
Odin,
Deus da morte,
Líder dos Deuses,
Deus da Guerra,
E Deus da magia.
Que trocaste um olho,
Por sabedoria.
Permitas,
Que eu lute a teu lado
No Ragnarok,
Naqueles que serão
Os últimos dias.
Dê-me a honra
Da morte em batalha,
Pois vivi
Minha vida com honra,
E agora não tenho mais nada.
Perdi meu tesouro
E vivo em ruína.
Restou-me a morte
Ou uma vida indigna.
Não posso pedir-lhe
Que me devolvas
Minha amada.
Mas posso pedir-lhe
Um dia de guerra
E uma morte honrada.
Dê-me a glória
De morrer
Por um nobre ideal,
E com espada e escudo
Nas mãos
Lutando contra o mal.
Que a vida
Se acabe nesse instante,
Que a tristeza
Não mais
Habite meu pobre semblante.
Que eu tenha descanso,
E vida honrada,
Em Valhalla.
E que por nem mais
Um instante
Eu pense com tristeza
Em minha eterna amada.
Sábado, 11 de Julho de 2009
Súplica a Odin.
Postado por
Átila Siqueira.
às
22:43
2
comentários
Marcadores: mitologia nórdica; ragnarok, súplica a odin; guerreiro
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Guerreiro Derrotado 2.
Eu voltei a ser.
Não tão forte
Quanto antes.
E nem tão destemido
E corajoso.
Mas aos poucos
Eu vou me recuperando.
As feridas vão
Cicatrizando-se,
E a força aos poucos
Ao corpo vai voltando.
A vida aos poucos
Começa a voltar.
E o corpo vai
Acostumando-se
A viver em dor.
E a alma vai
Conformando-se
A viver sem o amor.
Longe de mim, poder voltar
A me comparar
Com um Deus do Olímpo.
Nem tão pouco
Com um grande guerreiro
Como Aquiles, filho de Peleu.
Mas com as forças
Que recuperei
Já sou capaz
De voltar a lutar.
Lutar pelo que eu quero.
Lutar para reconquistar
A minha amada.
Lutar para que ela
Volte a me amar.
Ou então viver
Por toda a vida
A lhe esperar.
Assim é a vida
De um Guerreiro Derrotado,
Que da vida
Nada mais
Pode esperar.
Postado por
Átila Siqueira.
às
18:07
4
comentários
Marcadores: guerreiro derrotado; espada; batalha.
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
Em memória de Michael Jackson.

Um homem louco,
Mas de uma loucura
Extremamente brilhante.
Revolucionava
Tudo a sua volta,
E buscava sempre
Criar coisas novas
A todo instante.
E não importa o quanto
Se era possível criticá-lo
Por seu jeito extravagante.
Ele foi aquele
Que mudou de cor,
Que levou os negros
Para a tv,
E depois acabou
Ficando branco.
Ele foi aquele acusado
De abusar de crianças,
E foi também aquele
Que balançou
O próprio filho
Na varanda de um prédio
Gerando críticas
Por essas extravagâncias.
E tudo o que ele fazia
Era motivo de polêmica,
Mas a verdade
É que ele sempre foi
Um grande artista
Desde sua infância.
E assim era Michael,
O garoto prodígio
Que encantou todo o mundo
Com a sua voz
E a sua dança.
Michael era o homem
Que era capaz de perder
Sua fortuna,
Sem perder a esperança.
De nos marcar profundamente,
De marcar uma época,
Uma geração,
Várias gerações,
E de ir embora
Nos deixando querendo mais
Em meio a boas lembranças.
Um dos maiores
Artistas do século XX
Que o mundo agora
Terá de aprender
A sem ele ficar.
E sua genialidade
É digna de aplausos,
De reverências,
E talvez sejam essas
As melhores formas
De o reverenciar.
Tantos anos
Dedicados à arte,
E tantas músicas lindas
Que não nos cansa
De emocionar.
E o mais impressionante
É que pouco antes
De sua morte,
Uma hora antes,
Eu o estava a escutar.
Escutava uma das músicas
De sua infância
“Music and me”
A qual sempre escuto
E fico a apreciar.
Todos sentirão saudades
Das loucuras,
De seu talento,
De suas excentricidades,
Tão típicas dos grandes artistas
Que parecem vir ao mundo
Para nos impressionar.
E eu queria saber
Escrever melhores versos,
Para um astro como ele,
De quem há muito sou fã
Poder me despedir
E poder homenagear.
Átila Siqueira.
Aproveito também, para indicar novamente o blog da minha amiga Ana, que está postando o seu novo livro: A Herdeira, ao público.
E para os interessados em comprarem o meu livro, Vale dos Elfos 1, com dedicatória, deixo o meu e-mail de contato: atilasiqueira1@yahoo.com.br".
Postado por
Átila Siqueira.
às
10:21
6
comentários
Marcadores: Michael Jackson.
Domingo, 14 de Junho de 2009
O Guerreiro Derrotado.
O homem mais rico e poderoso
Que na terra pisou.
Eu era um Deus do Olímpo
Eu era o próprio Zeus,
O Deus supremo
De todos os homens,
E de todos os Deuses.
Ao teu lado eu era invencível,
Nenhum inimigo
Fazia frente a mim.
A minha espada
Tinha um poder implacável,
E eu vencia meus inimigos
Apenas com meu olhar.
Nenhum homem da terra
Ousava me enfrentar,
Pois destemido ao extremo eu era.
E eu sempre vencia o combate,
Pois só vencendo eu voltaria
Vivo para o meu amor.
Ao teu lado
Minha força elevava-se a dez,
E minha coragem elevava-se a mil.
E o medo não habitava meu coração.
O meu único medo era perdê-la,
E esse infelizmente concretizou-se.
Hoje, após sofrer o infortúnio
De perder minha amada,
Tornei-me o homem mais pobre
E sem poder do mundo.
Longe de mim
Nesses dias de desventura
Comparar-me com qualquer
Deus do Olímpo,
Pois hoje eu tornei-me
O mais pobre dos mendigos.
Nos dias de hoje
Qualquer inimigo me vence
Com grande facilidade.
A minha espada
Perdeu o vigor,
Está enferrujada
Pela falta de polimento
E pela falta de batalhas.
Minha espada não é mais
Capaz de vencer
Nem o mais fraco dos inimigos.
E o meu olhar, hoje,
Não mais intimida,
E muito menos
Vence o combate,
Mas sim, causa pena.
Hoje, destemido eu não sou,
E eu não venço
Mais os combates,
Pois hoje, voltar vivo
Já não mais me interessa,
Pois meu único interesse
Era voltar para o meu amor.
Hoje a minha força
É insignificante, medíocre,
E a coragem não mais
Habita meu coração,
Nem o medo,
Pois o único medo
Que nele habitava
Hoje se concretizou.
Esse era o medo
De perder o meu amor.
Postado por
Átila Siqueira.
às
17:25
8
comentários
Marcadores: amor; guerreiro derrotado; espada; batalha
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Anseio.
Quem sou eu, neste ergástulo das vidas
Danadamente, a soluçar de dor?!
- Trinta trilhões de células vencidas,
Nutrindo uma efeméride interior.
Branda, entanto, a afagar tantas feridas,
A áurea mão taumatúrgica do Amor
Traça, nas minhas formas carcomidas,
A estrutura de um mundo superior!
Alta noite, esse mundo incoerente
Essa elementaríssima semente
Do que hei de ser, tenta transpor o Ideal...
Grita em meu grito, alarga-se em meu hausto,
E, ai! como eu sinto no esqueleto exausto
Não poder dar-lhe vida material!
Augusto dos Anjos.
Postado por
Átila Siqueira.
às
19:20
16
comentários
Marcadores: Augusto dos Anjos; poesia; pessimismo
Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
Noite de Chuva.

A noite está fria
E o vento gelado.
A chuva corta o ar
Como ímpias facas.
E eu nem me dou
Ao trabalho
De procurar abrigo
Ou agasalho.
Peço a Zeus
Que me agracie
Com um raio.
Que seja esse
Um golpe fatal
Sem piedade.
Um forte,
Grande,
E estrondoso
Disparo.
Que a paz eterna
Se aproxime rápido.
Que a morte
Se apoderes de meu
Corpo molhado.
E que eu deixe
De sofrer
Como um desgraçado.
A chuva bate
Em meu rosto.
O vento me carrega
E a saudade me corrói
E me mata.
Lembro-me,
De minha amada,
De como éramos felizes,
Mas logo recobro a memória,
E me revejo em desgraça.
Sento-me no chão frio,
E minhas tristes lágrimas
Misturam-se a chuva gelada.
Souto o primeiro
De muitos espirros,
E espero
Que a doença venha
E me liberte dessa vida
De saudades.
Postado por
Átila Siqueira.
às
19:18
13
comentários
Marcadores: noite; frio; vento gelado; facas; Zeus; raio; morte; desgraça
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Barack Obama e Cuba.

Nos últimos dias um fato inusitado ocorreu na política internacional, e tomou boa parte dos noticiários de todo o mundo. Trata-se da abertura do Governo estadunidense para que os cubanos que vivem nos Estados Unidos possam enviar dinheiro e viajar livremente para Cuba.
E toda a imprensa e os jornalistas formadores de opiniões ficaram alvoroçados com essa notícia, tratando tudo com alarde e euforia. Muitos já foram logo dizendo que isso levaria ao fim do Socialismo em Cuba, usando o exemplo, muito a grosso modo, (como é de praxe de uma grande parte dos jornalistas brasileiros, que querem emitir opiniões e fazer análises sem lerem nada sobre o tema) do que ocorreu na Alemanha Oriental, no período da Guerra Fria, sem levaram em consideração que se tratava de outro momento histórico.
O argumento mais interessante de alguns foi o de que essa abertura mostraria o quanto a Democracia é melhor que a Ditadura do proletariado, e que a comparação iria destruir o Socialismo Cubano, fazendo o povo optar pelo Governo Democrático liberal. Ou seja, pensa-se que o Governo de Cuba não é legitimo, que o povo é totalmente manipulado e estúpido, como se os indivíduos fossem estáticos e não fossem agentes de sua própria história, bem como da formação de sua própria sociedade, em constante diálogo como o pode estatal.
Dessa forma, pode-se dizer que alguns jornalistas pensam assim, dessa maneira já ultrapassada, ou que eles querem que as pessoas pensem assim, o que é pior. Outra idéia implícita que é pregada é a de que o povo cubano não tem informação, e que eles são apenas manipulados pelos jornais governamentais, que passam a notícia pela visão do governo. Mas esse tipo de análise deixa de levar duas coisas muito importantes em consideração:
A primeira delas é que a população da Ilha é altamente instruída, com um nível escolar superior aos de muitos países considerados de primeiro mundo, e, por isso, provavelmente não se é tão fácil assim manipulá-los. A segunda coisa é que imparcialidade não existe, e se os jornais cubanos defendem uma visão de mundo ideologicamente criada pelo Governo, os jornais de outros lugares fazem o mesmo, bem como os governos, as leis e os Estados, que ao contrário do que se pensa, defendem interesses de determinados grupos, em detrimento a outros.
Um exemplo disso é que os jornalistas de países capitalistas, a todo instante pregam a Democracia como um conceito universal, que deveria ser adotado por todos, e que possui virtudes inquestionáveis como a “melhor” forma de governo. E se isso não é uma visão parcial, pautada pela ideologia de um determinado grupo e por um governo, o conceito de parcialidade deve então ter mudado sem prévio aviso. E o mesmo se dá quando se enfatiza os “defeitos” de Cuba, ou dos países inimigos dos Estados Unidos, como a Coréia do Norte e alguns países islâmicos, sem se quer mostrar a visão de mundo a qual eles possuem.
Pois bem, frente a tudo isso, seria interessante fazer uma análise da nova atitude de Barack Obama e do governo estadunidense com relação a Cuba. E a primeira pergunta que se pode fazer é, trata-se de uma política mais humana e de boa vizinhança?
Provavelmente não! O mais provável é que se trate da continuidade da velha política expansionista estadunidense, e com um estilo genuinamente Democrata, o do Imperialismo. Se fosse ao contrário, talvez o embargo econômico também tivesse acabado, o que ainda sim não seria prova de nada.
Entende-se por imperialismo a colonização indireta de um território, através de medidas econômicas e político-ideológicas. Historicamente o partido Democrata o usa e o defende nos Estados Unidos, ao contrário dos Republicanos, que se utilizam do Neo-colonialismo, sendo esse a intervenção direta no território que se almeja subjugar.
Ou seja, ao que tudo indica, houve apenas uma mudança de estratégia. Os Estados Unidos estavam com a imagem suja pelas ações de Bush, e precisavam colocar alguém no poder que conseguisse ao mesmo tempo, disfarçar sua política expansionista e continuar a colocá-la em prática.
E sem força para enfrentar os árabes, pois o Iraque e o Afeganistão se tornaram dois novos “Vietnãs”, e os Iranianos se mostram fortes demais, eles tiveram de tentar expandir sobre outra frente, tentando dominar um de seus opositores mais aguerridos, Fidel Castro. Porém, como não era possível abrir mais uma frente de combate ali, mais uma vez a política estadunidense partiu para medidas econômicas para coagi-los.
Trata-se da mesma idéia de sempre, de impor a democracia, mesmo que seja na “porrada”, tal como tentaram com os árabes e fracassaram. Entretanto, dessa vez, a tentativa é de se fazer tudo às escondidas. O jogo dos Democratas é visto por poucos, e se pauta em um equilíbrio delicado entre a legitimidade de uma imposição político-ideológica, a de uma simpatia do líder político, e de sua práxis moderada, mas com efeitos a longo e a médio prazo, dentro da idéia expansionista dos Estados Unidos, de levar o capitalismo Neo-liberal sob o seu domínio a todos os povos do mundo.
Assim, pode-se inferir que a mudança de postura de Barack Obama quanto a Cuba, não se trata de um revisionismo da política internacional dos governos anteriores com relação à Ilha. Mas sim, é a continuidade do desejo de retirar a sua autonomia e de submetê-la, mas dessa vez, se utilizando de uma estratégia imperialista e fetichista, tentando fazer com que o povo do pequeno país Socialista se esqueça de suas conquistas sociais e se deslumbre com os avanços técnicos do mundo consumista criado pelo Capitalismo, tentando assim, deslegitimar o poder de Fidel Castro e de seu irmão, para enfraquecer a unidade política de Cuba e deixa-la suscetível a dominação.
Postado por
Átila Siqueira.
às
13:31
10
comentários
Marcadores: Barack Obama; George W.Bush; terroristas; eleição; Afeganistão.; Cuba; Fidel Castro; Embargo econômico


