O mal do século é a solidão,
Como já disse o grande poeta
De voz potente
De nossa grande
E urbana legião.
Cada qual nesse mundo
De gigantesca população,
Pensa individualmente
E tem esperanças egoístas
De realização.
O livro agora
É meu amigo,
Minha companhia,
Meu único irmão.
Tenho vários amigos
Na prateleira, na estante,
Mas todos eles são de papel
E mesmo carregados
Dos mais utópicos sonhos,
Esses ainda sim
Não possuem um peito
Onde bata um coração.
Esse século,
Pela solidão,
Foi tomado.
Cada indivíduo
Vive sozinho
E isolado.
Cada um
Com os seus sonhos
Individuais,
Que do resto do mundo
Anda apartado.
Esqueceram a frase de Lênin
Que dizia que sonhando sozinho
Nenhum sonho seria realizado.
Os homens desse século
Tornaram-se
Vazios e desumanos.
Trabalhamos
Como máquinas.
Vivemos pelo dinheiro.
Vivendo sozinhos
Em nossas casas
Trabalhamos assim por anos.
Até o dia em que
Nos aposentamos,
Em que vamos passar
O resto dos dias inúteis
De invalidez produtiva
Na solidão de um asilo
A qual, na tristeza
E falta de companhia
Nos perguntamos:
“Por que tanto trabalho,
E por que não mais amamos?”.
Quando chegamos em casa
Na mesa não mais jantamos.
Cada um de nós,
Como bichos acuados,
Comemos em nossos cantos,
Para não termos o desprazer
De ver aqueles
Com quem moramos.
A solidão é o mal desse século,
Pois mesmo no meio
De multidões
Ainda assim,
Sempre sozinhos estamos.
E a cada dia mais,
Mais egoístas,
Individualistas e solitários,
Nos tornamos.
Como já disse o grande poeta
De voz potente
De nossa grande
E urbana legião.
Cada qual nesse mundo
De gigantesca população,
Pensa individualmente
E tem esperanças egoístas
De realização.
O livro agora
É meu amigo,
Minha companhia,
Meu único irmão.
Tenho vários amigos
Na prateleira, na estante,
Mas todos eles são de papel
E mesmo carregados
Dos mais utópicos sonhos,
Esses ainda sim
Não possuem um peito
Onde bata um coração.
Esse século,
Pela solidão,
Foi tomado.
Cada indivíduo
Vive sozinho
E isolado.
Cada um
Com os seus sonhos
Individuais,
Que do resto do mundo
Anda apartado.
Esqueceram a frase de Lênin
Que dizia que sonhando sozinho
Nenhum sonho seria realizado.
Os homens desse século
Tornaram-se
Vazios e desumanos.
Trabalhamos
Como máquinas.
Vivemos pelo dinheiro.
Vivendo sozinhos
Em nossas casas
Trabalhamos assim por anos.
Até o dia em que
Nos aposentamos,
Em que vamos passar
O resto dos dias inúteis
De invalidez produtiva
Na solidão de um asilo
A qual, na tristeza
E falta de companhia
Nos perguntamos:
“Por que tanto trabalho,
E por que não mais amamos?”.
Quando chegamos em casa
Na mesa não mais jantamos.
Cada um de nós,
Como bichos acuados,
Comemos em nossos cantos,
Para não termos o desprazer
De ver aqueles
Com quem moramos.
A solidão é o mal desse século,
Pois mesmo no meio
De multidões
Ainda assim,
Sempre sozinhos estamos.
E a cada dia mais,
Mais egoístas,
Individualistas e solitários,
Nos tornamos.
Átila Siqueira.
"Aproveito essa postagem, para indicar para todos os amigos o livro a qual minha amiga Laísa Pinheiro Couto está participando, chamado Poesistas. Procurem, pois o trabalho dela é muito bom, ou entrem em contato comigo pelo meu e-mail que eu encaminho para ela: atilasiqueira1@yahoo.com.br".
