Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A História do velho René Comte.


Trecho do livro: Os libertadores. (Autor: Átila Siqueira).

Esse desafiou o marido de sua amada para um duelo. De escudo, espada e lança nas mãos, os dois se lançaram ao combate. Uma luta árdua, em que primeiramente eles deixaram a espada na cintura e lutaram com a defesa do escudo e atacando com suas lanças. Porém, em dado momento do combate às lanças se bateram violentamente uma na outra e acabaram por se quebrarem.

O velho René então puxou sua espada da cintura e se precipitou com toda sua fúria para cima de seu oponente, que também empunhou sua espada e lhe enfrentou.

A luta então continuou árdua e equilibrada, porém, difícil para ambos, pois se por um lado René havia sido outrora um grande guerreiro, e mantinha ainda imensa sabedoria e habilidade no combate, por outro lado, seu oponente era mais jovem e seu físico lhe dava vantagem.

A luta continuou por mais algum tempo, e aqueles que assistiam ao combate achavam que ninguém venceria, e que eles acabariam por cair de cansaço. Porém, um pequeno fato mudou o rumo do duelo. Em meio à batalha um vento soprou forte e carregou a areia que estava no chão e a jogou nos olhos de René. Esse teve a visão danificada e foi derrubado covardemente por seu inimigo, que vendo o acontecido, se aproveitou da situação. E após derrubá-lo ele disse:

- Eu acabarei contigo de uma vez por todas, velho tolo e imbecil. Tomei-lhe a mulher outrora, e agora lhe tirarei também a vida!

Ao ouvir essas palavras o velho René Comte ardeu em cólera e levantou-se rapidamente. E devido a essa fúria, esse deixou de sentir o peso da velhice e se sentiu como nos tempos de sua juventude, quando era um grande e valoroso guerreiro. Assim ele se precipitou com toda a sua cólera para cima de seu oponente, que vendo a morte estampada nos olhos de seu atacante, começou a recuar. Porém, esse recuo não pode lhe salvar, e René acabou por cravar a espada no peito do homem, que caiu de joelhos com a boca cheia de sangue.

- Tu foste um homem sem honra e sem coração em toda a tua vida, – disse o velho René Comte a seu oponente – pois roubaste a mulher alheia por pura ambição. Agora que estou velho, aceitou meu desafio achando que seria fácil matar-me. E se aproveitou de um vento de areia para me colocar covardemente ao chão. Pois bem, agora eu terei minha vingança, recuperarei minha mulher amada e lhe tirarei a vida.

Após dizer isso, René puxou sua espada do peito de seu inimigo e lhe arrancou a cabeça com um só golpe, e depois jogou o corpo e a cabeça para deleite dos cães.

Passado alguns dias René Comte conseguiu se casar com sua amada, e eles viveram juntos durante dez dias, em total harmonia e felicidade. Esses nunca foram tão felizes em suas vidas como naquele curto período. Ficavam todo tempo juntos, e não se desgrudavam por nem um instante. Porém, o destino veio novamente pregar-lhes uma peça. No décimo primeiro dia de casados, ele estava sentado na poltrona da belíssima residência, a qual havia adquirido na Vila de Rhône. Sua mulher veio então lhe trazer uma taça de vinho e deixou o líquido derramar no chão, onde escorregou e caiu batendo a cabeça na quina de uma mesa.

O velho René viu toda aquela cena e ficou chocado, e correu em socorro de sua amada. Mas já era tarde demais, seu destino estava traçado. E deitada em seus braços ela disse:

- Todo tempo que esperei para viver a teu lado valeu a pena, pois tu me destes a melhor época de minha vida. Eu lhe amo mais que tudo, e faria tudo de novo para ficar a teu lado. Eu lhe espero no céu para ficarmos juntos pelo resto da eternidade.

- Não meu amor, – disse René desesperado – não me abandones, pois não posso viver sem ti!

Era tarde em demasia. Por um ímpio lance do destino, aqueles que esperaram a vida toda para ficarem juntos estavam agora separados pela quase intransponível barreira da morte. O velho René Comte então, vendo sua amada, morta em seus braços, gritou – “Não!”. – e a deixou no chão e saiu correndo pelas ruas. Correu sem parar, saiu da Vila de Rhône e pulou de um penhasco sem hesitar em sua ação por nem um instante.

O funeral dos dois aconteceu de forma triste, mas também foi o rito fúnebre mais belo e emocionante que até hoje se ouviu falar por essas paragens. Todos se emocionaram ao conhecer a história deles. E esses foram enterrados um ao lado do outro, para ficarem juntos na morte por toda a eternidade, conforme era o desejo não realizado deles em vida. E em seus epitáfios estavam escritos:

“Amou ele e o esperou por toda a vida, e morreu em seus braços”.

“Amou ela e a esperou por toda vida, morreu ao perdê-la em seus braços”.



Esse é um trecho de meu primeiro livro, que se passa no século XIII, espero que gostem, e eu o trago como uma volta ao meu blog, a qual fiquei tanto tempo sem postar.

Átila Siqueira.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Minha Eterna Rainha.



Hipnotiza-me,
Com teu olhar.
Enlouquece-me,
Com teu corpo.
Embriaga-me,
Com teu cheiro.
Leva-me,
Ao sublime prazer.
Leva-me,
Ao mais intenso gozo.

Toma conta,
De minha vida.
Apoderas-te,
De minha existência.
Faz-me teu escravo.
Faz-me teu servo.
E deixa-me louco.

Tu és minha musa,
Eterna e amada.
Tu és,
E sempre serás,
Minha dona.
E eu sempre serei,
Teu eterno escravo.

Faz da minha alma,
Tua marionete.
E do meu coração,
Teu brinquedo.
Usa-me como quiser,
Sem nenhum receio.

Seja minha Eterna Rainha,
E eu serei,
Para sempre seu,
Mesmo no céu,
Ou no inferno,
Pois esse é,
O meu maior desejo.


Átila Siqueira.


PS: Ainda continuarei um tanto quanto ausente do blog, por hora, mas sempre que der eu entro e respondo aos comentários.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mensagem na Garrafa


Olá, amigos!


Temporariamente, não estarei postando aqui por problemas técnicos. Desta forma, peço que aguardem meu retorno.

E prometo que assim que puder estarei comentando em seus blogs.


Um abraço a todos!


Átila Siqueira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Perdão.





Peço perdão às letras,
Por pouco saber escrever.
Peço perdão à vida,
Por não saber viver.
Peço perdão ao amor,
Por amar sem querer.
Peço perdão ao mundo,
Por não saber nele viver.

Peço perdão aos Deuses,
Por não saber lhes compreender.
Peço perdão à vida,
Por ter vontade de morrer.
Peço perdão a tudo,
Por nada ser.

Peço perdão,
E só perdão,
Por ser um tolo,
E nada na vida entender.

Átila Siqueira.

_____________________________________________

Bom, aproveito essa postagem também para agradecer ao blog Dominus pelo selo lindo que me foi dado.

Digo que adorei o presente, um selo lindo, com um propósito lindo, que a mim foi confiado e me agradou muito. Estou realmente muito feliz com o presente, muito obrigado

E dessa forma eu o passo a frente esse presente maravilhoso, fazendo isso com muita responsabilidade, e dando a pessoas que merecem como ninguém receber esse selo, que tem o desígnio de presentear e homenagear determinadas condutas que são louvaveis:

Presenteio então:

Pensamentos da Poetisa.

Literatura Inside.

Doces Deletérios.

E mesmo já tendo esses dois próximos blogs ganhado tal selo, ainda sim eu os presenteio novamente com ele:

É só saudade.

Deixa eu brincar de ser feliz.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Zofia e Lucas.


"Bom, esse trecho de um livro foi me dado por uma pessoa muito especial, já faz algum tempo, e agora eu o coloco aqui, em homenagem ao dia de hoje, dia 08, que para mim sempre será especial".


“Zofia,
Vejo-te a dormir e, Deus, como tu és bela! Voltas-te nesta última noite a tremer, aperto-te de encontro a mim, coloco o meu casaco por cima de ti, desejaria poder colocar um sobre todos os teus invernos. O teu semblante está tranqüilo, acaricio a tua face e, pela primeira vez na minha existência, estou triste e feliz ao mesmo tempo.
É o fim do nosso momento, o princípio de uma recordação que, para mim, durará pela eternidade. Havia em cada um de nós tanto de realizado e tanto de inacabado quando estávamos juntos!
Partirei ao romper do dia, afastar-me-ei passo a passo, para aproveitar ainda cada segundo de ti, até ao último instante. Desaparecerei atrás desta árvore para me submeter à razão do pior. Deixando-os abater-me, anunciaremos a vitória dos teus e eles perdoar-te-ão, sejam quais forem as ofensas. Volta, meu amor, volta a essa casa que é a tua e que tem tudo a ver contigo. Gostaria de tocar as paredes da tua morada com cheiro a sal, ver das tuas janelas as manhãs romperem em horizontes que não conheço, mas que sei que são os teus. Conseguiste o impossível, mudaste uma parte de mim. Desejaria que a partir de agora o teu corpo me cobrisse e nunca mais visse a luz do mundo a não ser pelo prisma dos teus olhos.
Onde tu não existes, eu não existo. As nossas mãos juntas inventavam uma de dez dedos; a tua ao pousar em mim passava a ser minha, de tal modo que quando os teus olhos se fechavam, eu adormecia.
Não fiques triste, ninguém poderá roubar as nossas recordações. Daqui em diante, basta-me cerrar as pálpebras para te ver, deixar de respirar para sentir o teu cheiro, enfrentar o vento para adivinhar o teu hálito. Agora escuta: onde quer que esteja, ouvirei as tuas gargalhadas, verei os sorrisos nos teus olhos, ouvirei os sons da tua voz. Saber simplesmente que tu estás nalgum sítio nesta terra será, no meu inferno, o meu cantinho de paraíso.
És o meu Bachert,
Amo-te
Lucas”

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Solidão.


Minha vida são,
Pequenos espasmos,
De felicidade,
Em uma imensa,
Tristeza e solidão.

Vencido pelo amor.
Vencido pela dor.
Hoje não anseio,
Mais pela vida.
Apenas escuto,
Belas canções,
Leio belos livros,
E poemas.
E minha alma,
Chora de solidão.

Sozinho na vida,
E em minha dor,
Canto para espantar,
A solidão.
Leio para espantar,
Minha tristeza.
E vivo a procura,
De esperança.
Vivo a procura,
De amor.

Procuro alguém,
Que me abrace,
E que esquente,
O meu corpo,
Nas noites frias,
De inverno.
Que diga,
Que me ama,
E queira ficar,
Só comigo.

E todo dia,
Eu me pergunto,
Onde está essa pessoa,
Será que ela existe?
Onde hei de encontrá-la?

E enquanto ela não chega,
À vida se torna,
Grande demais.
Cada dia é como,
Uma década.
Cada respiração,
É como uma eternidade.

E enquanto eu espero,
Só há tristeza e solidão,
Em minha vida.
E eu me enterro nos livros,
Nos poemas,
E nas belas canções,
Para tentar esquecer,
O quanto amarga e solitária,
É minha vida,
E o quanto é triste,
O meu coração.



Átila Siqueira.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PRECE ÁRABE.


’’Deus,
Não consistas que eu seja o carrasco,
Que sangra as ovelhas,
Nem uma ovelha na mão dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade,
Na presença dos fortes,
E jamais dizer mentiras,
Para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus!Se me der a fortuna,
Não me tires a felicidade.
Se me deres a força,
Não me tires a sensatez.
Se me for dado a prosperar,
Permita que eu não perca a modéstia,
Conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas.
Para não enxergar a traição dos adversários,
Nem acusá-los com maior severidade,
Do que a mim mesmo.
Não me deixe ser atingindo pela ilusão da glória,
Quando bem sucedido,
Nem desesperado quando sentir o insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso,
Poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão,
É o maior índice da força,
E que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna,
Deixa-me a esperança.
Se me faltar à beleza da saúde,
Conforta-me com a graça da fé.
E quando me referir à ingratidão
E a incompreensão dos meus semelhantes,
Cria em minha alma a força,
Da desculpa e do perdão.
E, finalmente senhor, se eu te esquecer,
Te rogo, mesmo assim,
Nunca te esqueças de mim.’’
(Traduzido do Árabe por Seme Draibe.)

__________________________________________________________________________________


Edição Extra;

Venho com essa edição extra para agradecer os selos a mim dados pelo blog Dominus, e pelo blog Pensamentos da Poetisa, respectivamente, e assim os passando a diante para outros blogs amigos cujo eu tenho por esses um grande apreço e admiração, e assim jugo esses como merecedores de tais homenagens.

Fico muito grato e honrado com os selos que vim a ganhar, e me sinto honrado com tais homenagens prestadas ao meu blog, e assim, agradeço de coração os Blogs: Dominus e Pensamentos da Poetisa, que são espaços os quais visito sempre e que gosto muito de seus conteúdos.

Muito obrigado, eu fico lisonjeado com os presentes.



Dessa forma, presenteio os blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.



Com o selo, dado a mim pelo blog Dominus:


E presenteio os mesmos blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.


Com o selo, dado a mim pelo blog Pensamentos da Poetisa: