Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

sábado, 5 de junho de 2010

Paz, noite, chuva fresca, silêncio e orquestra.



A chuva cai e Beethoven toca,
E é noite e o vento passa por mim
Em uma brisa que minha alma se solta.

É uma noite de chuva
Extremamente gostosa.

E como eu amo a chuva e o vento frio,
O relâmpago ao longe,
E não entendo quem não gosta.

E eu tenho a convicta certeza
De que se todos os dias fossem assim
Minha vida seria
Mais agradável e prazerosa.

E eu agora estou aqui extasiado
Ouvindo a chuva caindo no telhado,
Enquanto um violino magnífico e belo
Elegantemente toca.

E esse silêncio quebrado pela chuva,
E pela orquestra que interpreta Beethoven,
Me faz sentir bem, em paz,
Como se eu interagisse
Com algo grande e celeste,
Junto com esse frescor que me afoga.

E o cheiro da terra lavada pela chuva
Toma todo o ar,
O relâmpago distante me faz pensar,
E eu desejo que o tempo pare,
E que essa paz de Shangri-lá
Nunca vá embora.

E o solista continua forte
Com o seu violino,
E o céu nublado e elegante
Para mim se mostra.

E é um espetáculo
Tão belo e divino
Que sinto-me como se eu flutuasse,
Desejando que a chuva não pare
E continue vigorosa,
Adocicada e mimosa.

E Beethoven continua a tocar,
A chuva continua a cair,
E eu continuo a sonhar,
E o relâmpago no céu continua a bradar.

E peço aos Deuses
Para esse espetáculo e essa paz
Nunca mais acabar.

E o vento entra tão agradável
Pela porta à dentro,
E me faz ficar aqui deitado, escrevendo,
Nesse momento feliz em que a orquestra
E os violinos tocam com força e sem parar.

E eu sei que eu escreveria
Mil poesias se os dias fossem assim,
Todos eles, dias de chuva
Sem o sol para me atrapalhar.

Eu gostaria que não houvesse mais dia,
Mas somente noite, e chuva fresca,
Vento agradável, poesia adorável,
E Beethoven e Chopin,
Dentre outros, para me encantar.

Átila Siqueira.

"Aproveito a oportunidade para divulgar a revista digital de literatura fantástica criada por diversos amigos escritores, em um belo trabalho em conjunto: Revista digital Fantástica."

10 comentários:

Pissolato disse...

Consegui me colocar nesse cenário que você descreveu, penso eu, no momento em que estava a compor essas belíssimas palavras, e gostei muito, uma calmaria total, belo texto novamente meu caro, um grande abraço, ate breve.

Marcello disse...

Átila.
Muito legal esse poema, e quem não gosta de chuva boa pessoa não é...rs
Para mim será um prazer participar do projeto, espero ajudar bastante.
abração.

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Tome um banho de Beethoven Chuva e de Chopin, e escreverás, como sempre* Linda poesia. Parabéns*

Parei as águas do meu sonho
para teu rosto se mirar.
Mas só a sombra dos meus olhos
ficou por cima, a procurar...
Os pássaros da madrugada
não têm coragem de cantar,
vendo o meu sonho interminável
e a esperança do meu olhar.
Procurei-te em vão pela terra,
perto do céu, por sobre o mar.
Se não chegas nem pelo sonho,
por que insisto em te imaginar?
Quando vierem fechar meus olhos,
talvez não se deixem fechar.
Talvez pensem que o tempo volta,
e que vens, se o tempo voltar.

Cecília Meireles

Beijos, amigo querido!
Até já*
Renata

Luciana disse...

Oi Atila
Qtom tempo espero que esteja tudo bem contigo.
Bjs e bom findi

Luiz Ehlers disse...

Obrigado pelo apoio, Àtila, sucesso e veja o seu email...aguardo a sua resposta...

Luiz Ehlers

L.Karina disse...

Gostei bastante do peoma deu até para sentir o clima da chuva aqui.E obrigada pelo elogio no meu texto.

Pissolato disse...

Já comenteo aqui! hahaha, então, adorável o poema, mas passei aqui também por outra razão, linkei seu blog no meu blog ok? pra ajudar a divulgar, valeu! passa la e da uma olhadinha falou! te +

Lucas Lopes Valadares disse...

Ótimo poema,
a chuva também me desperta sensações de silêncio e inquietude.
Parabéns pelo poema Átila, é bem profundo e poetico.

Abraços.

vivaOUexista disse...

.
.
fala Átila
como estão as coisas meu caro?

belas palavras...
sou fã incondicional de inverno e chuva.
logo já gostei de cara do poema.

lendo os encaixes das palavras então...
simplesmente me coloquei no cenário das frases descritas..

um grande abraço e um vinho para acompanhar esse poema...!!

Rebis disse...

Faltou ficar enrolado num cobertor bem fofinho, rs.