sábado, 8 de agosto de 2009
Selo.
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quarta-feira, 29 de julho de 2009
Perdido por Terras Ermas.

Perdido por terras ermas
Ando sozinho
Procurando me encontrar.
Perdido
Em um descampado escuro
Procuro lugar seguro
Para poder acampar.
Depois de perder tudo
Saí em busca de aventuras.
Fui embora tentando
De minha dor me libertar.
Andei por terras longínquas
Procurando um novo lar.
Encontrei novas terras,
Reis, histórias,
E diversas batalhas
Para lutar.
Encontrei terras
De belos estandartes,
Mas nessas terras
Não pude me fixar,
Pois meu coração
Dizia-me, que com meu amor,
É que devo
Reconstruir o meu lar.
Obedeci meu coração,
Deixei de lado a razão
E corri como um tresloucado,
Para meu amor reconquistar.
Era tarde!
Perdi-me de meu caminho.
Vaguei por terras ermas
Sem minha amada reencontrar.
Vivendo em grande saudade,
A vida tornou-se um suplício,
Um martírio.
E então acabaste
Sem que eu
Reencontra-se o meu lar.
Átila Siqueira.
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Átila Siqueira.
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sábado, 11 de julho de 2009
Súplica a Odin.

Odin,
Deus da morte,
Líder dos Deuses,
Deus da Guerra,
E Deus da magia.
Que trocaste um olho,
Por sabedoria.
Permitas,
Que eu lute a teu lado
No Ragnarok,
Naqueles que serão
Os últimos dias.
Dê-me a honra
Da morte em batalha,
Pois vivi
Minha vida com honra,
E agora não tenho mais nada.
Perdi meu tesouro
E vivo em ruína.
Restou-me a morte
Ou uma vida indigna.
Não posso pedir-lhe
Que me devolvas
Minha amada.
Mas posso pedir-lhe
Um dia de guerra
E uma morte honrada.
Dê-me a glória
De morrer
Por um nobre ideal,
E com espada e escudo
Nas mãos
Lutando contra o mal.
Que a vida
Se acabe nesse instante,
Que a tristeza
Não mais
Habite meu pobre semblante.
Que eu tenha descanso,
E vida honrada,
Em Valhalla.
E que por nem mais
Um instante
Eu pense com tristeza
Em minha eterna amada.
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Átila Siqueira.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Guerreiro Derrotado 2.
Eu voltei a ser.
Não tão forte
Quanto antes.
E nem tão destemido
E corajoso.
Mas aos poucos
Eu vou me recuperando.
As feridas vão
Cicatrizando-se,
E a força aos poucos
Ao corpo vai voltando.
A vida aos poucos
Começa a voltar.
E o corpo vai
Acostumando-se
A viver em dor.
E a alma vai
Conformando-se
A viver sem o amor.
Longe de mim, poder voltar
A me comparar
Com um Deus do Olímpo.
Nem tão pouco
Com um grande guerreiro
Como Aquiles, filho de Peleu.
Mas com as forças
Que recuperei
Já sou capaz
De voltar a lutar.
Lutar pelo que eu quero.
Lutar para reconquistar
A minha amada.
Lutar para que ela
Volte a me amar.
Ou então viver
Por toda a vida
A lhe esperar.
Assim é a vida
De um Guerreiro Derrotado,
Que da vida
Nada mais
Pode esperar.
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sexta-feira, 26 de junho de 2009
Em memória de Michael Jackson.

Um homem louco,
Mas de uma loucura
Extremamente brilhante.
Revolucionava
Tudo a sua volta,
E buscava sempre
Criar coisas novas
A todo instante.
E não importa o quanto
Se era possível criticá-lo
Por seu jeito extravagante.
Ele foi aquele
Que mudou de cor,
Que levou os negros
Para a tv,
E depois acabou
Ficando branco.
Ele foi aquele acusado
De abusar de crianças,
E foi também aquele
Que balançou
O próprio filho
Na varanda de um prédio
Gerando críticas
Por essas extravagâncias.
E tudo o que ele fazia
Era motivo de polêmica,
Mas a verdade
É que ele sempre foi
Um grande artista
Desde sua infância.
E assim era Michael,
O garoto prodígio
Que encantou todo o mundo
Com a sua voz
E a sua dança.
Michael era o homem
Que era capaz de perder
Sua fortuna,
Sem perder a esperança.
De nos marcar profundamente,
De marcar uma época,
Uma geração,
Várias gerações,
E de ir embora
Nos deixando querendo mais
Em meio a boas lembranças.
Um dos maiores
Artistas do século XX
Que o mundo agora
Terá de aprender
A sem ele ficar.
E sua genialidade
É digna de aplausos,
De reverências,
E talvez sejam essas
As melhores formas
De o reverenciar.
Tantos anos
Dedicados à arte,
E tantas músicas lindas
Que não nos cansa
De emocionar.
E o mais impressionante
É que pouco antes
De sua morte,
Uma hora antes,
Eu o estava a escutar.
Escutava uma das músicas
De sua infância
“Music and me”
A qual sempre escuto
E fico a apreciar.
Todos sentirão saudades
Das loucuras,
De seu talento,
De suas excentricidades,
Tão típicas dos grandes artistas
Que parecem vir ao mundo
Para nos impressionar.
E eu queria saber
Escrever melhores versos,
Para um astro como ele,
De quem há muito sou fã
Poder me despedir
E poder homenagear.
Átila Siqueira.
Aproveito também, para indicar novamente o blog da minha amiga Ana, que está postando o seu novo livro: A Herdeira, ao público.
E para os interessados em comprarem o meu livro, Vale dos Elfos 1, com dedicatória, deixo o meu e-mail de contato: atilasiqueira1@yahoo.com.br".
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Átila Siqueira.
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domingo, 14 de junho de 2009
O Guerreiro Derrotado.
O homem mais rico e poderoso
Que na terra pisou.
Eu era um Deus do Olímpo
Eu era o próprio Zeus,
O Deus supremo
De todos os homens,
E de todos os Deuses.
Ao teu lado eu era invencível,
Nenhum inimigo
Fazia frente a mim.
A minha espada
Tinha um poder implacável,
E eu vencia meus inimigos
Apenas com meu olhar.
Nenhum homem da terra
Ousava me enfrentar,
Pois destemido ao extremo eu era.
E eu sempre vencia o combate,
Pois só vencendo eu voltaria
Vivo para o meu amor.
Ao teu lado
Minha força elevava-se a dez,
E minha coragem elevava-se a mil.
E o medo não habitava meu coração.
O meu único medo era perdê-la,
E esse infelizmente concretizou-se.
Hoje, após sofrer o infortúnio
De perder minha amada,
Tornei-me o homem mais pobre
E sem poder do mundo.
Longe de mim
Nesses dias de desventura
Comparar-me com qualquer
Deus do Olímpo,
Pois hoje eu tornei-me
O mais pobre dos mendigos.
Nos dias de hoje
Qualquer inimigo me vence
Com grande facilidade.
A minha espada
Perdeu o vigor,
Está enferrujada
Pela falta de polimento
E pela falta de batalhas.
Minha espada não é mais
Capaz de vencer
Nem o mais fraco dos inimigos.
E o meu olhar, hoje,
Não mais intimida,
E muito menos
Vence o combate,
Mas sim, causa pena.
Hoje, destemido eu não sou,
E eu não venço
Mais os combates,
Pois hoje, voltar vivo
Já não mais me interessa,
Pois meu único interesse
Era voltar para o meu amor.
Hoje a minha força
É insignificante, medíocre,
E a coragem não mais
Habita meu coração,
Nem o medo,
Pois o único medo
Que nele habitava
Hoje se concretizou.
Esse era o medo
De perder o meu amor.
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Átila Siqueira.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
Anseio.
Quem sou eu, neste ergástulo das vidas
Danadamente, a soluçar de dor?!
- Trinta trilhões de células vencidas,
Nutrindo uma efeméride interior.
Branda, entanto, a afagar tantas feridas,
A áurea mão taumatúrgica do Amor
Traça, nas minhas formas carcomidas,
A estrutura de um mundo superior!
Alta noite, esse mundo incoerente
Essa elementaríssima semente
Do que hei de ser, tenta transpor o Ideal...
Grita em meu grito, alarga-se em meu hausto,
E, ai! como eu sinto no esqueleto exausto
Não poder dar-lhe vida material!
Augusto dos Anjos.
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Átila Siqueira.
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