Perdido por terras ermas
Ando sozinho
Procurando me encontrar.
Perdido
Em um descampado escuro
Procuro lugar seguro
Para poder acampar.
Depois de perder tudo
Saí em busca de aventuras.
Fui embora tentando
De minha dor me libertar.
Andei por terras longínquas
Procurando um novo lar.
Encontrei novas terras,
Reis, histórias,
E diversas batalhas
Para lutar.
Encontrei terras
De belos estandartes,
Mas nessas terras
Não pude me fixar,
Pois meu coração
Dizia-me, que com meu amor,
É que devo
Reconstruir o meu lar.
Obedeci meu coração,
Deixei de lado a razão
E corri como um tresloucado,
Para meu amor reconquistar.
Era tarde!
Perdi-me de meu caminho.
Vaguei por terras ermas
Sem minha amada reencontrar.
Vivendo em grande saudade,
A vida tornou-se um suplício,
Um martírio.
E então acabaste
Sem que eu
Reencontra-se o meu lar.
Átila Siqueira.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Perdido por Terras Ermas.
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Átila Siqueira.
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sábado, 11 de julho de 2009
Súplica a Odin.
Odin,
Deus da morte,
Líder dos Deuses,
Deus da Guerra,
E Deus da magia.
Que trocaste um olho,
Por sabedoria.
Permitas,
Que eu lute a teu lado
No Ragnarok,
Naqueles que serão
Os últimos dias.
Dê-me a honra
Da morte em batalha,
Pois vivi
Minha vida com honra,
E agora não tenho mais nada.
Perdi meu tesouro
E vivo em ruína.
Restou-me a morte
Ou uma vida indigna.
Não posso pedir-lhe
Que me devolvas
Minha amada.
Mas posso pedir-lhe
Um dia de guerra
E uma morte honrada.
Dê-me a glória
De morrer
Por um nobre ideal,
E com espada e escudo
Nas mãos
Lutando contra o mal.
Que a vida
Se acabe nesse instante,
Que a tristeza
Não mais
Habite meu pobre semblante.
Que eu tenha descanso,
E vida honrada,
Em Valhalla.
E que por nem mais
Um instante
Eu pense com tristeza
Em minha eterna amada.
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Átila Siqueira.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Guerreiro Derrotado 2.
Eu voltei a ser.
Não tão forte
Quanto antes.
E nem tão destemido
E corajoso.
Mas aos poucos
Eu vou me recuperando.
As feridas vão
Cicatrizando-se,
E a força aos poucos
Ao corpo vai voltando.
A vida aos poucos
Começa a voltar.
E o corpo vai
Acostumando-se
A viver em dor.
E a alma vai
Conformando-se
A viver sem o amor.
Longe de mim, poder voltar
A me comparar
Com um Deus do Olímpo.
Nem tão pouco
Com um grande guerreiro
Como Aquiles, filho de Peleu.
Mas com as forças
Que recuperei
Já sou capaz
De voltar a lutar.
Lutar pelo que eu quero.
Lutar para reconquistar
A minha amada.
Lutar para que ela
Volte a me amar.
Ou então viver
Por toda a vida
A lhe esperar.
Assim é a vida
De um Guerreiro Derrotado,
Que da vida
Nada mais
Pode esperar.
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Átila Siqueira.
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18:07
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