões. Vivia entre as árvores, em especial um pé de goiaba, que eu brincava nele sempre com os meu bonecos de ação.

8 – Como eu já disse, tudo virava brincadeira e brinquedo para mim.

9 – Eu gostava muito de andar de bicicleta, adorava, passei minha infância em cima de duas rodas, pedalando para todo lado. Era uma delícia.

10 – Como eu era gordinho, a bicicleta me ajudou a emagrecer, era além de uma brincadeira, também um esporte, e eu ia para a escola com ela, o que era bem legal.

11 – Soltava papagaio às vezes, também, e era bem gostoso. Onde eu morava não usávamos cerol na linha, e não tinha essa babaquice de tentar derrubar o papagaio do outro. Juntávamos os amigos e soltávamos todos juntos, enquanto conversávamos sobre qualquer coisa.

12 – Eu tinha letra bonita quando eu era bem novinho, mas depois ela foi ficando feia, e hoje é bem horrível. E como eu escrevo muito, ai ela piora a cada dia, mas até que é legível.

13 – O único veículo que eu dirigi motorizado em minha vida foi um mini-bugue de uns primos meus, quando eu tinha cerca de 10 anos. Eu adorava, depois, nunca mais dirigi nada motorizado, até hoje.

14 – Não sei mais o que falar, estou pensando e estou confuso. Kkkkkkk

15 – Hum, deixa eu ver... Meu primeiro beijo foi com 12 anos, e foi meio esquisito.

16 – Comecei a treinar artes marciais com 13 anos.

17 – Hoje sou faixa preta em Kung fu, e instrutor de Muay Thai e Kick Boxing.

18 – Adoro treinar artes marciais, e odeio gente que pensa que se trata de violência. Acho que essas pessoas deveriam ler mais e se informar melhor sobre o assunto.

19 – Em minha época de escola, eu amava e detestava estudar ao mesmo tempo.

20 – Amava ler e estudar história. Amava fazer poesia, e ler poesia, e coisas do tipo.

21 – Odiava matemática e as matérias de exatas, e matava aula para ler sempre. Adorava dormir nas aulas também, mas eu era inteligente.

22 – Matando aula eu escrevi meus primeiros poemas, muitos dos quais rasguei depois, porque tinha vergonha. Mas alguns se salvaram, e eu os refis depois. Um deles se chama o Lobo Solitário, que inspirou um dos meus personagens principais do meu livro Vale dos Elfos.

23 – Comecei a escrever mais ou menos aos treze anos de idade. Fazia alguns poemas, escrevia algumas frases e fazia alguns textos políticos, principalmente contra os Estados Unidos.

24 – Algumas vezes tentei escrever meu primeiro livro, mas não deu certo e acabei desistindo por um tempo.

25 – Um dia, depois de ver o filme Moulin Rouge, o amor em vermelho, de ler o Mundo de Sofia e Dom Quixote de la Mancha, e também a Ilíada, de Homero, comecei a escrever meu primeiro romance, chamado os Libertadores.

26 – Esse romance mudou minha vida, me fez um escritor de verdade. Foi maravilhoso escrevê-lo.

27 – Nessa época também escrevi meu primeiro livro de poesias, simultaneamente, chamado, Suspiros de Solidão.

28 – Tinha terminado com a minha primeira namorada, e estava sofrendo muito.

29 – Sou Comunista.
30 – Choro vendo filme romântico, e não tenho vergonha disso.

31 – Sou muito romântico.

32 – Gosto de oferecer flores para as mulheres, gosto de agradar e ser cavalheiro.

33 – Ando geralmente de roupa social e esporte fino.

34 – Sonho em encontrar alguém que me entenda e me aceite como sou, excêntrico e difícil de lhe dar.

35 – Sonho com um amor daqueles dos contos épicos, e espero no fundo de meu coração encontrar ainda a minha “Arwend Undomiel”.

36 – Lancei o meu primeiro livro há pouco tempo, ele se chama Vale dos Elfos.

37 – Faço faculdade de História, e amo o meu curso.

38 – Não quero ser professor de jeito nenhum.

39 – Eu quero viver do que escrevo. Quero me sustentar como escritor.

40 - Prefiro dormir durante o dia e ficar acordado durante a noite.

41 – Amo dormir com o barulho da chuva.

42 – Amo chuva de qualquer jeito, para dormir, para escrever, para sair, desde que seja chuva branda e bastante frio.

43 -Vou falar agora das coisas que adoro e que detesto.

44 - Adoro chuva

45 - Detesto dia de sol.

46 - Adoro frio.

47 - Detesto o calor.

Adoro ar condicionado.

48 - Adoro incenso.

49 - Adoro minhas estátuas de mago.

50 - Adoro café.

51 - Adoro capuccino.

52 - Adoro refrigerante “Dell Rey”.

53 -Adoro ler e escrever em dia frio, debaixo das cobertas.

54 - Adoro Álvares de Azevedo.

55 - Adoro Augusto dos Anjos.

56 - Adoro Tolkien.

57 - Adoro Machado de Assis.

58 - Adoro Dostoiévisk.

59 - Adoro a Ilíada, de Homero, que é meu livro de cabeceira.

60 - Adoro Cecília Meireles.

61 - Adoro Tomás Antônio Gonzaga.

62 - Adoro Ernest Hem....

63 - Adoro Hermam Hesse.

64 - Adoro mitologia nóridica.

65 - Adoro Mitologia Grega.

66 - Adoro Mitologia Celta.

67 - Adoro História, e não é a toa que eu faço o curso.

68 - Adoro História antiga, e História da Filosofia, e gosto de estudar a parte mais teórica e ligado a filosofia.

69 - Adoro Legião Urbana, cresci ouvindo.

70 - Adoro Raul Seixas.

71 - Adoro Led Zeppelin, também cresci ouvindo.

72 - Adoro AC/DC.

73 - Adoro MPB.

74 - Adoro Música Erudita.

75 - Sou fã de Luciano Pavarotti, e quando ele morreu, eu chorei e escrevi um poema para ele.

76 - Adoro Chopin.

77 - Adoro Tchaikoviski.

78 - Eu não consigo dormir sem o barulho do ventilador. Geralmente durmo com três ao meu redor, mesmo em dias frios, e ai me cubro com duas cobertas. Rs.

79 - Atualmente ando escutando Jazz, com bastante freqüência, e isso tem me feito bem.

80 - Gosto de escutar Chopin para escrever. Geralmente me sento na sala, coloco a música, e fico vendo a noite cair enquanto escrevo meu livro ou algum poema.

81 - Eu escrevo poema sobre tudo. Tenho tantas poesias escritas que sempre quando quero encontrar uma específica acabo me irritando, porque demora para achar.

82 - Recentemente eu tive uma crise forte de depressão, mas agora já estou bem melhor, embora eu nunca deixe de ser uma pessoa depressiva.

83 - Não sei mais se acredito em felicidade. No mais das vezes tenho tido a tendência de corroborar com o meu ídolo, Renato Russo, que dizia que a felicidade é uma mentira.

84 - Eu sempre fui uma pessoa muito solitária, e nos últimos tempos tenho me tornado cada vez mais. Até que sou sociável às vezes, mas não suporto certas ocasiões sociais.

85 - Detesto festas, e também detesto sair de casa. Na verdade, poucos eventos me atraem para a rua. Eu sempre tenho mesmo a vontade de nunca mais sair de minha casa.

86 - Eu adoro assistir desenhos animados, os bons, pelo menos.

87 - Adoro Chaves, morro de rir, mesmo sabendo o que vai acontecer, já que os episódios são os mais repetidos do mundo.

88 - Um dos meus filmes preferidos é Cidade dos Anjos. Acho aquele filme extremamente delicado.

89 - Doce Novembro também é um filme que me fascina.

90 - Mas sou fanático por Star Wars, e por Senhor dos Anéis. Não é a toa que escrevo no mesmo estilo que o Tolkien.

91 - Quando fui ver o terceiro filme do Star Wars no cinema, chorei quando descobri porque o Anaquin virou Dart Vader: Foi por amor.

92 – Acho que as pessoas deveriam ser mais sensíveis, porque isso faria do mundo um lugar melhor.

93 – Eu vejo tanta gente mal educada pela rua que às vezes eu fico impressionado.

94 – A algum tempo atrás eu me surpreendi com uma coisa que eu já sabia, mas que ainda não tinha me dado conta dela por inteiro. Eu descobri que existe gente que não sabe ler, e me pus no lugar dessas pessoas e não consegui imaginar como pode ser a vida assim. Eu, que vivo entre livros o tempo todo, não sei como pode ser isso. Fiquei deveras chocado.

95 – Outro dia ganhei dois magos de presente (estátuas de cerca de 50 cm). Elas pertenciam a um grande amigo que faleceu faz alguns anos. Fiquei feliz com o presente, mas preferia que ele ainda fosse o dono dos magos.

96 – Dediquei meu livro a esse amigo, já que muito do que sou hoje foi através dele que me tornei.

97 – Eu fico muito incomodado sempre quando vejo injustiças.

98 – Já briguei várias vezes para ajudar pessoas que estavam em situação de risco, e me orgulho disso.

99 – Às vezes, ou quase sempre, sou totalmente pirado.

100 – A verdade é que a vida para mim tem sido um grande martírio, e eu ando mais perdido que um cego em um tiroteio no meio de uma tempestade de areia no meio do deserto.

101 – Bom, acabou, esse sou eu. Peço desculpas pelas incoerências, agradeço quem chegou até aqui lendo essas chatices, e agradeço muito a minha amiga Jaya, que propôs essa brincadeira, e que é um doce de pessoa. (se tiver coisas repetidas, nem reparem, minha cabeça não anda muito coerente, ultimamente, desde que nasci). Desculpem também por ter meio que enrolado em algumas partes, e ficado falando de autores e livros, rs, mas é que sou fascinado por literatura e arte em geral.

Átila Siqueira.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Campanha 1 real por um sonho.


Encontrei essa campanha no blog do meu amigo Fran, o Samurai, e a repasso tal como ele a fez em seu blog, pois não creio ter palavras melhores do que a dele para descrever esse ato de solidariedade. Aproveito a oportunidade para indicar o blog dele, que é muito bom, chamado Lado Pensante. Da última vez indiquei o blog de minha amiga Jaya, chamado Líricas, que volto a afirmar que é excelente e que todos devem visitar.
Átila Siqueira.
Palavras do Samurai:

Num ato de solidariedade, carinho, compaixão e comprometimento com o bem e com Deus, acima de tudo, essa pessoa especial chamada Renata, do Amores de Lilith, se dispôs desviar o olhar para seu próprio caminho e divulgar a campanha que visa angariar fundos para salvar a vida de um anjo chamado Clara. E pediu, carinhosamente, que nós, amigos, leitores e todo ser que tem um pouco de humano na alma, compartilhássemos da mesma fé e, de mãos dadas, acolhêssemos a causa. E, no fundo, acolhêssemos a Clara, seus pais, sua familia.


"Um real por um sonho"
Este é o nome da Campanha para ajudar Clara, que infelizmente nasceu com Paralisia Cerebral. Mas onde há fé, há esperança... E Clara precisa de uma doação equivalente a U$ 40.000,00 (quarenta mil dolares) para fazer um transplante que mudará sua vida para sempre... Faça sua parte! Colabore!
Vá até a agência do Bradesco mais próxima e deposite na conta de Clara qualquer valor a partir de R$ 1,00. Isso mesmo, R$1,00. Não é pedir muito, é?!
Favorecido: Clara Costa PereiraBanco: Bradesco
Agência: 2798-7
Conta Poupança: 1007246-8


Palavras do "Samurai"...
Quero ajudar essa campanha tão linda e tão importante para uma criança tão especial e dizer que apenas 1 real não faltará na vida de ninguém!
Por um dia não beba cerveja e doe... Você não vai morrer por isso!
Por um dia não compre cigarro e doe... Você ajudará a si mesmo também!
Por um dia não compre aquele chocolate e doe... Você poderá comê-lo outro dia!
Por um dia não vá naquela balada e doe... Você pode ficar em casa e relaxar!
Por um dia... Apenas um dia... Ajude alguém que muito precisa da sua doação!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Esperança dos Tolos.




Eu queria ainda
Ter a esperança dos tolos
E não ter conhecido
Nietchie e Foulcaut,
E assim, do mundo
Não ter visto a realidade
E a falta de solução
Para o problema
De todos.

Gostaria ainda
De acreditar
Em um mundo melhor,
Sem tantas tristezas
E sem tanta dor.

Gostaria ainda de acreditar
Em utopias:
Igualdade, liberdade,
Fraternidade e amor.

Gostaria de ainda
Ser criança, adolescente,
E ainda ter aquele sonho
Juvenil e demente
De mudar o mundo
Com sonhos,
Palavras e idéias,
De fazer revoluções,
Derrubar a velha guarda
E tornar o mundo um lugar
De beleza e esplendor.

Eu ainda queria
Ter o sonho dos loucos,
A esperança dos tolos
E ainda me levantar
Para lutar por tudo aquilo,
Por todos aqueles sonhos
Que eram a minha própria vida,
E que hoje perderam
O aroma e o sabor.

Eu queria viver ainda
De literatura,
Poema e História,
E discutir política e idéias,
Após a Escola,
Com meus amigos cabeludos
Como eu era,
E não ter que pensar
No maldito e alienante labor.

Eu queria ainda ter
Dentro de minha alma
A coragem de minha época entusiasta,
E ter no peito
Aquele antigo e tão forte vigor.

Eu queria ainda poder
Acreditar em felicidade,
Ter os meus sonhos
Tão bobos da mocidade,
E sentir dentro de mim
Aquele mesmo antigo calor.

Eu queria não ter a alma
Mais congelada,
Que ela voltasse
A antiga versatilidade
E que eu pudesse ainda ter
A esperança dos tolos
E voltar a ser
Um poeta sonhador.


Átila Siqueira.


"Esse poema foi selecionado para 50° Volume da Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos, da Camara Brasileira de Jovens Escritores. O livro reune poesias de vários autores do Brasil inteiro, através de seletivas mensais, de forma, que todo mês um livro é editado, dando oportunidade para que o trabalho dos novos escritores tenha uma visibilidade maior. O endereço para conferir é: http://www.camarabrasileira.com/apol50-063.htm


Como de costume, eu sempre indico um blog amigo a cada postagem. Na última postagem (antes do meme), eu indiquei o blog da minha grande amiga, Lizzie Pohlmann, agora indico o blog de minha outra amiga, uma escritora excelente, a qual todos conhecem, e quem não conhece precisa conhecer rápido, porque o talento dela é gigantesco. O nome dessa moça é Jaya, e seu blog se chama Líricas.


Por fim, termino essa postagem pedindo desculpas aos amigos pela falta de visitas, mas é que tenho andado por demais atarefado. Assim que puder, voltarei a visitar os amigos com maior frequência".

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Meme.

Esse foi um meme passado a mim pelo meu amigo P.A.

Bem, uma das regras é a divulgação das regras, então lá vão elas:- Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de ir para a terra dos pés juntos;
- Convidar 8 blogueiros amigos para responder também;
- Comentar no blog de quem nos convidou;
- Comentar nos blogs dos nossos convidados para que saibam da "convocação";
- Mencionar os Sonho em fazer muitas coisas antes de ir para a terra dos pés juntos.

Não sei se vai dar oito coisas, mas vou tentar:

1 - Ser feliz.

2 - Terminar minha faculdade e continuar meus estudos.

3 - Continuar a escrever.

4 - Viver do que escrevo.

5 - Encontrar alguém especial, uma mulher que me faça feliz, que seja romântica, e que seja meu anjo.

6 - Ter uma vida tranqüila, sem muitas riquezas, mas também sem necessidades.

7 - Morar em um lugar que faça frio.

8 - Ter um filho.

Átila Siqueira.

Repasso esse Meme as seguintes pessoas:


Glau Ribeiro.

Aninha.

Lizzie.

Kakau.

Fran: O samurai.

Blog: Pelos Caminhos da Vida.

Carolzita.

Tamires.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Lançamento do meu livro Vale dos Elfos.



"Bom, meu livro, Vale dos Elfos 1: O caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião, Vol 1, em fim foi lançado, está a venda em todo o Brasil. Estou muito feliz com isso. Acima está a capa do livro, feita pelo meu amigo Kevin McGinnis, um excelente ilustrador, como todos podem ver pelo desenho feito por ele. Eu recomendo o seu trabalho, pelo seu talento e profissionalismo. O livro pode ser comprado pelo endereço virtual: Link , na sub-área Fantasia, mas também pode ser pedido nas grandes livrarias por encomenda, citando o nome do autor, da obra, e da editora: Biblioteca 24x7.


Como de costume, eu sempre indico blogs em cada uma de minhas postagens. Da última vez eu indiquei o blog de minha amiga, chamado, Pelos Caminhos da Vida. Hoje eu indico um blog que está com uma ótima promoção, além de ter um conteúdo maravilhoso. Sua autora é a Lizzie Pohlmann, e seu blog é o Doces Deletérios. A promoção está nesse link especificamente dentro do blog dela: http://lizziepohlmann.com/?p=51. Visitem, é ótimo.


Abaixo eu deixo a poesia final de meu livro, que seria como um resumo dele, para dar uma boa noção do estilo e do que se trata o livro."




A visita ao Grande Mago Ancião.

O caos se formando
Por todos os lados.
Rumores estranhos
De guerra e destruição.
Um poder maléfico,
Algo macabro,
Um presságio terrível
De maldição.

Goblins atacam
O Grande Muro
Dos Homens Alados;
E dos anões
E dos anões albinos
Tomaram suas colônias
De Mineração.

O reino da Planície Nordeste
Por um poderoso exército
Também sendo atacado,
Formado para tomar
As Terras Centrais por dentro,
E liderado por um vampiro nefasto,
Por um ser que tem um cruel coração.

O Conselho da Aliança Central
Se reúne,
Preparam-se para a guerra eminente
Que surge na fronteira sul,
E mais informação
Se faz necessário,
E quem as pode dar
É somente os conselhos
Do ser mais sábio
Do Mundo Conhecido,
O Grande Mago Ancião.

Logo um grupo
De corajosos e bravos
Guerreiros nobres
Se unem,
E para irem a morada
Do grande mago
Montam para isso uma expedição.

Cavalgam por terras perigosas,
Um príncipe Cavaleiro
Um Duque elfo, uma princesa elfica
Um jovem e valente mago
E um príncipe anão.

E em meio aos perigos
Por terras assoladas pela guerra
Encontram a ajuda
Do grande rei Aqueu,
Semi-Deus filho de Odin,
O maior guerreiro
Do Mundo Conhecido,
E quem lhes dá proteção.

Mas saindo dos domínios
Desse grandioso guerreiro
E caindo por terras ermas
O perigo os encontra
E esses se vêem encurralados
Por inúmeros inimigos
Que querem vê-los
Mortos ao chão.

Mas então surge
Uma ajuda inesperada,
O maior caçador
De criaturas das trevas
Do Mundo Conhecido
Aparece e os auxilia,
E esse é Oberón,
O mais triste de todos os guerreiros,
Que vence os inimigos
Com a ajuda dos lobos
Acólitos do rei dos lobos,
Que tem por ele grande gratidão.

Oberón então se une
Àquele honrado grupo,
E segue com eles viagem
Delegando a mensagem importante
Que carregava
A um outro guerreiro
Que a leva a seu destino
Com o preço de sua própria vida,
Salvando o seu reino
Da ferocidade de mercenários,
Que por dinheiro
Levariam a capital
A uma guerra sem razão.

Mas as dificuldades
Não acabam por ai,
Pois chegando a Floresta Antiga
O grupo se depara
Com um poderoso
E sábio guardião.

Esse é um velho Curupira
Que testa a honradez de todos,
Não deixa os cavalos se aproximarem,
E com seus testes
Quase os leva a perdição.

Depois de uma luta difícil
Com o Curupira,
Oberón finalmente descobriu o seu teste
E eles puderam adentrar a floresta
Depois de aprenderem uma valiosa lição.

A Floresta Antiga
Era escura e perigosa
E Baldoc e Faramir
Quase foram mortos
Pela mãe d’água
Que os enfeitiçou
Com uma bela canção.

E quando subiram
O início da montanha
Depois de atravessarem
O perigo da floresta
Sentiram uma batalha no sul
E presságios de um mal sem tamanho
Vindo naquela direção.

Subiram a montanha
O mais rápido que puderam
Até avistarem enfim
O Grande Mago Ancião.

Mas o perigo
Os encontrou antes,
Esse era o rei vampiro
Acompanhado do Duque Caliu,
Dois seres nefastos e malévolos,
Ambos desejosos por matá-los
Sem qualquer compaixão.

Lutaram todos por algum tempo,
Mas o rei vampiro
Era dotado de grandes poderes
E acabou por subjugá-los
E deixá-los ao solo
Inconscientes e sem ação.

Mas o Grande Mago Abalon
Os salvou,
E depois de abatê-lo
Expulsou o rei algoz
Daquela região.

Ele então curou seus visitantes
E os acolheu
Em sua aconchegante casa
Com muita cortesia e educação.

Ali eles beberam chá
E conversaram muito
Sobre a guerra que estava por vir
E saciaram seus desejos
Por informação.

Abalon lhes contara então
Sobre o poderoso amuleto das trevas
Que o rei vampiro criara
E todos o ouviram
Com profunda atenção.

E falou-lhes também
Sobre a lógica das coisas,
E que cada um deveria
Conhecer os seus medos,
Os seus ideais, o seu preço,
Como se conhece
A palma de sua própria mão.

Depois falou-lhes
Que cada um deles
Teria um papel vital
Naquela guerra
E no futuro do mundo,
E que só a venceriam
Se todos os povos
Das Terras do Centro e do Norte
Fizessem uma união.

Falou-lhes por fim
Da importância
De cada uma de suas decisões,
E que essas gerariam fatos,
Que por sua vez, gerariam ação,
Reação, conseqüência,
Que geraria novos fatos
Em um ciclo inacabável
E de grande proporção.

Suas armas foram
Por magias fortificadas,
E o Grande Mago
Ainda mostrou-lhes
Várias coisas
Que lhes deram conhecimento
E muita satisfação.

E por fim eles foram embora,
Daquela grande montanha
Com o objetivo cumprido
E um caminho incerto,
Pois tudo aquilo
Foi muita informação.

Grandes guerreiros
Da era dos elfos,
Aos heróis daquele tempo
Não há comparação.

Desceram então a montanha
E era hora de pensar
Sobre tudo aquilo
E tomar uma decisão.

Tinham a guerra pela frente,
Um inimigo poderoso a enfrentar
E em suas mentes
Pouca esperança
E muita indecisão.


Átila Siqueira.

sábado, 8 de novembro de 2008

A História do Velho René Comte.

França, século XIII, região de Provence.

Esse desafiou o marido de sua amada para um duelo. De escudo, espada e lança nas mãos, os dois se lançaram ao combate. Uma luta árdua, primeiramente eles deixaram a espada na cintura e lutaram com a defesa do escudo e atacando com suas lanças. Porém, em dado momento do combate às lanças se bateram violentamente uma na outra e acabaram por se quebrarem.

O velho René então puxou sua espada da cintura e se precipitou com toda sua fúria para cima de seu oponente, que também empunhou sua espada e lhe enfrentou.

A luta então continuou árdua e equilibrada, porém, difícil para ambos, pois se por um lado René havia sido outrora um grande guerreiro, e mantinha ainda imensa sabedoria e habilidade no combate, por outro lado, seu oponente era mais jovem e seu físico lhe dava vantagem.

A luta continuou por mais algum tempo, e aqueles que assistiam ao combate achavam que ninguém venceria, e que eles acabariam por cair de cansaço. Porém, um pequeno fato mudou o rumo do duelo. Em meio à batalha um vento soprou forte e carregou a areia que estava no chão e a jogou nos olhos de René. Esse teve a visão danificada e foi derrubado covardemente por seu inimigo, que vendo o acontecido, se aproveitou da situação. Após derrubá-lo ele disse:

- Eu acabarei contigo de uma vez por todas, velho tolo e imbecil. Tomei-lhe a mulher outrora, e agora lhe tirarei também a vida!

Ao ouvir essas palavras o velho René Comte ardeu em cólera e levantou-se rapidamente. E devido a essa fúria, esse deixou de sentir o peso da velhice e se sentiu como nos tempos de sua juventude, quando era um grande e valoroso guerreiro. Assim ele se precipitou com toda a sua cólera para cima de seu oponente, que vendo a morte estampada no olho de seu atacante, começou a recuar. Porém, esse recuo não pode lhe salvar, e René acabou por cravar a espada no peito do homem, que caiu de joelhos com a boca cheia de sangue.

- Tu foste um homem sem honra e sem coração em toda a tua vida, – disse o velho René Comte a seu oponente – pois roubaste a mulher alheia por pura ambição. Agora que estou velho, aceitou meu desafio achando que seria fácil matar-me. E se aproveitou de um vento de areia para me colocar covardemente ao chão. Pois bem, agora eu terei minha vingança, recuperarei minha mulher amada e lhe tirarei a vida.

Após dizer isso, René puxou sua espada do peito de seu inimigo e lhe arrancou a cabeça com um só golpe, e depois jogou o corpo e a cabeça para deleite dos cães.

Passado alguns dias René Comte conseguiu se casar com sua amada, e eles viveram juntos durante dez dias, em total harmonia e felicidade. Esses nunca foram tão felizes em suas vidas como naquele curto período. Ficavam todo tempo juntos, e não se desgrudavam por nem um instante. Porém, o destino veio novamente pregar-lhes uma peça. No décimo primeiro dia de casados, ele estava sentado na poltrona da belíssima residência, a qual havia adquirido na Vila de Rhône. Sua mulher veio então lhe trazer uma taça de vinho e deixou o líquido derramar no chão, onde escorregou e caiu batendo a cabeça na quina de uma mesa.

O velho René viu toda aquela cena e ficou chocado, e correu em socorro de sua amada. Mas já era tarde demais, seu destino estava traçado. E deitada em seus braços ela disse:

- Todo tempo que esperei para viver a teu lado valeu a pena, pois tu me deras a melhor época de minha vida. Eu lhe amo mais que tudo, e faria tudo de novo para ficar a teu lado. Eu lhe espero no céu para ficarmos juntos pelo resto da eternidade.

- Não meu amor, – disse René desesperado – não me abandones, pois não posso viver sem ti!

Era tarde em demasia. Por um ímpio lance do destino, aqueles que esperaram a vida toda para ficarem juntos estavam agora separados pela quase intransponível barreira da morte. O velho René Comte então, vendo sua amada, morta em seus braços, gritou – “Não!”. – e a deixou no chão e saiu correndo pelas ruas. Correu sem parar, saiu da Vila de Rhône e pulou de um penhasco sem hesitar em sua ação por nem um instante.

O funeral dos dois aconteceu de forma triste, mas também foi o rito fúnebre mais belo e emocionante que até hoje se ouviu falar por essas paragens. Todos se emocionaram ao conhecer a história deles. E esses foram enterrados um ao lado do outro, para ficarem juntos na morte por toda a eternidade, conforme era o desejo não realizado deles em vida. E em seus epitáfios estavam escritos:

“Amou ele e o esperou por toda a vida, e morreu em teus braços”.

“Amou ela e a esperou por toda vida, morreu ao perdê-la em teus braços”.


Átila Siqueira.

"Bom, esse é um conto, que faz parte do meu primeiro romance, Os libertadores (que não foi lançado ainda) e que eu estou repostando por dois motivos. O primeiro deles é que na época em que o postei a maior parte dos visitantes de agora não conheciam ainda o meu blog. O segundo motivo foi que ele foi selecionado para a Antologia de Contos Fantásticos 18º volume, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, que será lançada no dia 30 de novembro. Confiram no site: http://www.camarabrasileira.com/contosfantasticos18.htm


Como de costume, eu tenho indicado blogs que julgo interessante, em cada uma de minhas postagens. O último blog foi o de minha amiga Késia Maximiano, chamado Japonês em Braile. Dessa vez, indico o blog Pelos Caminhos da Vida, que sempre possui um excelente conteúdo, e vale a pena visitar".

domingo, 2 de novembro de 2008

Solidão.


Minha vida são
Pequenos espasmos
De felicidade
Em uma imensa
Tristeza e solidão.

Vencido pelo amor,
Vencido pela dor,
Hoje não anseio
Mais pela vida.
Apenas escuto
Belas canções,
Leio belos livros
E poemas.
E minha alma,
Chora de solidão.

Sozinho na vida
E em minha dor,
Canto para espantar
A solidão.
Leio para espantar
Minha tristeza.
E vivo a procura
De esperança.
Vivo a procura,
De amor.

Procuro alguém
Que me abrace
E que esquente
O meu corpo,
Nas noites frias
De inverno.
Que diga,
Que me ama,
E queira ficar
Só comigo.

E todo dia
Eu me pergunto,
Onde está essa pessoa,
Será que ela existe?
Onde hei de encontrá-la?

E enquanto ela não chega
À vida se torna
Grande demais.
Cada dia é como
Uma década.
Cada respiração
É como uma eternidade.

E enquanto eu espero
Só há tristeza e solidão
Em minha vida.
E eu me enterro nos livros,
Nos poemas,
E nas belas canções,
Para tentar esquecer
O quanto amarga e solitária,
É minha vida,
E o quanto é triste
O meu coração.


Átila Siqueira.


"Bom amigos, essa é mais uma repostagem que faço. O poema já foi apresentado aqui nesse blog antes, mas como os meus visitantes eram escassos, quase ninguém viu. Então, achei por bem mostrá-lo aos novos visitantes que tem me presenteado tão gentilmente com visitas e elogios, até porque a maioria desses são pessoas que eu adoro muito.

Uma outra coisa: eu ando agora com a mania de indicar blogs de escritores que julgo excepicionais, assim, quero dessa vez indicar o blog de uma amiga, chamada Késia Maximiano, do blog Japonês em Braile. Da outra vez indiquei o blog da minha amiga Glau Ribeiro, Anotações da Glau,que sempre vale a pena visitar".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um desabafo e um pedido de desculpas aos amigos.



Hoje eu estou triste. Meu livro, Vale dos Elfos, era para ter saído hoje, mas teve um problema no contrato, e ai vai atrasar mais ainda. Uma chatice só. Fiquei super chateado com isso. O livro era para ter saído no dia 3 de outubro, e então daí em diante foi só atraso.
Mas o livro vai sair, vou resolver tudo e ele deve sair agora até no máximo terça feira da semana que vem.

Eu quero pedir desculpas aos amigos que eu convidei para virem aqui hoje verem as notícias do livro. Eu achei que eu teria novidades para vocês, mas eu também fiquei surpreso com o que aconteceu.
Quero também aproveitar para agradecer a minha amiga Glau Ribeiro, por colocar um poema meu no blog dela, que é um espaço muito bonito e interessante. Visitem-na.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Lobo Solitário.



Sou um lobo solitário
Sentado sozinho a pensar,
No tempo que se foi
E que nunca há de voltar.

Vivendo sozinho
Em total solidão.
Uivando um belo
Canto solitário
De amor e desilusão.

Sou o lobo solitário
Que anda sozinho
Nas estepes.
E que vive
Uma vida de ilusão.
Que escolhe
Um novo rumo
A cada dia.
E que escolheu
O caminho da solidão.

Sou o lobo solitário
De olhar longínquo
E cinzento.
E de alma
E pelagem escurecida
Como uma noite
De total escuridão.

Sou o lobo solitário
E fico só
Em noite de lua cheia.
Fico só
Em noite de belo luar.
Fico só
Com minha própria solidão.
Fico sempre
Sozinho a pensar.

Sou o lobo solitário
O mais triste animal
Que na terra há de vagar.


Átila Siqueira.

"Esse poema está sendo repostado no blog. Na primeira vez que o coloquei o blog ainda não era muito visitado, e achei legal colocá-lo de novo para que os novos frequentadores do meu espaço possam vê-lo, pois ele é um poema muito importante para mim, por dois motivos: Foi o primeiro poema que escrevi na vida, com 13 anos (depois o reescrevi e o melhorei); e ele faz parte do meu livro Vale dos Elfos: O Caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião. Vol 1, que está para ser lançado, embora esteja totalmente atrasado (Mas vai sair).

No livro, o poema pertence ao personagem chamado Oberón, que é um dos principais. Um indivíduo solitário, triste, e muito enigmático. Quem ler o livro vai adorar esse cara".

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Márcia.


Márcia, moça de aparência bela como a das Valquírias que servem ao Deus Odin em Ásgard, com cabelos negros, lábios rosados e pele branca como o algodão.

Ao ver tal figura, André, um mancebo que pela rua passava, logo se enfeitiçou com aquele olhar estonteante que causaria inveja até mesmo no próprio Narciso dos contos gregos.

André era um vendedor de livros em um pequeno Sebo no centro da cidade, era um jovem um tanto quanto nefelibata, e acreditara por toda a sua vida que poderia e que iria um dia encontrar a sua alma gêmea, o seu verdadeiro amor. E ao ver a figura de Márcia, ao ver aquela beleza angelical em forma de mulher, ao ver aquela perfeição que parecia o próprio “Uno” da beleza, que emanava o belo pelas suas extremidades e que tudo a sua volta era somente pura e simples imitação tentando alcançar aquela perfeição, esse logo se convenceu que era ela, que ele finalmente encontrara o seu grande amor.

Márcia se encontrava sentada em um banco de praça, sozinha, com os seus lindos olhos verdes mais verdes e belos que a mais bela das esmeraldas, olhando com aqueles dois globos sagrados de perfeição para aquela simplória paisagem que a rodeava. André, por sua vez, passava pelo local por estar em sua hora de almoço, e depois daquele susto ao descobrir aquela Deusa que ali se encontrava, tratou de disfarçar a sua surpresa e comoção e ficou a observá-la de longe.

Assim, André fizera durante duas semanas inteiras, e ao invés de almoçar, todos os dias deixava de comer somente para poder ter maior tempo para contemplar tão magnífica beleza.

No final de semana, esse ficava extremamente triste, em estado de completa agrura por ter de ficar sem ver a sua bela Musa da praça.

Eis então que em um determinado dia, uma segunda-feira, na hora do almoço, André, como sempre, saiu correndo de seu trabalho em direção a praça, mas ao chegar em tal lugar teve uma surpresa de extremo mau gosto: Aquela a qual ele, a todos os dias admirava, aquela bela a qual ele entregara seu coração e sua alma como tributo a sua perfeição, aquela a qual ele amava enlouquecidamente sem, no entanto saber seu nome, endereço ou telefone, simplesmente não se encontrava no local de sempre.

Sem a presença daquela Deusa, a praça que outrora era a mais bela da cidade, do mundo e do universo, e que de tamanha era a sua magnitude que se ostentava até mesmo sobre o próprio Olímpo, agora era cinza, suja, feia, era nefanda, sem brilho e sem nenhum atrativo. E ao ver tal cena, as lágrimas não hesitaram em brotar de seus olhos como as águas na nascente de um triste e melancólico rio, e dentro de sua alma e de sua mente começou a tocar a mais triste de todas as nênias, pois esse temia simplesmente nunca mais revê-la.

André, então, banhando todo o seu rosto em grossas e tristonhas lágrimas, voltou para a livraria, mas ao chegar em tal lugar teve uma grande surpresa que quase lhe fizera cair para trás em um desmaio de alegria, surpresa e ao mesmo tempo comoção. A bela Márcia se encontrava no balcão do Sebo, e ao vê-lo em lágrimas, virou-se para ele e perguntou, falando com aqueles lindos e melífluos lábios rosados, perguntando o que estava acontecendo com ele.

André simplesmente respondeu que estava bem, e que chorava por achar que havia perdido aquilo que mais amava, mas que felizmente havia se enganado. Márcia sorriu, pois essa sabia que se tratava dela, e aquele sorriso foi aquilo de mais belo que ele havia visto em toda a sua vida.

Os dois conversaram bastante, e a cada instante André reparava que Márcia ainda era mais linda que no segundo anterior. No fim da conversa André a convidou para sair com ele, e essa lhe respondeu que pensaria até no sábado de manhã e lhe pediu o seu telefone e não lhe deu o seu.

Durante o restante da semana André não a viu mais, pois ela não mais surgiu naquela praça. Então, no sábado, ele simplesmente passou todo o dia ao lado do telefone, e conseqüentemente toda à noite, pois esse não tocou.

Então no domingo pela manhã, quando André já havia perdido todas as esperanças e as lágrimas já corriam pelo seu rosto e sua mente só pensava em agrura e morte, eis que o telefone tocou, e aquela linda voz, como saída da harpa do próprio Orfeu, emanou através do telefone e lhe pediu desculpas por não ter ligado no dia marcado, pois essa simplesmente havia perdido o papel com o número dele, e passara o dia anterior todo procurando o mesmo.

Os dois então se encontraram em um belo restaurante, e após muito tempo de conversa, em uma linda sacada, André finalmente conseguiu beijá-la, e esse se sentiu flutuando ao sentir o eflúvio hálito de sua amada e o gosto adocicado de sua boca. E essa demorou tanto a beijá-lo por ser uma moça extremamente recatada e escrupulosa, e que por isso demorou toda uma semana para se decidir se sairia ou não com ele.


Átila Siqueira.


"Estou repostando esse texto, uma vez que ele vai sair no dia 20 de outubro na Antologia de Contos Fantásticos 17º volume, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, como eu já havia anunciado antes.

Muitos amigos que hoje visitam esse blog não chegaram a ver o texto quando eu o coloquei aqui. Dessa forma, eu o recoloco para que todos possam conhecê-lo. Ele é simples, mas até que é bonitinho. O endereço dele na Câmara Brasileira de Jovens Escritores é: http://www.camarabrasileira.com/acol17-025.htm.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sinopse e o mapa do meu livro, Vale dos Elfos.


Sinopse da capa:

O caos se forma por todos os lados, e os rumores se alastram como o fogo, assim, só resta aos elfos, humanos, anões, e os outros demais integrantes da Aliança Central, buscarem conselho do ser mais poderoso do Mundo Conhecido, o Grande Mago Ancião, que vive sozinho em sua montanha. Ele é o mais sábio e antigo ser que existe, é imortal, e é mais velho que a própria montanha. E o caminho para encontrá-lo é repleto de perigos.

A questão é que uma guerra se forma no sul, e suas proporções são terríveis. Os vampiros ameaçam as fronteiras, e todas as criaturas das trevas se mostram mais fortes e poderosas. E sente-se por toda parte que um novo poder surgiu entre as criaturas das trevas. Um poder tão grande que até então jamais foi visto, e se faz necessário uma resposta para derrotá-lo, a qual só o grande mago, que vive sobre a montanha, pode dar.


Átila Siqueira.


"Esse é o mapa e a sinopse do meu livro Vale dos Elfos: O Caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião, Vol 1, que deve já estar disponível a venda a partir de segunda feira, dia 13/10/2008. Isso é só um apiritivo para os amigos poderem ter uma idéia do que vem pela frente. Em breve mostrarei a capa e o poema do final do livro.
O Desenho do mapa foi feito por um amigo meu, um grande desenhista e ilustrador chamado Kevin McGinnis. Quando virem a capa, que ele também fez, verão o quanto ele é talentoso, embora o mapa já demonstre claramente isso. Se alguém precisar dos serviços de um ilustrador profissional e competente eu indico ele".

domingo, 5 de outubro de 2008

Selo Poetas e Pensadores.


Para aqueles que ousam
Pensar, ponderar,
E opinar sobre tudo.

Para aqueles que com a pena
Engatilhada no tinteiro
A usam como arma
Para descrever o mundo.

Para aqueles que
Discorrendo em versos
Falam por seus corações
E não deixam
Que seus sentimentos
Sejam escondidos
E fiquem mudos.

Um presente
Para homenagear
Pensadores e poetas
Que sonham e pensam
Para a humanidade
Um novo e melhor rumo.

Átila Siqueira.

Bom, com esse selo eu venho presentear alguns amigos desse blog. A poesia acima os descreve bem, como pessoas fantásticas que são. Agradeço a eles por sempre me visitarem e me insentivarem a continuar escrevendo.

O presente vai então para:

Jaya, do blog: Deixa eu brincar de ser feliz?

Beatrice, do blog: Ecos de Poesia e Literatura.

Glau Ribeiro, do blog: Anotações da Glau.

Dominique, do blog: Dominus.

Ana, do blog: Pensamentos da Poetisa.

Camila, do blog: Imensidadx3.

Pavitra, do blog: Metamorfraseando.

Mariana, do blog: Suave Coisa

Késia Maximiano, do blog: Japonês em Braile.

Édna e Kakau, do blog: Cheia de Manha.

Cristiane, do blog: Fragmentos de Mim.

Janaína S, blog: Mais um.

Lualves, do blog: Viagens e Visões.

L. Karina, do blog: Meu Cantinho.

Essa semana ainda quero fazer um agradecimento especial a Beatrice, do blog Ecos de Poesia e Literatura, que colocou um poema meu chamado Perdão em seu espaço. Muito obrigado Beatrice.

Peço também, que quando o selo for passado para frente, que vá junto com o poema, pois a poesia foi feita para definir o objetivo do selo, que não tem sentido se não estiver junto com os versos que o descrevem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Canção de Algoz Domínio.


Minha terra tinha palmeiras
Onde cantava o sabiá.
Hoje tem
Coca-Cola e Mc Donalds
Que exploram nossos recursos
E que ao nosso povo
Não se cansam de roubar.

Minha terra era rica,
Mais rica
Que qualquer outro lugar.
Hoje o meu povo
Foi tão roubado e explorado
Que já não tem
Nem aonde morar.

O sabiá já não mais canta,
Pois a floresta onde ele morava,
Vieram os ianques e os militares
Com a trans-amazônica,
E não hesitaram em a derrubar.

Agora o pobre pássaro
Tornou-se proletário,
E ao invés de cantar
Sob a folha da palmeira,
Agora na cidade,
Como um escravo,
Tem que trabalhar.

Pobre povo brasileiro.
Pobre sabiá.
Explorados até a morte
Pelo mal estrangeiro
Que chegou do além mar.

Se Gonçalves Dias visse isso,
Com toda certeza
Não iria gostar.

Não iria gostar
Do que fizeram
Com as palmeiras,
Com o povo brasileiro,
E nem com o sabiá.


Átila Siqueira.

"Esse é o poema que vai sair na Câmara Brasileira de Jovens Escritores, na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 49º volume. Ela estará também disponível online no site:
http://www.camarabrasileira.com/, em breve. Como podem perceber, essa é uma adaptação do poema de Gonçalves Dias, chamado Canção do Exílio.
Tentei fazer uma versão do século XXI da tão famosa poesia, mostrando a perspectiva de vida que temos hoje, em detrimento daquela do século XIX, em pleno romantismo. Espero que os visitantes desse blog apreciem.
E só um detalhe, a foto foi tirada na frente da minha casa, por mim mesmo, e é de um dos pássaros que eu alimento aqui".

domingo, 14 de setembro de 2008

Aqueu.


"Coloco hoje esse poema e o apresento a todos com muito prazer, pois ele faz parte de meu livro Vale dos Elfos, e fala de um de seus personagens principais, sendo esse uma canção popular dentro da trama. O gênero, como podem perceber, é literatura fantástica.

O livro Vale dos Elfos será lançado em breve, até outubro no máximo, e acredito que esse poema possa mostrar um pouco do que a história trata. Embora o 1°volume que será lançado ainda não possui esses versos, que pertencem ao 3° livro".


Vencendo as labaredas
Da boca flamejante
De um imenso dragão,
Que já fez a terra arder,
Como se banhada
Pela fúria ardente,
Do líquido
De rocha quente,
Derramado pela boca
Do mais cruel
Dos vulcões.

Aqueu venceu a esse,
Já derrotara
Trolls e dragões.

Ainda criança derrotara
Um rinoceronte branco,
A qual se tornou
Seu símbolo,
E para tal feito,
Usaste somente suas mãos.

Aqueu liderou e unificou
O que veio a ser seu reino,
E salvou todo o seu povo
Da destruição.

Instaurou entre o seu povo,
A igualdade,
E puniu aqueles
Que exploravam os mais fracos,
Proibindo em seu reino,
A prática da servidão.

Aqueu
É um grande rei,
Aqueu
É um guerreiro honrado.

És filho do próprio
Deus Odin,
Do qual herdou
Toda a sua força,
E foi presenteado
Por esse,
Com suas poderosas armas,
E com Dracon,
O seu leal cavalo.

Perante a Aqueu
Poucos inimigos
Podem se manter,
Pois a fúria e a destreza
De seus ataques
Impõe a todos sua vitória,
E assim,
Todos a ele passam a temer.

Aqueu,
Com suas vestes negras,
Cavalga sobre o seu
Imponente e veloz cavalo.

Aqueu,
Com sua incrível força
Porta sua lança,
Enfrenta a espada inimiga,
Parte seus escudos
E não teme as setas
Que provém de seus arcos.

Com sua lança ele transpassa
A espessa escama de pedra
Dos trolls,
Como se de um ovo
Ele quebrasse
Sua frágil casca.

Aqueu,
Semi-Deus,
Filho de Odin.
Herói de nobre estirpe,
E de coragem rara.
Não teme
A nenhum inimigo,
Seja esse vampiro, harpia,
Ou qualquer outro,
O qual ele caça.

E assim,
Todas as criaturas das trevas
O temem,
Por onde ele passa.


Átila Siqueira.

sábado, 6 de setembro de 2008

A árvore do amor.


O amor
É uma planta bela
Que quando em vida
E esplendor,
Dá de seus ramos
As mais lindas, saborosas,
E cheirosas frutas,
E em seu topo,
A mais deslumbrante
E majestosa flor.

Mas o amor,
Ao mesmo tempo
É planta forte,
Resistente e indomável
Como o cacto,
E frágil e passível a morte
Como as orquídeas
E as outras plantas
Que não resistem
Ao excesso de umidade
Ou de calor
E pode
Se tornar ressaibo.

Assim,
O amor é uma planta
Que tem de ser
A todo instante cuidada.

Deve receber atenção
E ter terra
Sempre em bom estado,
E ao mesmo tempo
Deve ser
Com água cristalina
Sempre regada.

E se tais cuidados
Não forem tomados,
Logo os frutos caem podres
E a flor que era a mais bela
Em esplendor,
Cai no chão ressecada.

E seus galhos,
Que antes eram fortes,
Verdes, altivos, garbosos,
Com ar nobre e fidalgo,
Ficam totalmente
Feios e sem vida
E totalmente murchos.
Totalmente estiolados.

E da planta não brota
E não nasce mais beleza,
Mas sim,
Só agrura e aspereza.
E tudo que era bom
Enquanto era bem tratado,
Ao se deixar largado
Torna-se a mais louca
E dolorosa
Amargura e frieza,
Devido à falta de cuidados.

Assim,
A árvore do amor
Deve ser sempre tratada,
Caso contrário,
Ela se torna murcha, seca,
E morre de fraqueza.

E aqueles que outrora
A cuidavam
E que eram agraciados
Com a felicidade e a beleza,
Perdem a dádiva que tinham
E caem na escuridão,
Cada qual separados,
E na solidão,

Que é a mais vil das tristezas.


Átila Siqueira.

domingo, 17 de agosto de 2008

Melífluo Beijo



Noite, chuva, vento, trovão,
Tempestade, lua cheia escondida,
Vento forte e gelado,
Nimbo que vem e deságua.
Noite triste
De tormento e agrura.
Noite inteira de solidão.

Lembrança do melífluo beijo
Da mulher amada.
Saudade de poder abraçá-la.
Saudade da vida
A seu lado.

Pesadelos
De grande tormento.
Eu acordo
Com o corpo suado,
Procurando você
Ao meu lado.

Descubro que
Aquele sonho ímpio,
Tornou-se realidade.
Coloco a cabeça
Entre os joelhos
E sinto-me estiolado.

Sinto-me como um precito
Indo de encontro ao carrasco.
Sinto a morte
Sentada a meu lado.
Sinto um aperto no peito
E derramo mil lágrimas
Em meu pequeno
Quarto apertado.

Sofro por ter
Lhe perdido.
Sofro por ti, minha bela lady,
Ter me deixado.
E peço a minha amiga morte,
Que me vela sentada a meu lado,
Que acabes com minha agrura
E que dê paz
A um pobre homem
Que já não tem
Nessa vida mais nada.


Átila Siqueira.

sábado, 9 de agosto de 2008

Seu Sorriso.


Seu sorriso
É tão lindo,
Tão claro,
Tão doce,
E tão belo.

Em contraste
Com tua negra
Pele
Forma o conjunto
Perfeito
E me faz
A cada dia
Ter mais certeza
Do quanto
Eu te quero.

Eu vejo
O teu sorriso
Juntamente
Com o seu jeito
Elegante
De caminhar.

Eu vejo
O teu sorriso
E esse alegra
O meu dia
E me faz
A cada dia mais
Te amar.

Teu sorriso
É o esplendor
Da lua cheia
Ou da lua
Quando
Tem o formato
De sorriso
E nos faz
Pobres românticos,
Em clima
De romance,
Nesses períodos ficar.

Seu sorriso
É a própria
Magnitude,
É mais belo,
Pois é
Uma de suas
Mais belas
Virtudes,
E é mais lindo
Do que
Qualquer coisa
Que a própria
Perfeição
Possa ser
Ou criar.

Seu sorriso
É como
Assistir no escuro
Aconchegante
A um filme
Em uma coberta
Todo enrolado.

É como
Se sentar
Em uma poltrona
Macia e confortável,
Com um bom
Livro na mão
Em um dia
Muito frio,
Com uma caneca
Doce e quente
De chocolate
Ao lado.

É como,
Ler Byron
Quando se está
Apaixonado.

É como
Ouvir
Chopin
E ficar
Totalmente
Pensativo,
Absorto
Enquanto
Se sonha acordado.

Seu sorriso
Trás vida
A tudo
Ao seu redor.

Faz pássaros
Cantarolarem
De alegria.
Faz a todos
Que o vêem
Se sentirem
Muito melhor.

Seu sorriso
Tem alegria
Tem uma energia
Que a todo
Instante
Me contagia,
E que eu
Como um simples
Poeta falido
Não tenho o dom
De explicar.

Seu sorriso
Causa em mim
Um efeito
Bom, doce,
Singelo e alarmante
Que só me faz
Me alegrar.

Seu sorriso
Para mim
É contagiante,
Me faz
Querer viver
E quando eu
O vejo
Tão belo
E brilhante
Eu não consigo
Parar de sonhar.

Seu sorriso
Causa em mim
Uma sensação
Tão boa,
Tão impactante,
Que me faz,
Bela Lady,
A todo instante
Te amar.

E sei que com
Esse poema
Eu não conseguirei
Descrever
A beleza
Do seu sorriso,
Pois eu
Ainda sinto
Que quanto a ele
Eu ainda tenho
Muito o que falar.

Autor: Átila Siqueira.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sem Ar


Meus pés não tocam mais o chão.
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era meu farol e hoje estou perdido.

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar.
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz
Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos:
Posso te ver.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar.
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Autor: D' Black.

Imagem: Jim Warren.

"Essa é uma letra de uma música que gosto muito, acho-a muito linda, e gostaria de compartilhá-la com todos os visitantes desse blog. Espero que gostem, e se puderem procurem essa música e a ouçam, pois ela é linda".
Átila Siqueira.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

TRADUZIR-SE


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar.

"Bom, como eu não queria colocar outro poema triste, decidi colocar esse do Ferreira Gullar, autor que gosto muito, e que nesses versos fala da inconsistência de nossas vidas, das diversas maneiras como somos, da mutabilidade e da diversidade de identidade que podemos ter, sendo ao mesmo tempo uma coisa e seu oposto."
Átila Siqueira.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Adeus, meu sonhos


Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus? Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

Álvares de Azevedo.
Imagem: Jim Warren.

Obs: Esse é um poema que gosto muito, e sei que é muito triste, mas também o acho muito belo. Sempre gostei muito de Álvares de Azevedo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A História do velho René Comte.


Trecho do livro: Os libertadores. (Autor: Átila Siqueira).

Esse desafiou o marido de sua amada para um duelo. De escudo, espada e lança nas mãos, os dois se lançaram ao combate. Uma luta árdua, em que primeiramente eles deixaram a espada na cintura e lutaram com a defesa do escudo e atacando com suas lanças. Porém, em dado momento do combate às lanças se bateram violentamente uma na outra e acabaram por se quebrarem.

O velho René então puxou sua espada da cintura e se precipitou com toda sua fúria para cima de seu oponente, que também empunhou sua espada e lhe enfrentou.

A luta então continuou árdua e equilibrada, porém, difícil para ambos, pois se por um lado René havia sido outrora um grande guerreiro, e mantinha ainda imensa sabedoria e habilidade no combate, por outro lado, seu oponente era mais jovem e seu físico lhe dava vantagem.

A luta continuou por mais algum tempo, e aqueles que assistiam ao combate achavam que ninguém venceria, e que eles acabariam por cair de cansaço. Porém, um pequeno fato mudou o rumo do duelo. Em meio à batalha um vento soprou forte e carregou a areia que estava no chão e a jogou nos olhos de René. Esse teve a visão danificada e foi derrubado covardemente por seu inimigo, que vendo o acontecido, se aproveitou da situação. E após derrubá-lo ele disse:

- Eu acabarei contigo de uma vez por todas, velho tolo e imbecil. Tomei-lhe a mulher outrora, e agora lhe tirarei também a vida!

Ao ouvir essas palavras o velho René Comte ardeu em cólera e levantou-se rapidamente. E devido a essa fúria, esse deixou de sentir o peso da velhice e se sentiu como nos tempos de sua juventude, quando era um grande e valoroso guerreiro. Assim ele se precipitou com toda a sua cólera para cima de seu oponente, que vendo a morte estampada nos olhos de seu atacante, começou a recuar. Porém, esse recuo não pode lhe salvar, e René acabou por cravar a espada no peito do homem, que caiu de joelhos com a boca cheia de sangue.

- Tu foste um homem sem honra e sem coração em toda a tua vida, – disse o velho René Comte a seu oponente – pois roubaste a mulher alheia por pura ambição. Agora que estou velho, aceitou meu desafio achando que seria fácil matar-me. E se aproveitou de um vento de areia para me colocar covardemente ao chão. Pois bem, agora eu terei minha vingança, recuperarei minha mulher amada e lhe tirarei a vida.

Após dizer isso, René puxou sua espada do peito de seu inimigo e lhe arrancou a cabeça com um só golpe, e depois jogou o corpo e a cabeça para deleite dos cães.

Passado alguns dias René Comte conseguiu se casar com sua amada, e eles viveram juntos durante dez dias, em total harmonia e felicidade. Esses nunca foram tão felizes em suas vidas como naquele curto período. Ficavam todo tempo juntos, e não se desgrudavam por nem um instante. Porém, o destino veio novamente pregar-lhes uma peça. No décimo primeiro dia de casados, ele estava sentado na poltrona da belíssima residência, a qual havia adquirido na Vila de Rhône. Sua mulher veio então lhe trazer uma taça de vinho e deixou o líquido derramar no chão, onde escorregou e caiu batendo a cabeça na quina de uma mesa.

O velho René viu toda aquela cena e ficou chocado, e correu em socorro de sua amada. Mas já era tarde demais, seu destino estava traçado. E deitada em seus braços ela disse:

- Todo tempo que esperei para viver a teu lado valeu a pena, pois tu me destes a melhor época de minha vida. Eu lhe amo mais que tudo, e faria tudo de novo para ficar a teu lado. Eu lhe espero no céu para ficarmos juntos pelo resto da eternidade.

- Não meu amor, – disse René desesperado – não me abandones, pois não posso viver sem ti!

Era tarde em demasia. Por um ímpio lance do destino, aqueles que esperaram a vida toda para ficarem juntos estavam agora separados pela quase intransponível barreira da morte. O velho René Comte então, vendo sua amada, morta em seus braços, gritou – “Não!”. – e a deixou no chão e saiu correndo pelas ruas. Correu sem parar, saiu da Vila de Rhône e pulou de um penhasco sem hesitar em sua ação por nem um instante.

O funeral dos dois aconteceu de forma triste, mas também foi o rito fúnebre mais belo e emocionante que até hoje se ouviu falar por essas paragens. Todos se emocionaram ao conhecer a história deles. E esses foram enterrados um ao lado do outro, para ficarem juntos na morte por toda a eternidade, conforme era o desejo não realizado deles em vida. E em seus epitáfios estavam escritos:

“Amou ele e o esperou por toda a vida, e morreu em seus braços”.

“Amou ela e a esperou por toda vida, morreu ao perdê-la em seus braços”.



Esse é um trecho de meu primeiro livro, que se passa no século XIII, espero que gostem, e eu o trago como uma volta ao meu blog, a qual fiquei tanto tempo sem postar.

Átila Siqueira.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Minha Eterna Rainha.



Hipnotiza-me,
Com teu olhar.
Enlouquece-me,
Com teu corpo.
Embriaga-me,
Com teu cheiro.
Leva-me,
Ao sublime prazer.
Leva-me,
Ao mais intenso gozo.

Toma conta,
De minha vida.
Apoderas-te,
De minha existência.
Faz-me teu escravo.
Faz-me teu servo.
E deixa-me louco.

Tu és minha musa,
Eterna e amada.
Tu és,
E sempre serás,
Minha dona.
E eu sempre serei,
Teu eterno escravo.

Faz da minha alma,
Tua marionete.
E do meu coração,
Teu brinquedo.
Usa-me como quiser,
Sem nenhum receio.

Seja minha Eterna Rainha,
E eu serei,
Para sempre seu,
Mesmo no céu,
Ou no inferno,
Pois esse é,
O meu maior desejo.


Átila Siqueira.


PS: Ainda continuarei um tanto quanto ausente do blog, por hora, mas sempre que der eu entro e respondo aos comentários.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mensagem na Garrafa


Olá, amigos!


Temporariamente, não estarei postando aqui por problemas técnicos. Desta forma, peço que aguardem meu retorno.

E prometo que assim que puder estarei comentando em seus blogs.


Um abraço a todos!


Átila Siqueira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Perdão.





Peço perdão às letras,
Por pouco saber escrever.
Peço perdão à vida,
Por não saber viver.
Peço perdão ao amor,
Por amar sem querer.
Peço perdão ao mundo,
Por não saber nele viver.

Peço perdão aos Deuses,
Por não saber lhes compreender.
Peço perdão à vida,
Por ter vontade de morrer.
Peço perdão a tudo,
Por nada ser.

Peço perdão,
E só perdão,
Por ser um tolo,
E nada na vida entender.

Átila Siqueira.

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Bom, aproveito essa postagem também para agradecer ao blog Dominus pelo selo lindo que me foi dado.

Digo que adorei o presente, um selo lindo, com um propósito lindo, que a mim foi confiado e me agradou muito. Estou realmente muito feliz com o presente, muito obrigado

E dessa forma eu o passo a frente esse presente maravilhoso, fazendo isso com muita responsabilidade, e dando a pessoas que merecem como ninguém receber esse selo, que tem o desígnio de presentear e homenagear determinadas condutas que são louvaveis:

Presenteio então:

Pensamentos da Poetisa.

Literatura Inside.

Doces Deletérios.

E mesmo já tendo esses dois próximos blogs ganhado tal selo, ainda sim eu os presenteio novamente com ele:

É só saudade.

Deixa eu brincar de ser feliz.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Zofia e Lucas.


"Bom, esse trecho de um livro foi me dado por uma pessoa muito especial, já faz algum tempo, e agora eu o coloco aqui, em homenagem ao dia de hoje, dia 08, que para mim sempre será especial".


“Zofia,
Vejo-te a dormir e, Deus, como tu és bela! Voltas-te nesta última noite a tremer, aperto-te de encontro a mim, coloco o meu casaco por cima de ti, desejaria poder colocar um sobre todos os teus invernos. O teu semblante está tranqüilo, acaricio a tua face e, pela primeira vez na minha existência, estou triste e feliz ao mesmo tempo.
É o fim do nosso momento, o princípio de uma recordação que, para mim, durará pela eternidade. Havia em cada um de nós tanto de realizado e tanto de inacabado quando estávamos juntos!
Partirei ao romper do dia, afastar-me-ei passo a passo, para aproveitar ainda cada segundo de ti, até ao último instante. Desaparecerei atrás desta árvore para me submeter à razão do pior. Deixando-os abater-me, anunciaremos a vitória dos teus e eles perdoar-te-ão, sejam quais forem as ofensas. Volta, meu amor, volta a essa casa que é a tua e que tem tudo a ver contigo. Gostaria de tocar as paredes da tua morada com cheiro a sal, ver das tuas janelas as manhãs romperem em horizontes que não conheço, mas que sei que são os teus. Conseguiste o impossível, mudaste uma parte de mim. Desejaria que a partir de agora o teu corpo me cobrisse e nunca mais visse a luz do mundo a não ser pelo prisma dos teus olhos.
Onde tu não existes, eu não existo. As nossas mãos juntas inventavam uma de dez dedos; a tua ao pousar em mim passava a ser minha, de tal modo que quando os teus olhos se fechavam, eu adormecia.
Não fiques triste, ninguém poderá roubar as nossas recordações. Daqui em diante, basta-me cerrar as pálpebras para te ver, deixar de respirar para sentir o teu cheiro, enfrentar o vento para adivinhar o teu hálito. Agora escuta: onde quer que esteja, ouvirei as tuas gargalhadas, verei os sorrisos nos teus olhos, ouvirei os sons da tua voz. Saber simplesmente que tu estás nalgum sítio nesta terra será, no meu inferno, o meu cantinho de paraíso.
És o meu Bachert,
Amo-te
Lucas”

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Solidão.


Minha vida são,
Pequenos espasmos,
De felicidade,
Em uma imensa,
Tristeza e solidão.

Vencido pelo amor.
Vencido pela dor.
Hoje não anseio,
Mais pela vida.
Apenas escuto,
Belas canções,
Leio belos livros,
E poemas.
E minha alma,
Chora de solidão.

Sozinho na vida,
E em minha dor,
Canto para espantar,
A solidão.
Leio para espantar,
Minha tristeza.
E vivo a procura,
De esperança.
Vivo a procura,
De amor.

Procuro alguém,
Que me abrace,
E que esquente,
O meu corpo,
Nas noites frias,
De inverno.
Que diga,
Que me ama,
E queira ficar,
Só comigo.

E todo dia,
Eu me pergunto,
Onde está essa pessoa,
Será que ela existe?
Onde hei de encontrá-la?

E enquanto ela não chega,
À vida se torna,
Grande demais.
Cada dia é como,
Uma década.
Cada respiração,
É como uma eternidade.

E enquanto eu espero,
Só há tristeza e solidão,
Em minha vida.
E eu me enterro nos livros,
Nos poemas,
E nas belas canções,
Para tentar esquecer,
O quanto amarga e solitária,
É minha vida,
E o quanto é triste,
O meu coração.



Átila Siqueira.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PRECE ÁRABE.


’’Deus,
Não consistas que eu seja o carrasco,
Que sangra as ovelhas,
Nem uma ovelha na mão dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade,
Na presença dos fortes,
E jamais dizer mentiras,
Para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus!Se me der a fortuna,
Não me tires a felicidade.
Se me deres a força,
Não me tires a sensatez.
Se me for dado a prosperar,
Permita que eu não perca a modéstia,
Conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas.
Para não enxergar a traição dos adversários,
Nem acusá-los com maior severidade,
Do que a mim mesmo.
Não me deixe ser atingindo pela ilusão da glória,
Quando bem sucedido,
Nem desesperado quando sentir o insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso,
Poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão,
É o maior índice da força,
E que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna,
Deixa-me a esperança.
Se me faltar à beleza da saúde,
Conforta-me com a graça da fé.
E quando me referir à ingratidão
E a incompreensão dos meus semelhantes,
Cria em minha alma a força,
Da desculpa e do perdão.
E, finalmente senhor, se eu te esquecer,
Te rogo, mesmo assim,
Nunca te esqueças de mim.’’
(Traduzido do Árabe por Seme Draibe.)

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Edição Extra;

Venho com essa edição extra para agradecer os selos a mim dados pelo blog Dominus, e pelo blog Pensamentos da Poetisa, respectivamente, e assim os passando a diante para outros blogs amigos cujo eu tenho por esses um grande apreço e admiração, e assim jugo esses como merecedores de tais homenagens.

Fico muito grato e honrado com os selos que vim a ganhar, e me sinto honrado com tais homenagens prestadas ao meu blog, e assim, agradeço de coração os Blogs: Dominus e Pensamentos da Poetisa, que são espaços os quais visito sempre e que gosto muito de seus conteúdos.

Muito obrigado, eu fico lisonjeado com os presentes.



Dessa forma, presenteio os blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.



Com o selo, dado a mim pelo blog Dominus:


E presenteio os mesmos blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.


Com o selo, dado a mim pelo blog Pensamentos da Poetisa:




domingo, 27 de janeiro de 2008

Liberdade.


Sonho de grande utopia.
Força inspiradora,
De bravura e coragem.
Que gerou frases como,
Independência ou morte,
E que deu esperança,
A homens fracos,
Sem fidalguia,
E sem vontade.

Desejo de muitos corações,
Vivido e cantado,
Em muitas canções.
Força que gerou,
Muitas revoluções,
Poemas bonitos,
E histórias marcadas,
De sangue, glória,
Bravura, lealdade,
E grandes decisões.

Liberdade,
É essa palavra.
Que é sonho,
De muitos homens,
Sem nada.
Que é caminho,
Onde não se tem estrada.
É vida onde a morte
Está estampada.
É força que rege
Bons corações.
É algo tão grande
E tão complexo,
Que nos leva
A mil sensações.

Liberdade,
É sonho de mil gerações.
Futuro, presente, passado.
Todos com o mesmo sonho.
Todos dizendo,
A mesma palavra.
Em todas as línguas,
O mesmo pedido.
Em todas as línguas,
A mesma canção.

Liberdade,
As nossas vidas.
Liberdade para todos.
Liberdade às escolhas.
Liberdade ao coração.


Átila Siqueira.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lira X




Se existe um peito,
Que isento viva
Da chama ativa,
Que acende Amor;
Ah! Não habite
Neste montado,
Fuja apressado
Do vil traidor.

Corra, que o ímpio
Aqui se esconde,
Não sei aonde;
Mas sei que o vi.
Traz novas setas,
Arco robusto;
Tremi de susto,
Em vão fugi.


Eu vou mostrar-vos,
Tristes mortais,
Quantos sinais
O ímpio tem.
Oh! Como é justo
Que todo o humano
Um tal tirano
Conheça bem!

No corpo ainda
Menino existe;
Mas quem resiste
Ao braço seu?
Ao negro Inferno
Levou a guerra;
Venceu a terra,
Venceu o Céu.


Jamais se cobrem
Seus membros belos;
E os seus cabelos
Que lindos são!
Vendados olhos,
Que tudo alcançam,
E jamais lançam
A seta em vão.

As suas faces
São cor de neve;
E a boca breve
Só risos tem.
Mas, ah! Respira
Negros venenos,
Que nem ao menos,
Os olhos vêem.

Aljava grande
Dependurada,
Sempre atacada
De bons farpões.
Fere com estas
Agudas lanças
Pombinhas mansas,
Bravos leões.

Se a seta falta,
Tem outra pronta,
Que a dura ponta
Jamais torceu.
Ninguém resiste
Aos golpes dela:
Marília bela
Foi quem lha deu.

Ah! Não sustente
Dura peleja
O que deseja
Ser vencedor.
Fuja, e não olhe,
Que só fugindo
De um rosto lindo
Se vence Amor.


Tomas Antônio Gonzaga; Livro: Marília de Dirceu, Parte I, Lira X