Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Temos que policiar o mal que existe dentro de todos nós





Temos que policiar o mal
Que existe dentro de todos nós.
Nossos desejos mais sórdidos,
Nossa inveja,
Nosso desprezo pela infelicidade
E pelo sofrimento alheio.

É fácil olhar o outro
Com julgamento e ódio,
Julgar o outro pela aparência.
Mas não sabemos o que esse outro
Viveu até aqui.

Não sabemos quantas feridas,
Quantas agruras, quantas dores
O afligiram.

São homens e mulheres como nós,
Que sofrem, têm desejos, decepções.

A vida já é difícil demais sem o ódio alheio,
Sem que os outros te olhem
Com olhar de desdém.

Vamos dar as mãos ao próximo.
Olhar o outro com amor,
Seja ele quem for.
Abandonar os preconceitos.

Vamos compreender e tolerar,
Se queremos tanto ser compreendidos
E tolerados.

Vamos olhar com humildade para o próximo,
Abandonando a soberba.

Vamos deixar de julgar,
Pois também não queremos ser julgados.

Vamos ajudar,
Quando queremos também ser ajudados.

Vamos nos colocar no lugar do outro,
Oferecer uma mão amiga,
Aceitar os outros com as suas diferenças
E com os seus supostos erros.
Pois também queremos ser aceitos e amados,
Com nossas diferenças e erros.

Somente a solidariedade,
A conciliação, o abandono das mágoas
Podem nos levar a lugares melhores,
Pode nos levar a uma sociedade melhor.

Temos que policiar o mal
Que existe dentro de todos nós.


Átila Siqueira.

31/08/15

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pela legalização de todas as drogas no Brasil – Acabando com o tráfico e com o crime organizado.





Prezado leitor, eu peço encarecidamente que leia o texto todo ou que não o leia.

Quando falamos em legalização de todas as drogas, não estamos falando em apologia ao uso de entorpecentes, como vão sugerir alguns leitores menos avisados e pouco familiarizados com as discussões mais recentes sobre o assunto. Muito pelo contrário, estamos falando de uma campanha que tem por um de seus objetivos a diminuição da quantidade de usuários de drogas no Brasil. Essa campanha, inclusive, parte de uma pessoa que não bebe, não fuma, não usa drogas e que tem um histórico de trabalho em projetos sociais voltados para o combate ao uso de entorpecentes.

Alguns poderão dizer que legalizar e liberar todas as drogas no Brasil vai aumentar a quantidade de usuários, que todos vão se tornar drogados, que as crianças e os jovens vão ter acesso a todas as drogas, inclusive acesso as drogas pesadas como o crack. A essas pessoas eu pergunto: Alguém hoje deixa de usar drogas porque é proibido? Alguém hoje tem dificuldade em ter acesso as drogas? As crianças e os jovens já não têm acesso as drogas, inclusive dentro das escolas e em todas as classes sociais no Brasil? A situação atualmente é a seguinte: embora haja uma proibição da venda de drogas no Brasil, em qualquer lugar se consegue comprar drogas com extrema facilidade, inclusive dentro das escolas. Há traficantes que entregam até a domicílio, e as pessoas, devido a proibição, muitas vezes se sentem até mesmo mais tentadas a usar entorpecentes, como um desafio a sociedade e aos parâmetros mais conservadores pré-impostos.

A defesa da legalização das drogas no Brasil vem então para tentar remediar esse problema de uma forma diferente das medidas que foram sendo tomadas até agora, e que fracassaram completamente, gastando recursos do Estado e ceifando vidas em uma guerra inútil e desnecessária, pois os gastos e os esforços despendidos até aqui na tentativa de evitar que as drogas entrem no país foram elevados e não trouxeram resultados, o que também tem sido visto em todos os países do mundo.

O objetivo central dessa campanha é diminuir a violência no Brasil, tirar o poder econômico, social e mesmo político do crime organizado.

A primeira questão que precisamos levantar é que o tráfico de drogas é mais nocivo a sociedade atualmente do que o uso de drogas em si. Atualmente no Brasil, quase 80% dos crimes e dos presos tem relação direta ou indireta com o tráfico de drogas1. O tráfico é responsável pela grande maioria dos assassinatos que ocorrem hoje no Brasil. E o pior de tudo: o tráfico de drogas é que financia o crime organizado no Brasil. A maior parte da violência urbana que temos visto atualmente são financiadas pelo tráfico. Mesmo crimes como arrombamentos e roubos de carros, roubos diversos a comércios e a residências têm referência direta ao tráfico de drogas, pois são os traficantes que receptam os produtos roubados em troca de pagamento de dívidas, em troca de drogas e mesmo para o uso pessoal deles. Ou seja, em outras palavras, não só o tráfico em si e a violência do poder econômico dos bandidos ocorre graças ao tráfico de drogas, mas também os demais crimes no Brasil têm relação direta com o tráfico, pois são financiados pelos traficantes, com o dinheiro da venda ilegal de drogas.

É por isso que propomos a legalização de todas as drogas no Brasil. A legalização acabaria com o tráfico, pois as drogas seriam vendidas nos comércios legais, como já acontece com o cigarro e com as bebidas alcoólicas, passando por um controle de qualidade e pagando impostos. Os lucros seriam revertidos aos comerciantes, gerando emprego e renda para a população. A droga poderia ser mesmo produzida no Brasil, tanto para fins comerciais como para o uso pessoal, o que acabaria com a importação e com a perca de capital para outros países. Os impostos poderiam ser revertidos para as campanhas de incentivo ao não uso das drogas e para a recuperação dos viciados, bem como para a saúde e para a educação, de uma maneira geral. O usuário, ainda por cima, não seria aliciado pelo crime organizado, pois não compraria a droga na mão de criminosos, mas sim em um comércio legalizado

A questão que nos move hoje é a situação de que o crime organizado atual e toda a violência urbana em que vivemos é fruto do tráfico e da proibição, e não das drogas em si. Aqueles que questionam o quanto as drogas são nocivas para os seres humanos, devem também questionar o que tem levado os indivíduos a usarem drogas tão compulsivamente em nossa sociedade, pois o que temos visto pelas ruas é que as pessoas infelizmente cada vez mais desejam se drogar, seja com maconha, crack, cola de sapateiro e tiner. Atualmente, ainda que a proibição as drogas conseguisse eliminar o uso das drogas ilícitas, ela não conseguiria acabar ou mesmo diminuir o uso de entorpecentes como o tiner, que foi a droga pesada usada em grande escala na segunda metade da década de 90 e na primeira metade da década de 10 do segundo milênio, sendo substituída depois pelo crack.

Infelizmente o que atualmente tem impedido que essa questão da liberação de todas as drogas e de suas consequências boas a sociedade seja debatida com seriedade é a falta de informação por parte de nossa sociedade, o conservadorismo de alguns setores da sociedade brasileira e principalmente, a imposição imperialista da política estadunidense, que tem receio que as drogas sejam liberadas por todo o mundo, uma vez que a maior parte delas são produzidas de folhas nativas da América do Sul e da América central, o que poderia representar um grande potencial comercial a essas duas regiões. Essa pressão ocorre pelo receio de que a região saia da área de influência da exploração estadunidense e se torne independente e venha mesmo a exportar drogas de forma legalizada para os Eua, atrapalhando seus planos e revertendo a atual situação comercial da região. Tanto é que o cigarro e as bebidas alcoólicas, as quais eles produzem em grande escala, não são proibidas, embora sejam tão nocivas quanto as drogas proibidas.

O que estamos colocando então, é que o mais nocivo a sociedade atualmente é a proibição, que gera o tráfico e financia a criminalidade. O usuário e o uso de entorpecentes de forma doentia se combate com educação pública de qualidade, com campanhas educativas, e, no último caso, é ainda mais democrático deixar que alguém decida o que fazer da sua vida do que tentar proibir a força e criar todo esse poder paralelo nas mãos do crime organizado. Ao mesmo tempo, legalizar as drogas acabaria com o dinheiro do crime organizado, e teríamos mais segurança nas ruas, pois os criminosos estariam menos estruturados, com menor quantidade de dinheiro para adquirir armas, para aliciar os jovens e mesmo para subornar autoridades e para contratar advogados caros. A vida do crime se tornaria mesmo muito menos atrativa aos jovens, que então poderiam estar mais propícios a buscar um outro caminho, que talvez possa ser o caminho da educação, caso a nossa sociedade venha a trabalhar para um processo real, significativo e sério de valorização da educação nesse país.

Ao meu ver, tudo o que é proibido e que as pessoas desejam muito gera tráfico. Se proibirmos os cigarros e as bebidas alcoólicas, iremos criar traficantes desses produtos, como já ocorreu nos Eua com Al Capone, um bandido conhecido mundialmente e que tinha suas atividades basicamente sustentadas pelo tráfico de bebidas alcoólicas na época da lei seca nos Eua. A questão hoje é que as pessoas querem se drogar e na verdade, quando vemos a história da humanidade, elas sempre quiseram em algum grau. Diminuir isso só se faz com educação. Proibição só gera consumo ilegal e tráfico, ou seja, dinheiro para o crime organizado. Em minha opinião, se proibirmos suco de laranja e café teremos amanhã grandes traficantes desse produto no brasil, portando armas sofisticadas e financiando o crime. Quando eu digo isso, algumas pessoas me dizem: “então vamos liberar os assassinatos”. Mas percebam, é algo completamente diferente. O usuário de drogas faz um mal a si mesmo, assim como o alcoólatra, o fumante, o cheirador de tiner e o viciado em remédios. O problema é o tráfico. Assassinatos são crimes de outra natureza, que se referem a tirar a vida de outra pessoa, e isso sim pode ser evitado e combatido com êxito, tanto com repressão quanto com campanhas educativas.

A liberação de todas as drogas é o caminho para a diminuição do uso de entorpecentes, para o fim dos altos níveis de criminalidade, para o enfraquecimento do crime organizado e para o tratamento e recuperação dos usuários.
Pela legalização de todas as drogas no Brasil:Acabando com o tráfico e com o crime organizado.


Por: Átila Siqueira – Historiador, escritor e militante de esquerda.


terça-feira, 5 de março de 2013

Ao companheiro Hugo Chávez.


Cai em peleja mais um companheiro,
cai em peleja mais um irmão.
Hugo Chávez, homem valente,
que lutou a vida inteira
pelos mais pobres e contra o Imperialismo
morreu hoje em nossa amada Cuba
a terra que é nosso exemplo de revolução.

Hugo Chávez foi um grande herói,
que jamais esqueceremos,
por seus feitos em prol dos mais pobres
da Venezuela,
pela luta constante pelo Socialismo,
em prol dos trabalhadores.

Mas a luta continua!
Um companheiro cai e outro
continua o caminho,
pois a luta é coletiva,
a luta é dos trabalhadores,
a luta é dos intelectuais,
a luta é daqueles que desejam construir
um mundo mais igualitário.

A luta não acaba com a morte de Chávez,
assim como não acabou com a morte de Che,
de Rosa, de Lênin, do próprio Marx e de muitos outros,
pois seu legado continua,
suas conquistas permanecem
e continuamos todos na luta,
assim como ele continuou
a luta de outros e outros continuarão
a nossa luta.

Desde o militante anônimo,
ao líder sindical e aos nomes de nossos líderes,
a luta é de nós todos, unidos pelo bem comum.
A vossa luta, Comandante Chávez, continua
com cada um de nós,
continua no Brasil com Lula e Dilma,
continua com Evo Morales na Bolívia,
continua com o grande Comandante Fidel Castro
e com Raul Castro em Cuba.

Seu dever foi cumprido,
Companheiro Chávez,
e agora deixe que nós
carregaremos a bandeira vermelha
que estava em suas mãos.

Átila Siqueira.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Eu queria ter pelo menos um ombro amigo.




Hoje
Eu só queria poder
Dizer para alguém
O quanto eu estou triste
E apreensivo.

Hoje eu queria
Ter ao meu lado
Alguém para falar,
Para desabafar.
Eu queria ter
Pelo menos
Um ombro amigo.

Ao invés disso
Eu sou obrigado
A sofrer sozinho,
Amando sem ser correspondido,
Desesperando-me
Quando paro para pensar
Em minha vida,
Sem poder pedir ajuda
De alguém que pudesse me ouvir,
Me acalmar, dizendo
Uma palavra amiga,
De consolo, conforto e carinho.

Mas parece
Que realmente estou fadado
A solidão,
A chorar no escuro
E a sofrer calado
E sempre sozinho.

Dia após dia,
Lágrima após lágrima,
Dor após dor,
Punhalada após punhalada.
A distância de quem amo
E me rejeita,
O silêncio que guardo
Por não ter com quem dividir
Tudo aquilo que esfola vivo
O meu coração,
Me mantendo então assim,
Fingindo sorrisos
Enquanto por dentro
Tudo se estraçalha.

Átila Siqueira.

domingo, 22 de janeiro de 2012

NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CONJUNTO.



Dia 08 de Fevereiro de 2012. 19:00 hs.

Os autores Átila Siqueira, Celly Borges, Clevane Pessoa, Lucas Lopes Valadares, Marcel Breton, M.D Amado e Márcia Cristina Simões, com o apoio da Cervejaria Zero Grau, da Livraria Leitura – BH Shopping, da Academia Mineira de todas as Artes, da RHS Editora, da Editora Estronho, da Elo FM e do artista plástico Wander Lara; têm o prazer de convidar a todos para a: NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CONJUNTO, onde estarão sendo autografados os respectivos livros: VALE DOS ELFOS I e VALE DOS ELFOS II, de Átila Siqueira; INSANAS, EXTRANEUS 3 E SOCIEDADE DAS SOMBRAS (Coletâneas) de Celly Borges; O SONO DAS FADAS, de Clevane Pessoa; MARCAS, de Lucas Lopes Valadares; CURSED CITY, EXTRANEUS 1, EXTRANEUS 2, UFO – CONTOS NÃO IDENTIFICADOS; GRIMORE DOS VAMPIROS; SAGAS 2 – ESTRANHO OESTE; NECRÓPOLE 2 – HISTÓRIAS DE FANTASMAS (coletâneas), de M.D AMADO; REMINISCÊNCIAS DO COTIDIANO, ALÉM DOS MEUS PLANOS e PONTO DE VISTA, de Márcia Cristina Simões.

No evento haverá uma pequena exposição do artista plástico Wander Lara e um pequeno sarau de poesia, aberto a todos para a declamação de poemas e textos curtos. Todos os livros da Editora Estronho também estarão disponíveis com 50% de desconto.

Local: Cervejaria Zero Grau, Avenida Professor Mário Werneck, n° 1290, Bairro Buritis. BH – MG. Referência: Campus UNI-BH.

Mais informações: atilasiqueira1@yahoo.com.br

sábado, 17 de dezembro de 2011

A notícia que a grande mídia não quis dar.





Sinopse - A Privataria Tucana - Os documentos secretos e a verdade sobre o maior patrimônio público brasileiro - Amaury Ribeiro Junior
Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer. Ele nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público. Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por alguns de seus ministros e altos funcionários. Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos. Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília. Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves. Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas.

A Privataria Tucana - Os documentos secretos e a verdade sobre o maior patrimônio público brasileiro - Amaury Ribeiro Junior.



"O que é mais interessante nessa história toda, é que a grande mídia não publicou absolutamente nada sobre o assunto, o que mostra uma filiação e predileção política desses grandes veículos de comunicação, pois nos casos de acusação ao PT, a mídia fez uma cobertura completa e até muito tendenciosa, fazendo até mesmo uma pré-condenação ao PT, o que faz valer a pena lembrar que todos esses casos, são apenas acusações por enquanto, e cabe somente a justiça condená-los. Mas essa predileção já havia ficado claro em inúmeros outros momentos da história brasileira, mas dessa vez ficou muito claro. Eu particularmente não sou contra a mídia ter uma opção politico-partidária, o que sou contra é a mídia não divulgar uma notícia tão importante e se dizer imparcial. Ao meu ver, não teria nenhum problema a Globo, SBT, Record, Bandeirantes e Rede Tv anunciarem publicamente sua preferência pelo PSDB, pelo DEM e pelos demais partidos ruralistas e de direita, seria até mais honesto da parte deles. Inclusive, eu sou a favor de uma mídia que se filia, sou contra é a filiação as escuras, sem uma clara revelação de suas predileções, fingindo ser imparcial quando na verdade, ninguém nesse mundo é imparcial, todo mundo sempre acha alguma coisa e espera alguma coisa e, por isso, tem suas preferências. Bastava esses veículos dizerem: - Preferimos o PSDB no poder, isso é muito justo e democrático. Omitir isso e fingir imparcialidade é que é a grande falha da mídia, ao meu ver.

Eu quero ainda dizer que eu tenho uma grande aversão ao PSDB e sou filiado ao PT, falo isso com muita tranquilidade e orgulho. Espero que as acusações ao PSDB sejam investigadas, assim como espero investigação as denúncias passadas feitas ao PT. Mas para mim, com ou sem corrupção, o PSDB é um câncro maligno dentro do Brasil, por suas idéias elitistas e sua vertente política voltada para a idéia da teoria da dependência e para o entreguismo e aproximação com a Europa e com os Estados Unidos. Temos agora é que tomar cuidado com Aécio Neves, eu que sou de Minas Gerais sei muito bem disso, o quanto esse político é perigoso e vem produzindo uma política nefasta no Estado de Minas Gerais, acabando com a área da cultura, da educação e realizando uma política elitista, dando mais poder as grandes mineradoras estrangeiras e aos grandes empresários dos grandes latifúndios de minas gerais. Eu espero realmente que o Brasil como um todo não caia nas mãos desse ditador, tal como Minas Gerais já caiu".

Átila Siqueira.

sábado, 19 de novembro de 2011

Noite de autógrafos.



Os autores Átila Siqueira, Lucas Lopes Valadares, Newton Emediato Filho, Clevane Pessoa, Antônio Rodrigues de Souza e Márcia Cristina Simões, com o apoio da Livraria Leitura – BH Shopping, da Academia Mineira de todas as Artes, da RHS Editora e do artista plástico Wander Lara; têm o prazer de convidar a todos para a: NOITE DE AUTÓGRAFOS EM CONJUNTO, em que estarão sendo autografados os respectivos livros: VALE DOS ELFOS I e VALE DOS ELFOS II, de Átila Siqueira; MARCAS, de Lucas Lopes Valadares; UM CARRO DE BOIS QUE TRANSPORTAVA LOGOS, CRONISTAS, CONTISTAS E POETAS CONTEMPORÂNEOS (Coletânea) e ANAIS DA IV JORNADA GUIMARÃES ROSA (coletânea), de Newton Emediato Filho; O SONO DAS FADAS, de Clevane Pessoa; FLORES NO POTE e CARTAS DA UTOPIA, de Antônio Rodrigues de Souza; REMINISCÊNCIAS DO COTIDIANO, ALÉM DOS MEUS PLANOS e PONTO DE VISTA, de Márcia Cristina Simões.

Aguardamos a presença de todos, para prestigiarem os autores e para um bom papo entre amigos.
Contamos também com a colaboração de todos na divulgação do evento.





Estarei participando de uma noite de autógrafos em conjunto, em Belo Horizonte, as 19:00 hs, na Livraria Leitura do BH Shopping, onde estarei autografando meus dois livros, Vale dos Elfos I e Vale dos Elfos II. Convido a todos para o evento, para batermos um bom papo sobre literatura e coisas do gênero.


Átila Siqueira.





sábado, 10 de setembro de 2011

Uma homenagem as vítimas do 11 de setembro.



No dia 11 de setembro de 2011 completam 38 anos de um dos maiores atentados terrorista da história, ocorrido no Chile, em 1973, quando forças militares dos Estados Unidos bombardearam o palácio do governo com o presidente Salvador Allende dentro, dando início então a uma ditadura brutal naquele país, encabeçada pelo ditador Augusto Pinochet, e que matou inúmeras pessoas por décadas de repressão e tortura.


As vítimas do 11 de setembro, eu dedico uma homenagem, mesmo que as pessoas sem memória e a mídia sem escrúpulos já tenha esquecido do verdadeiro atentado do 11 de setembro.


Átila Siqueira.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Vale dos Elfos I e Vale dos Elfos II: Sinopses e ilustrações.












Sinopse: Vale dos Elfos I: O Caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião.



O caos se forma por todos os lados, e os rumores se alastram como o fogo, assim, só resta aos elfos, humanos, anões, e os outros demais integrantes da Aliança Central, buscarem conselho do ser mais poderoso do Mundo Conhecido, o Grande Mago Ancião, que vive sozinho em sua montanha. Ele é o mais sábio e antigo ser que existe, é imortal, e é mais velho que a própria montanha. E o caminho para encontrá-lo é repleto de perigos.



A questão é que uma guerra se forma no sul, e suas proporções são terríveis. Os vampiros ameaçam as fronteiras, e todas as criaturas das trevas se mostram mais fortes e poderosas. E sente-se por toda parte que um novo poder surgiu entre as criaturas das trevas. Um poder tão grande que até então jamais foi visto, e se faz necessário uma resposta para derrotá-lo, a qual só o grande mago, que vive sobre a montanha, pode dar.






Sinopse: Vale dos Elfos II: A 1ª Grande Batalha no Muro dos Homens Alados. Capa produzida pelo artista plástico Wander Lara.



Depois da visita a Montanha do Grande Mago Ancião a luta contra as criaturas das trevas continua no Mundo Conhecido, os viajantes da comitiva da Aliança Central tentam levar as informações que obtiveram aos guerreiros que protegem o Grande Muro dos Homens Alados, mas, pelo caminho, muitos desafios se colocam a frente e eles se veem cada vez mais impelidos a buscar ajuda nos reinos da região Norte, pois sabem que sem essa ajuda nada adiantará. Ao mesmo tempo batalhas se formam por todos os lados nas Terras Centrais, e as criaturas das trevas não param de surgir por todos os lados, formando bandos e exércitos que devastam tudo, pilhando Vilarejos e reinos enquanto são combatidos ardorosamente pelos guerreiros locais, que, com dificuldade mantêm a resistência para que tudo não caia de vez nas mãos dos algozes.



Ao mesmo tempo uma grande batalha se forma na Grande Muralha dos Homens Alados, tropas gigantescas das criaturas das trevas lideradas pelo grande rei dos vampiros marcham para atacar o local, a única divisão entre os dois territórios, sendo que se a Muralha for tomada nada mais impedirá que se invada os reinos das Terras Centrais. Assim, o rei dos Elfos e seus acólitos se preparam para resistir em uma noite de lutas, até que o dia nasça e as criaturas recuem novamente para a escuridão, e, assim começa a 1° Grande Batalha no Muro dos Homens Alados.






Ilustrações internas do livro Vale dos Elfos II, do artista plástico Wander Lara.









Mapa onde o livro Vale dos Elfos é ambientado, produzida pelo artista plástico Kevin McGinnis.





domingo, 17 de julho de 2011

Resposta ao texto: GV, JK, FHC E O INOMINÁVEL.




Coluna Opinião.

O Blog Esculacho e Simpatia, bem como alguns outros blogs direitosos, postaram um texto denominado: GV, JK, FHC e o Inominável. Como eles não me deixam comentar o texto, resolvi responder aqui, embora certas bobagens nem mereçam respostas.

Quem quiser ver outros blogs direitistas, é só olhar na parte direita desse blog e verão um grupinho de blogs "republicanos".

Resposta:


Que pena ver esse tipo de artigo. Defendam o FHC o quanto quiserem. O fato é que tudo o que ele fez foi em benefício apenas da classe média e da classe mais abastada. E jogou algumas migalhas para o povo quando era conveniente. O monetarismo do governo FHC beneficiou somente os ricos e quando beneficiou os pobres foi somente de tabela.

E sinceramente, assistencialismo nesse país existe muito, mas não foi o governo do PT que o fez. Ele está nas pensões gordas dos militares aposentados e de suas famílias, nos salários absurdos do poder judiciário e da classe média. Esses sim são parasitas nessa sociedade, uma classe média que não faz nada e mama nas tetas do Estado em todos os governos.

O governo do PT pode ter tido muitos defeitos, para mim, o pior deles foi não ter conseguido abaixar os salários dessas classes parasitárias e também da própria classe política. Mas teve êxitos que não vieram de nenhuma herança do governo FHC. Acho que na verdade o governo do PT foi o único com uma visão realmente ampla, que pensou o país a longo prazo e que fez uma política econômica responsável e uma política social voltada para o amadurecimento das forças sociais e produtivas do país. Basta ver os investimentos em educação profissionalizante e superior dos últimos oito anos, talvez o ponto mais forte desse governo, ao contrário do governo do PRÍNCIPE DOS SOCIÓLOGOS que deixou as universidades federais serem sucateadas.
Mas, ao meu ver, essa visão de direita apontada nesse artigo reflete bem as perspectivas do PSDB e do DEM, a vontade de manter o país crescendo a qualquer custo, apenas para a classe alta, e a idéia de permanecer sempre em um crescimento subordinado as potências imperialistas. Foi assim com JK, que foi citado nesse artigo, que inclusive conseguiu fazer a façanha de apoiar o golpe militar de 64, achando que os militares apoiariam sua campanha para presidente.

Vocês da direita gostam de escrever de dentro de seus apartamentos, acham ruim os aumentos de impostos sobre a classe média, mas esquecem que lá fora, longe do ar condicionado, existe um povo que pega ônibus todo dia e que só quer uma vida mais digna. Gostem ou não vocês da direita vão ter que engolir o fato de que o governo do PT fez pelo povo brasileiro o que nenhum governo fez, não com assistencialismo, como dizem alguns, (pois quem conhece os programas sociais sabe muito bem que em troca daquela mísera ajuda de custo, cobra-se do beneficiado que ele faça cursos profissionalizantes dados pelo governo e que seus filhos estejam freqüentes nas escolas); mas com uma distribuição de renda e com um desenvolvimento social que ninguém achava que era possível nesse país.

Hoje a economia vai muito bem, passou pela crise de forma surpreendente. As medidas monetaristas do governo Itamar e continuadas pelo FHC ajudaram, mas o que realmente fez a diferença foram às intervenções na economia feitas pelo grupo econômico do governo do PT, que comprava e vendia dólares no momento certo, regulando a economia, o que FHC não teve coragem de fazer, talvez para não chatear seu amiguinho, Bill Clinton.

E eu nem vou falar da ALCA que deixou de nos ameaçar, nem tão pouco do aumento real acima da inflação do salário mínimo. O fato é que já não é mais possível o país dos coronéis e o país da pequena classe média que o DEM e o PSDB querem.
Tentar deslegitimar o governo do PT não adianta muito com argumentos fracos, antes falavam que o Lula era analfabeto e não conseguiria governar, agora tentam dizer que ele é populista e assistencialista. De burro ele passou a esperto no discurso da direita. Se vocês gostam de intelectuais, lembrem-se de Florestan Fernandes e se esqueçam do pequeno e mal fadado FHC. O governo do PT tem muitos defeitos, seria mais pertinente fazer crítica a esses defeitos ao invés de tentar desqualificá-los com argumentos facilmente refutáveis. Olhem o país que temos hoje e olhem o país que FHC deixou, deixem de lado o preconceito e então verão que o caminho que o governo do PT pode não ser perfeito, mas é bem melhor que o caminho anterior.


Átila Siqueira.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Osama Bin Laden: Guerrilheiro, terrorista ou indivíduo em conchave com o governo dos EUA.

Coluna Opinião.

"Faz muito tempo que eu estou com vontade de começar essa coluna no meu blog, para falar de alguns temas polêmicos que muito me interessam e defender algumas idéias, conforme meus estudos no curso de Bacharelado em História e meus estudos pessoais. Assim, resolvi inaugurá-la hoje. Espero que possam apreciar o texto".


O governo estadunidense afirmou no dia 1º de maio de 2011 a morte de Osama Bin Laden no Paquistão, assassinado por forças militares dos Estados Unidos, e, essa notícia gerou uma série de discussões em todo o mundo, porém, muitas das coisas que eu entendo como equivocadas têm sido ditas e eu gostaria de falar sobre o assunto. A primeira coisa que eu gostaria de falar é que o termo terrorista é uma construção discursiva produzida principalmente pelo governo dos EUA e da Inglaterra para deslegitimar as lutas anti-imperialistas em formato de guerrilha, produzidas por grupos do Terceiro Mundo, que adotam essas técnicas por não terem condições bélicas de enfrentar em confronto direto os exércitos das potências ocidentais.


Dessa forma, a questão do terrorismo passa pela discussão do Imperialismo, e, na perspectiva acadêmica essa construção discursiva feita pelas potências Ocidentais para deslegitimar os guerrilheiros do Terceiro Mundo como terroristas poderia ser chamada de Orientalismo (uma constante construção de inferiorização do mundo não europeu pelos EUA e pela Europa), mas, falarei desse assunto mais para frente, em outro texto. Em meio a todas as discussões geradas pela morte de Bin Laden a que mais me incomodou recentemente foi à volta a uma teoria de que Osama Bin Laden teria realizado o ataque as Torres Gêmeas em Nova Iorque em conjunto com o governo estadunidense com o intuito de legitimar uma guerra contra o Oriente Médio que geraria lucros aos produtores de armamentos e aos EUA e seus aliados com relação à exploração de petróleo.


Eu me lembro dessa teoria sendo produzida logo após Osama Bin Laden e a Al-Qaeda terem assumido a autoria do ataque, e, ela me pareceu muito mal elaborada e a-histórica, além de me parecer coisa daquelas idéias de teoria da conspiração que alguns indivíduos “intelijudinhos” produzem, sobretudo os estadunidenses, que não conseguem produzir uma análise problematizante da História, voltada para as discussões sobre o Imperialismo. Os principais argumentos dessa teoria é que Bin Laden é rico, é empresário dono de imóveis e empresas nos EUA, vários de seus irmãos têm a mesma condição e são grandes acionistas de várias empresas armamentistas e de exploração de petróleo, além de outras empresas, bem como a família Bush. A partir desse pressuposto esses “teóricos” já fazem uma relação direta dizendo que se a família Bush lucrou e a família Bin Laden lucrou e se os EUA conseguiram seus objetivos de controlar as áreas petrolíferas então o ataque foi um conchave entre eles.


Bom, algumas questões podem ser levantadas se colocarmos mais algumas coisas nesse balaio. Osama Bin Laden (formado em economia e administração na Universidade de Jidá), de família rica Saudita rompeu com a sua família ainda nos anos 70 por adotar uma postura Pan-Arabista e de reação contra a “degradação” dos valores islâmicos tradicionais Sunitas (o Pan-arabismo é uma forma de pensamento que defende uma cultura árabe-muçulmana independente de influências européias e com um desenvolvimento industrial independente, pautado em uma teoria semelhante à teoria da dependência. Esse pensamento era baseado no anti-imperialismo e no nacionalismo exacerbado). Já o núcleo central de sua família, tal como as elites sauditas da época, eram aliadas as forças imperialistas e defendiam um desenvolvimento para a região em relação direta com os EUA e seus aliados, porém, com as invasões soviéticas Osama e seus seguidores se juntaram as elites muçulmanas e aos EUA para resistirem, já que a perspectiva das elites muçulmanas nunca foi voltada para o socialismo, e, Osama foi treinado pelas forças especiais Paquistanesas, financiadas pelas forças especiais estadunidenses com o intuito de deter o avanço soviético na região.


Após as lutas de expulsão das forças soviéticas Osama volta a sua luta contra os EUA, agora com maior experiência e subsídio, devido ao seu treinamento militar, e, daí em diante Osama e seus seguidores lutaram arduamente contra os EUA, atacando vários locais, tornando-se um dos principais procurados pelos EUA ainda nos anos 80, brigando com sua família, que tentou várias vezes retirar sua fortuna, e, tentando um ataque as Torres Gêmeas de Nova Iorque em 1991. Nos anos subseqüentes Osama se fortaleceu no Afeganistão e em 2001 conseguiu destruir as Torres Gêmeas, causando, subseqüentemente como retaliação por parte dos EUA, a invasão do Afeganistão e depois do Iraque, enquanto Osama continuou lutando e atacando alguns locais na Europa, e, todos esses conflitos geraram ônus muito significativos para os EUA e poucos lucros com petróleo, muito aquém do que eles esperavam, gerando rombos nos cofres públicos e inúmeras baixas no exército dos EUA, além de um gasto excessivo com segurança e uma diminuição significativa no turismo, devido ao próprio rigor para se entrar nos EUA e ao medo de atentados, gerando um processo que culminou na crise econômica de 2008, que estourou no mercado imobiliário estadunidense, o setor mais frágil daquela economia, mas que no fundo pode ser entendida como apenas o topo do grande iceberg produzido pelos impactos das quedas das Torres Gêmeas.


É com a adição dessas questões que eu refuto a idéia de que a queda das Torres Gêmeas foi uma armação entre Bin Laden, Bush e o governo dos EUA, pois, os indícios apontados pelas investigações do próprio Congresso dos EUA mostram que o governo sabia que o atentado ocorreria e não fez nada para impedi-lo. Acreditar que Osama fez um acordo com os EUA é dizer que ele é um indivíduo pouco inteligente, pois, de forma alguma isso lhe seria vantajoso do ponto de vista financeiro, como alguns acreditam, a única coisa que ele conseguiu foi projeção internacional para a sua causa (anti-imperialista) e gerar uma crise nos EUA.


Se o dinheiro fosse o objetivo de Osama, seria muito mais simples ele ter permanecido em seu núcleo familiar, não ter se voltado publicamente contra os EUA, como fez seus irmãos, teria talvez feito um acordo com a União Soviética em troca de um alto posto, não teria tentado atacar as Torres Gêmeas em 1991 e nem realizado outros ataques. Para que os EUA invadissem o Iraque não seria necessário então que Osama assumisse a autoria do ataque de 11 de setembro, bastaria que eles fizessem esse ataque e fizessem um grupo “feic” do Iraque assumir, ou mesmo alegassem as tais armas químicas, e, nem era necessário invadir o Afeganistão, pois uma vez que Osama e seu grupo lideravam o local os EUA poderiam entrar e explorar o local à vontade em um caso de acordo, longe inclusive dos olhos da mídia mundial, o que seria mais lucrativo.
Mesmo para aqueles que acreditam que os EUA conseguiram realizar seus objetivos de lucrar com a sua “Guerra contra o terror” e que sua crise é fruto apenas da especulação imobiliária, a idéia de uma aliança entre Bin Laden e os EUA seria maléfica para Osama, pois ele acabou assassinado no meio dessa empreitada. Se esse fosse o caso, seria muito mais inteligente que ele financiasse o atentado sem colocar o seu rosto a mostra, podendo então andar livremente pelo mundo e não sendo assassinado por tropas dos Estados Unidos.


A minha tese então é que Bin Laden realizou o ataque as Torres Gêmeas acreditando em sua causa anti-imperialista, e, os EUA foram omissos por acharem que lucrariam com isso. Os efeitos, porém, foram adversos, pois os EUA não conseguiram lucrar com as invasões e criaram dois novos “Vietnãs” e Bin Laden conseguiu efeitos para além de suas expectativas, desencadeando o fortalecimento do movimento anti-imperialista em todo o mundo, abrindo uma discussão cada vez mais ampla sobre o imperialismo e mostrando as atrocidades dos EUA no mundo árabe e em todo o Terceiro Mundo, além de conseguir criar uma crise econômica das mais graves nos EUA, que tem gerado sua queda gradual como a maior potência do mundo.

Átila Siqueira. 05/05/2011.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Morte de Osama Bin Laden.

"A minha posição quanto a Osama Bin Laden sempre foi muito clara, eu o acho um dos maiores heróis de todos os tempos e até hoje comemoro o seu maior feito, a destruição das torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001 e do Pentâgono. Alguns podem se perguntar se eu sou louco por achar esse evento um ato heróico, mas eu respondo a isso com uma simples colocação: O terrorismo é apenas uma construção discursiva produzida pelos EUA e pela Europa para deslegitimar a luta do povo muçulmano para se verem livre do Imperialismo. O que existe é uma guerra, e, essa história de que não vale atingir alvos civis é uma regra criada pelos países imperialistas, e, portanto, não é uma regra universal, mas sim uma imposição arbitrária com o objetivo de desqualificar as ações das guerrilhas, que são as formas de organização dos grupos de resistência dos países pobres, tendo em vista a falta de estrutura bélica dos mesmos. Ou seja, a luta de Osama é válida e a sua possível morte é para mim uma lástima terrível, embora eu não creia na veracidade dessa informação, tendo em vista que seu corpo não foi mostrado e até então se disse que ele foi jogado ao mar. Ao meu ver, ou a notícia de sua morte é puramente mentira, ou os Eua descobriram a morte de Osama por outras causas e inventaram que sua morte foi de sua autoria para ganharem o crédito. Abaixo eu deixo um poema que fiz há alguns anos atrás em homenagem a Osama e a queda das torres gêmeas, e, coloco-o abaixo para a apreciação de todos".

Guerreiro do Leste.

Um guerreiro
Oriundo
Do leste,
De terras áridas
Como o agreste.

Herói ou vilão?
Herói certamente,
Pois lavou a honra
De todo um povo
Sofrido e humilhado,
Destruindo os dois chifres
Do demônio da ostentação.

Herói e guerreiro
Das terras árabes.
Sunita Saudita
De grande valor.
Desafiou o carrasco
De azul, branco e vermelho.
Humilhou a ilha governada
Pela estátua da opressão
Do imperialismo e do terror.

Construiu a ruína
Do único Império
Que passou da ascensão
Ao declínio
Sem erudição.

Guerreiro do leste
Que vingou sua raça.
Guerreiro filho
De uma milenar tradição.

Honraste o nome
De um profeta sagrado
Que em 610
Teve sua primeira revelação.

O Império puritano
Segue para o fim,
E o que se espera
É que com ele
A acumulação desregrada
Possa parar.

Que reine a igualdade
Entre os povos.
Que haja igualdade
Entre todos.
E que a divisão
Entre rico e pobre
Venha a acabar.

Átila Siqueira.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista no blog: Confissões desajustadas.


Ontem saiu uma entrevista que dei para o blog confissões desajustadas que gostei muito. Lá falei um pouco da minha carreira literária e do lançamento do meu novo livro, Vale dos Elfos II.

Confiram:

www.confissoesdesajustadas.blogspot.com

sábado, 8 de janeiro de 2011

Música e crítica social.



Mozart treme na tumba,
Enquanto “tiutiucas”,
Potrancas e cachorras
Rebolam em uma “música”
Desafinada, horrível,
E carregada de pornografia e luxúria.

É a total banalidade, fala-se de nada,
E o foco principal,
Desse estilo ruidoso, é o tamanho da bunda.

E isso vende como água no deserto,
Como se a sociedade já não fosse
Superficial o suficiente
E precisasse de mais
Palhaçada e menos cultura.

E talvez seja esse o plano,
Criar uma sociedade de
Cabeças ocas e massificadas,
Que não pensam o mundo a sua volta,
Não são críticos, e só trabalham
Vivem e comem como animais
E não pensam em nada.

E a cada dia fica pior,
E surgem mais músicas sem letra coerente,
Talvez, para que no dia da eleição
Se eleja mais um desses burguesinhos babacas.

E a música continua,
Ou pelo menos,
O barulho que hoje se denomina por música,
E enquanto isso criasse uma sociedade
De semi-analfabetos,
Que nunca leram um livro na vida
E não conseguem ler nem o que
Está escrito em uma simples placa.

Mas a cada dia surge um novo grupo
De desmiolados,
Um novo “bonde” de algum novo animal,
E que faz sucesso nas paradas.

Ao invés de pão e circo,
O nosso povo tem silicone,
Peitos e bundas a mostra,
Em conjunto com letras sem sentido.

E os problemas continuam
Enquanto os tolos babam,
E se esquecem que as mulheres frutas
Não vão prover educação
E nem os direitos básicos aos seus filhos.

E a cada filho que a sociedade
Põe a margem
A criminalidade abraça e convida.

E ai, quando um burguesinho morre,
Vítima de bala perdida,
Sai um bando de trouxas com camisas brancas
No meio da rua, pedindo paz e justiça.

Mas ninguém pensa em realmente educar
Aquela criança abandonada,
E a escola a instrui para ser somente
Uma engrenagem em uma grande máquina,
Para varrer rua, ser Office Boy, ou fazer faxina.

E querem que o menino pobre
Fique agradecido e seja comportado,
Tendo em mente essa perspectiva de vida.


Átila Siqueira.


"Aproveito a oportunidade para mostrar uma das ilustrações internas que o artista plástico Wander Lara produziu para o meu livro, Vale dos Elfos II, que será lançado no dia 08 de fevereiro. Espero que gostem da postagem e da ilustração".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sem Esperança.




Em meio a mil pessoas.
Em meio a mil prédios.
Sozinho na solidão.
Sozinho na multidão.

Perdido
Em meus pensamentos,
Em meio a mil vozes,
A mil palavras
Sem importância.
Em meio a mil seres.
Sozinho no meio da massa.

Amigos que vão e vem.
Palavras de consolo.
Palavras de crueldade.
Vida obsoleta e vazia.
Vida que não significa nada.

Escrevo, leio,
Estudo, vegeto.
Vivo sem nada esperar.
Enterro-me nos trabalhos
De meu novo romance.
Escrevo o dia inteiro
Para acabar com a vida
Que demora a passar.

Subo em um prédio
Na noite escura
E penso em pular.
Ando por ruas desertas,
Aprecio as estrelas,
O infinito céu,
E o belo luar.

E pergunto-me
Se há alguém no universo,
Em algum planeta distante,
Que está como eu,
Sem nada da vida esperar.

Um dia após o outro,
Manhã, tarde e noite,
Vejo a vida passar,
Sem esperanças,
Sem anseios,
Sem minha amada.
Rezo para que
A velhice e a morte
Não tardem a chegar.

Átila Siqueira.

"Poema antigo que eu hoje mostro a todos os leitores desse blog. Aproveito também para divulgar que o meu livro, Vale dos Elfos II está com previsão para ser lançado agora no início de Dezembro. Compartilho com vocês agora uma das ilustrações internas do livro, feito pelo artista plástico Wander Lara".

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sonho Impossível.



Maria Bethânia
Composição: J.Darion / M.Leigh / Ruy Guerra


Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

"Coloco hoje aqui a letra dessa linda canção que fala de sonhos e que tem uma história incrível, e, aproveito para reiterar aqui mais uma vez meu apoio público a campanha presidencial de Dilma.

Aproveito também para divulgar o video de divulgação do meu novo livro, Vale dos Elfos II:

http://www.youtube.com/watch?v=jrSQy9zNPwo"

sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma Rousseff


Uma estrela de esperança
Brilha em nosso céu,
Seu brilho vermelho
Fica cada vez mais forte,
Mesmo com a tentativa
De ofuscá-lo
Feita pelos opressores
Que tratam os trabalhadores
A pão e fel.

Não queremos só suas escolas técnicas,
Muito obrigado,
Ó tucano falastrão,
Nós queremos principalmente é o banco
Das universidades,
Queremos distribuição de renda,
Criação de empregos dignos,
Aumento de salários
E a continuação
Dos oito anos de trabalho duro
E de justiça social
Realizados pelo nosso amado
Presidente operário.

Tínhamos medo do fim desses anos
Em que o Brasil foi tão bem governado,
Governado para os trabalhadores
E não para meia dúzia
De empresários e latifundiários.

Mas então surgiu a estrela
Da esperança,
Defensora da justiça social,
Continuadora do trabalho
Iniciado por Lula,
Nossa candidata Dilma Rousseff,
Que há de vencer e continuar
O governo dos trabalhadores,
Onde somos tratados
Com dignidade, com respeito,
Como nunca havíamos sido antes
Na história desse país
Dominado até então pelos nossos opressores.

Lutemos, companheiros,
Em prol da classe trabalhadora,
Pela ampliação dos avanços
Que conquistamos nesses últimos
Oito anos.
Cabe a nós, trabalhadores
Continuarmos essa luta,
Ao lado de Dilma Rousseff,
Cabe a nós mudarmos
E melhorarmos mais ainda esse país,
Levando a igualdade social,
O fim da exploração,
O desenvolvimento com distribuição de renda
E ensino superior para todos.

A estrela da esperança
Brilha mais uma vez,
Com Dilma Rousseff
A continuar o trabalho de Lula,
Aquele que governou para os trabalhadores,
Aquele que governou para o povo
Como ninguém no Brasil jamais fez.


Átila Siqueira.


"Aproveito a oportunidade da postagem para dizer que enquanto autor e cidadão tenho minhas opções políticas e minhas formas de compreender a realidade, e que me vejo na obrigação de me expressar publicamente nesse momento em que o país passa pelo seu processo eleitoral. Sempre fui militante do partido dos trabalhadores, como sabe todos que me conhecem, e, assim, não posso deixar de colocar de forma poética o que eu sinto frente a candidatura a presidência da república de Dilma Rousseff e aos quase oito anos do governo Lula.


Para quem acha que não é correto que um poeta use sua poesia para essas finalidades, eu digo que aprendi isso com um grande mestre chamado Pablo Neruda, poeta de grande talento e sempre comprometido com a esquerda, com a militância e com o seu partido político. Sou da opinião de que nós, escritores, somos também formadores de opinião, e que devemos ser militantes e ativos politicamente, para fazermos desse mundo um lugar melhor para se viver.


Também aproveito a oportunidade para divulgar mais uma vez o site da revista fantástica, que está em sua segunda edição, o site da academia mineira de todas as artes, e do blog do meu querido amigo Lucas Lopes Valadares, que lançou recentemente o seu livro Marcas, além da postagem de divulgação do meu novo livro, Vale dos Elfos 2.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vale dos Elfos 2.

Oi amigos, eu venho com essa postagem falar do lançamento do meu segundo livro da Saga Vale dos Elfos, que em breve será lançado. O desenho da capa e algumas ilustrações estão sendo feitas pelo meu amigo Wander Lara, um artista plástico com um amplo e conceituado trabalho.
Acima vocês podem ver o desenho que ele fez para a capa do meu livro, que sairá com o nome: "Vale dos Elfos 2: A 1ª Grande Batalha no Muro dos Homens Alados", e que agora está entrando em sua fase de divulgação, antes do lançamento, que ainda está para ser marcado em breve.
Espero que gostem da capa. E quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Wander pode encontrar referências em seu site.
Aproveito também para divulgar a 2ª edição da revista fantástica, que vem com grandes novidades, e com uma lista grande de livros de escritores brasileiros, dentre os quais o meu primeiro livro. Vale a pena conferir, porque há uma grande variedade de obras da mais alta qualidade dessa nova geração de escritores que vem se formando no Brasil, e que precisa de incentivo cada vez maior para continuar o belo trabalho literário que cada um vem realizando com suor, esforço, dedicação e muito talento.
Abraços a todos.

sábado, 17 de julho de 2010

Escrever um poema.


Escrever um poema
É como pintar um quadro.
Tudo deve ser feito com
Muita atenção e cuidado.

E assim, como o pintor não pode
Apenas jogar as tintas na moldura,
O poeta não pode desferir
Palavras para todos os lados.

As palavras devem se encaixar
Como um quebra-cabeças,
Cada letra e vírgula em seu devido lugar
Para dar o sentido certo
Daquilo que se quer ali expressado.

Imaginem se D’avinci tivesse trocado
A cabeça da Dama do Arminho
Com a do animal em seu colo,
Ou a tivesse feito com nariz de palhaço?

O mesmo ocorre com a poesia,
Ela deve fazer sentido, mesmo quando
O sentido dela é não fazer sentido,
E cada coisa deve estar em seu devido lugar,
Todos os seus componentes
Devem estar devidamente encaixados.

Assim se constrói uma boa poesia.
Não foi jogando o pincel sobre o quadro,
Que D’avinci fez a Monalisa,
E nem tão pouco foi soltando
Palavras desconexas e sem sentido
Que Homero escreveu a Ilíada,
Em versos tão primorosos
Que foram eternizados.

É preciso ao versejar,
A delicadeza do beija-flor,
E ao mesmo tempo
A destreza de um gato.

Trata-se de achar as palavras corretas,
Sem, no entanto, fazer com que
O conjunto da obra fique algo forçado.

O poema tem que ser
A libertação espontânea dos sentimentos,
Mas de uma forma que eles
Fiquem inteligíveis e organizados.

E mesmo quando a desordem
For à intenção,
É preciso que os versos
Não pareçam estarem quebrados.

O poema tem de sair
De dentro da alma,
Tem que ser o sentimento libertado.

O poema para o poeta
Tem que ser como é para uma mãe,
A vida do seu filho amado.

O poema tem que ser intenso e forte,
E ao mesmo tempo totalmente delicado.

Um poema tem que ser
A flor única sob a montanha,
Tem que ser o tesouro mais precioso
E mais bem guardado.

Um poema tem que ser feito
Com liberdade, e, ao mesmo tempo,
Com dedicação e afinco,
Tem que ser arte de qualidade
E não besteiras ditas ao vento
Por algum desvairado.


Átila Siqueira.


"Aproveito a postagem para informar que um de meus contos foi selecionado para participar da antologia Cruzada - Contos medievais. Esse conto já foi publicado em outra antologia, e também aqui no blog, e quem quiser conferir pode lê-lo através desse link. Quem quiser também, poderá conferir o blog oficial da antologia".

domingo, 27 de junho de 2010

Em memória de Michael Jackson.




Um homem louco,
Mas de uma loucura
Extremamente brilhante.

Revolucionava
Tudo a sua volta,
E buscava sempre
Criar coisas novas
A todo instante.

E não importa o quanto
Se era possível criticá-lo
Por seu jeito extravagante.

Ele foi aquele
Que mudou de cor,
Que levou os negros
Para a tv,
E depois acabou
Ficando branco.

Ele foi aquele acusado
De abusar de crianças,
E foi também aquele
Que balançou
O próprio filho
Na varanda de um prédio
Gerando críticas
Por essas extravagâncias.

E tudo o que ele fazia
Era motivo de polêmica,
Mas a verdade
É que ele sempre foi
Um grande artista
Desde sua infância.

E assim era Michael,
O garoto prodígio
Que encantou todo o mundo
Com a sua voz
E a sua dança.

Michael era o homem
Que era capaz de perder
Sua fortuna,
Sem perder a esperança.

De nos marcar profundamente,
De marcar uma época,
Uma geração,
Várias gerações,
E de ir embora
Nos deixando querendo mais
Em meio a boas lembranças.

Um dos maiores
Artistas do século XX
Que o mundo agora
Terá de aprender
A sem ele ficar.

E sua genialidade
É digna de aplausos,
De reverências,
E talvez sejam essas
As melhores formas
De o reverenciar.

Tantos anos
Dedicados à arte,
E tantas músicas lindas
Que não nos cansa
De emocionar.

E o mais impressionante
É que pouco antes
De sua morte,
Uma hora antes,
Eu o estava a escutar.

Escutava uma das músicas
De sua infância
“Music and me”
A qual sempre escuto
E fico a apreciar.

Todos sentirão saudades
Das loucuras,
De seu talento,
De suas excentricidades,
Tão típicas dos grandes artistas
Que parecem vir ao mundo
Para nos impressionar.

E eu queria saber
Escrever melhores versos,
Para um astro como ele,
De quem há muito sou fã
Poder me despedir
E poder homenagear.


Átila Siqueira.


"Deixo aqui esse poema que fiz a um ano atrás, na ocasião da morte de Michael Jackson".