Campanha.

Campanha.
Excelente campanha a qual estou aderindo e pedindo a todos os visitantes desse blog para também aderirem.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O Náufrago e o farol.


A escuridão da noite.
O agito terrível
Vindo do mar.
As ondas sagazes
Que não davam descanso,
E aquele infeliz
Que sozinho veio a naufragar.

Seu barco perdeu.
Sua esperança
O abandonou.
Sua vida
Foi jogada a esmo
Na água gélida e salgada,
E na noite eterna
E totalmente escura
Onde esse adentrou.

Agarrou-se para boiar
Sobre qualquer coisa,
E sua vida era só agrura.
Esse vivia em total
Delírio e loucura.

As ondas o castigavam.
O sal do mar o corroia.
O vento gélido o matava,
E a vida desse pobre
Se extinguia.

A morte era certa.
Vagando só,
Sem embarcação,
Pelo mar escuro,
Esse só pensava:
“- Nada me resta então!”

À noite nunca acabava.
O dia nunca nascia.
O frio perdurava.
Mas o que mais
Lhe dilacerava era:
A desilusão, a solidão,
E o vazio.

Na vida esse não tinha
Mais nada.
E seu destino era a morte,
Na escuridão e sozinho.

Mas quando a morte era certa
Eis que surgiu ao longe
Uma fraca luz que chamou
A atenção do pobre náufrago,
Devido ao seu belo brilho.

O infeliz então nadou.
E mesmo sem ter mais forças
Em seu corpo desgastado,
Esse usou o seu último fôlego,
E assim se esforçou.

Apesar
Da dificuldade
Esse muito lutou.

Ele já não tinha mais pele,
E era só sangue,
Devido aos desgastes
Que a ele se impôs.

Quando chegou mais perto,
Viu o que era a luz.
Vinha de um belo farol,
Que para a praia o guiou,
E da tormenta do mar algoz
Com o seu brilho o salvou.

Sua vida agora,
Pela lady do farol
Fora salva.

Essa está a curar suas feridas,
Depois de lhe tirar
Da marítima água.

E desse pobre náufrago,
A bela dama desse farol,
Cuidou.

Cuidou de seu corpo,
De suas feridas,
E de sua alma.

Átila Siqueira.


Após deixar esse poema, quero falar de duas coisas muito importantes.

A primeira delas é que aqui em Belo Horizonte, minha cidade, estamos montando uma espécie de grupo de artistas das mais diversas áreas. Nosso objetivo é trocar experiências e criar um movimento artístico capaz de nos levar a interação, e que nos dê parâmetros para promover eventos e para criarmos em conjunto, nos apoiarmos e podermos buscar apoio para que todos possam continuar a produzir.

Faremos nossa segunda reunião, no dia 24/01/2010, em Belo Horizonte. Todas as pessoas da área cultural estão convidadas, e quem desejar saber mais, pode me contatar pelo meu e-mail: atilasiqueira1@yahoo.com.br;

ou pelo meu telefone 88539486.

A segunda coisa de que quero falar é do lançamento do livro de minha querida amiga Nana B. Poetisa. Digo apenas que ela é uma excelente escritora, e uma pessoa muito boa, que merece esse lançamento e tudo de bom que virá dele. (E claro, me é uma amiga muito querida e estimada).

Assim, deixo o booktrailler do lançamento de seu livro, para que todos possam assistir:

http://www.youtube.com/watch?v=R3-w8ZnhmR0

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Mal do século.




O mal do século é a solidão,
Como já disse o grande poeta
De voz potente
De nossa grande
E urbana legião.

Cada qual nesse mundo
De gigantesca população,
Pensa individualmente
E tem esperanças egoístas
De realização.

O livro agora
É meu amigo,
Minha companhia,
Meu único irmão.

Tenho vários amigos
Na prateleira, na estante,
Mas todos eles são de papel
E mesmo carregados
Dos mais utópicos sonhos,
Esses ainda sim
Não possuem um peito
Onde bata um coração.

Esse século,
Pela solidão,
Foi tomado.
Cada indivíduo
Vive sozinho
E isolado.

Cada um
Com os seus sonhos
Individuais,
Que do resto do mundo
Anda apartado.

Esqueceram a frase de Lênin
Que dizia que sonhando sozinho
Nenhum sonho seria realizado.

Os homens desse século
Tornaram-se
Vazios e desumanos.

Trabalhamos
Como máquinas.
Vivemos pelo dinheiro.
Vivendo sozinhos
Em nossas casas
Trabalhamos assim por anos.
Até o dia em que
Nos aposentamos,
Em que vamos passar
O resto dos dias inúteis
De invalidez produtiva
Na solidão de um asilo
A qual, na tristeza
E falta de companhia
Nos perguntamos:
“Por que tanto trabalho,
E por que não mais amamos?”.

Quando chegamos em casa
Na mesa não mais jantamos.

Cada um de nós,
Como bichos acuados,
Comemos em nossos cantos,
Para não termos o desprazer
De ver aqueles
Com quem moramos.

A solidão é o mal desse século,
Pois mesmo no meio
De multidões
Ainda assim,
Sempre sozinhos estamos.

E a cada dia mais,
Mais egoístas,
Individualistas e solitários,
Nos tornamos.

Átila Siqueira.


"Aproveito essa postagem, para indicar para todos os amigos o livro a qual minha amiga Laísa Pinheiro Couto está participando, chamado Poesistas. Procurem, pois o trabalho dela é muito bom, ou entrem em contato comigo pelo meu e-mail que eu encaminho para ela: atilasiqueira1@yahoo.com.br".




sábado, 10 de outubro de 2009

Késia Maximiano.


Japonês em Bráile
É a vossa língua,
Mas creio mesmo
É que a vossa verdadeira língua
Seja a sensibilidade.

Pois a vossa escrita
É sempre assim,
Forte e sensível,
E cheia de verdade.

É música para se ler,
Para se deliciar,
Em meio a sonhos,
A um romantismo
Que jamais deve morrer
E deixar de habitar
Nossa existência
Com a sua expressividade
E sinceridade.

E é desse tipo de coisa,
Dessa característica tão sublime
Que minha amiga Késia
Tem ao escrever,
Que eu tenho mais saudade.

Tenho saudade de flutuar
Em seus textos,
Me sentindo como
Na Valsa de Camille Claudel.

Tenho saudades de me deliciar
Com suas palavras tão bem trabalhadas
Que me fazem me sentir no céu.

E digo, não somente como amigo,
Mas como crítico e fã,
Que o que ela escreve
É maravilhoso.

E seus escritos
São de uma qualidade
E sensibilidade
Que não deixam nada a desejar
Frente a um escritor
Já consagrado e virtuoso.

E o que eu acho mais esplêndido
É que a escrita de Késia
Não perde a sua própria essência,
Parece ter já desenvolvido
Uma sólida e própria linguagem.

E quando eu a leio
Transporto-me para o seu mundo,
Sinto os seus sentimentos,
Os seus anseios,
E tudo passa em minha mente
Como um filme,
Como uma miragem.

Sua escrita me lembra Cecília Meireles,
E, ao mesmo tempo
Ernest Hemingway,
Com toda a sua expressão e maturidade.

Ler-te, minha querida,
É algo avassalador,
Extremamente humanizante,
E que só me enche de alegria
E me traz felicidade.

E eu vos digo que fico honrado
A cada vez que tenho o prazer
De ler-te
E de apreciar a sua arte.

Pois a escrita,
Sem sombra de dúvidas
É uma arte,
E você, minha cara Késia,
É uma artista de mão cheia,
Que com sua escrita
Enraíza em nossos corações
Toda a essência e a expressividade
Dessa sua forma de ver o mundo
Tão cheia de humanidade.

Átila Siqueira.

"Esse foi um poema que fiz em homenagem a minha querida amiga Késia Maximiano, dona de um excelente blog de literatura, em que ela mostra o seu jeito original e talentoso de escrever. Então resolvi prestar essa homenagem a ela, e espero que ela goste. Um poema simples, mas feito de coração: Visitem, o blog dela se chama Japonês em Bráile.

Aproveito a oportunidade e continuo deixando o meu e-mail para quem desejar um exemplar de meu livro com uma dedicatória: atilasiqueira1@yahoo.com.br".

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Cavaleiro sem Estandarte.


Acabou o meu reino.
Acabou tudo.
Pilharam-me a vida,
Sem piedade.
Fiquei só
Em meu Castelo.
Levaram meus sonhos.
Levaram meu estandarte.

Levaram tudo
Que construí.
Levaram os sonhos
Que quis ter.
Deixaram-me só
Em terras longínquas.
Despojaram
Minha razão de viver.

Pedi aos Deuses,
Por piedade:
Que devolvessem
Meu estandarte.
Que devolvessem
Minha amada,
Ou então
Que eu viesse a morrer.

Vagando sozinho eu estou.
Esquecido pelos Deuses
E pelo mundo.
Esquecido
Pelo meu grande amor.
Vivendo sozinho e mudo.

Vagando sozinho
Por esse mundo,
Sem amigos
E sem estandarte.
Acompanhado
Pelo nimbo mais escuro.
Acompanhado pela saudade.

Vivendo do passado
Antigo e belo,
Onde a vida era esplendor.
E eu tinha a meu lado
Meu estandarte,
Que perdi
Ao perder meu grande amor.



Átila Siqueira.




"Aproveito a oportunidade dessa postagem para indicar o blog pássaro negro no sereno, do amigo Kizzy Ysatis, autor do livro Diário da Sibila Rubra, dentre outros.


Deixo também o meu endereço de e-mail: atilasiqueira1@yahoo.com.br para quem se interessar em ter um exemplar do meu livro com dedicatória".

sábado, 8 de agosto de 2009

Selo.


Ganhei um selo do blog de minha querida amiga Celly Borges, chamado: Mundo de Fantas.
1. Exibir a imagem do selo "Vale a pena acompanhar esse blog!" que você acabou de ganhar, com o link do Blog de quem indicou e um link do criador do Meme.


2. Escrever as regras em seu blog.


3. Indique no Mínimo 5 blogs e coloque os links de seus indicados no final do post.(O limite máximo de indicações de blogs cada um determina conforme achar conveniente)


4. Avisar a pessoa que você a indicou, deixando um comentário para ela.


5. Conferir se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
6. Responder as perguntas abaixo:


1) Por que resolveu criar o blog?


Eu resolvi criar o blog para mostrar o meu trabalho literário e poder através desse, interagir com outros escritores dos mais diversos estilos e gêneros literários.


2)O que te dá mais prazer em blogar?


O que mais me dá prazer em blogar é saber a opinião e ver a crítica das pessoas com relação ao que eu escrevo, bem como, poder conhecer o que está sendo produzido por outros autores.


3)Qual o assunto que você mais gosta de postar?


O que eu mais gosto de postar é poesia, embora eu também escreva outras coisas.


4)Por que escolheu esse nome para o blog?


Escolhi esse nome porque tem muito a ver com o que eu geralmente escrevo, que é literatura fantástica. Ai uma pessoa me sugeriu o nome, eu gostei e adotei.


5)você costuma visitar outros blogs?


Sim, sempre costumo visitar outros blogs, e adoro visitar blogs e encontrar belos textos.


Lembrando que o objetivo deste selo além de mostrar reconhecimento aos valores dos blogueiros, que a cada dia demonstram empenho por transmitir valores sejam eles,culturais, sociais, éticos, pessoais ,literários ,entre tantos outros valores que cada um possui.É também uma forma de interação entre nós, blogueiros!


Segue abaixo a lista dos blogs aos quais eu repassarei o meme:









Átila Siqueira.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Perdido por Terras Ermas.


Perdido por terras ermas
Ando sozinho
Procurando me encontrar.

Perdido
Em um descampado escuro
Procuro lugar seguro
Para poder acampar.

Depois de perder tudo
Saí em busca de aventuras.
Fui embora tentando
De minha dor me libertar.

Andei por terras longínquas
Procurando um novo lar.
Encontrei novas terras,
Reis, histórias,
E diversas batalhas
Para lutar.

Encontrei terras
De belos estandartes,
Mas nessas terras
Não pude me fixar,
Pois meu coração
Dizia-me, que com meu amor,
É que devo
Reconstruir o meu lar.

Obedeci meu coração,
Deixei de lado a razão
E corri como um tresloucado,
Para meu amor reconquistar.

Era tarde!
Perdi-me de meu caminho.
Vaguei por terras ermas
Sem minha amada reencontrar.

Vivendo em grande saudade,
A vida tornou-se um suplício,
Um martírio.
E então acabaste
Sem que eu
Reencontra-se o meu lar.

Átila Siqueira.

"Aproveito a oportunidade dessa postagem para indicar um blog de um grande amigo meu, o Matheus, que agora está com um excelente espaço literário, onde ele vem divulgando parte de seu trabalho. Vale a pena conferir: Link. Sei que esse não é um dos meus melhores poemas, até porque, não tenho colocado aqui os melhores, mas espero que todos gostem da leitura.


Deixo disponível também o meu e-mail para quem desejar comprar um exemplar do meu livro com dedicatória: atilasiqueira1@yahoo.com.br".

sábado, 11 de julho de 2009

Súplica a Odin.


Odin,
Deus da morte,
Líder dos Deuses,
Deus da Guerra,
E Deus da magia.
Que trocaste um olho,
Por sabedoria.

Permitas,
Que eu lute a teu lado
No Ragnarok,
Naqueles que serão
Os últimos dias.

Dê-me a honra
Da morte em batalha,
Pois vivi
Minha vida com honra,
E agora não tenho mais nada.

Perdi meu tesouro
E vivo em ruína.
Restou-me a morte
Ou uma vida indigna.

Não posso pedir-lhe
Que me devolvas
Minha amada.
Mas posso pedir-lhe
Um dia de guerra
E uma morte honrada.

Dê-me a glória
De morrer
Por um nobre ideal,
E com espada e escudo
Nas mãos
Lutando contra o mal.

Que a vida
Se acabe nesse instante,
Que a tristeza
Não mais
Habite meu pobre semblante.

Que eu tenha descanso,
E vida honrada,
Em Valhalla.

E que por nem mais
Um instante
Eu pense com tristeza
Em minha eterna amada.


Átila Siqueira.


"Hoje coloco esse poema aqui, creio também que não seja um dos meus melhores, mas acho que vale a pena ler assim mesmo, e eu não o queria deixar na gaveta para sempre.

Aproveito a oportunidade para continuar a oferecer o meu livro para quem desejar adquirir um exemplar com dedicatória. Basta entrar em contato comigo pelo meu e-mail: atilasiqueira1@yahoo.com.br

Quero também indicar um espaço literário que considero muito bom, chamado clã dos imortais, e deixo o endereço de minha página lá. Link".