Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Zofia e Lucas.


"Bom, esse trecho de um livro foi me dado por uma pessoa muito especial, já faz algum tempo, e agora eu o coloco aqui, em homenagem ao dia de hoje, dia 08, que para mim sempre será especial".


“Zofia,
Vejo-te a dormir e, Deus, como tu és bela! Voltas-te nesta última noite a tremer, aperto-te de encontro a mim, coloco o meu casaco por cima de ti, desejaria poder colocar um sobre todos os teus invernos. O teu semblante está tranqüilo, acaricio a tua face e, pela primeira vez na minha existência, estou triste e feliz ao mesmo tempo.
É o fim do nosso momento, o princípio de uma recordação que, para mim, durará pela eternidade. Havia em cada um de nós tanto de realizado e tanto de inacabado quando estávamos juntos!
Partirei ao romper do dia, afastar-me-ei passo a passo, para aproveitar ainda cada segundo de ti, até ao último instante. Desaparecerei atrás desta árvore para me submeter à razão do pior. Deixando-os abater-me, anunciaremos a vitória dos teus e eles perdoar-te-ão, sejam quais forem as ofensas. Volta, meu amor, volta a essa casa que é a tua e que tem tudo a ver contigo. Gostaria de tocar as paredes da tua morada com cheiro a sal, ver das tuas janelas as manhãs romperem em horizontes que não conheço, mas que sei que são os teus. Conseguiste o impossível, mudaste uma parte de mim. Desejaria que a partir de agora o teu corpo me cobrisse e nunca mais visse a luz do mundo a não ser pelo prisma dos teus olhos.
Onde tu não existes, eu não existo. As nossas mãos juntas inventavam uma de dez dedos; a tua ao pousar em mim passava a ser minha, de tal modo que quando os teus olhos se fechavam, eu adormecia.
Não fiques triste, ninguém poderá roubar as nossas recordações. Daqui em diante, basta-me cerrar as pálpebras para te ver, deixar de respirar para sentir o teu cheiro, enfrentar o vento para adivinhar o teu hálito. Agora escuta: onde quer que esteja, ouvirei as tuas gargalhadas, verei os sorrisos nos teus olhos, ouvirei os sons da tua voz. Saber simplesmente que tu estás nalgum sítio nesta terra será, no meu inferno, o meu cantinho de paraíso.
És o meu Bachert,
Amo-te
Lucas”

5 comentários:

Aninha disse...

despedidas sempre são tristes ainda mais qdo não qremos q elas aconteçam, o mundo é tão cheio de incerteza e mudanças q tvz um dia, vc possa reeencontrá-la
=D
Besos
*.*

Aninha disse...

oie!
tem um selinho pra ti lah no meu blog!
Besos
*.*

Jaya disse...

Átila,

Comentário grande é tuuudo de bão, como dizem vocês, mineiros. (E eu acho lindo, por sinal). Obrigada pelas divagações sempre tão atenciosas lá no blog.

Esse trecho do livro é triste. Mas encantador. Transporta a gente até onde tudo acontecia. Adorável de se ler, assim como teu blog.

Um abraço.

Yara disse...

Poxa.. é triste de doer, mas é um sentimento tão lindo que transpassa qualquer obstáculo. Lindo, lindo.
DEsculpe-me a demora em agradecer os selos.. pois estão lá no meu blog agora. Beijoos.!!

>>Literatura Inside<<

Dominique disse...

Esta carta é sempre o início e o fim ao mesmo tempo. Inesquecível, inexorável, infinita...
Lucas entende Zofia como Zofia entende Lucas. Lucas se afasta porque sabe que é o certo a fazer. Zofia aceita porque confia em Lucas.
Assim, é o amor. Não foi criado para apenas ser sentido quando dois corações estão juntos. Muitas vezes, continuam a bater ainda que separados.

Assim são Lucas e Zofia. Maiores que a vida. Eternos opostos, eternos amigos e amantes.

Jamais os esquecerei, Poeta.

Jamais!...