Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sem Ar


Meus pés não tocam mais o chão.
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era meu farol e hoje estou perdido.

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar.
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz
Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos:
Posso te ver.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar.
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Autor: D' Black.

Imagem: Jim Warren.

"Essa é uma letra de uma música que gosto muito, acho-a muito linda, e gostaria de compartilhá-la com todos os visitantes desse blog. Espero que gostem, e se puderem procurem essa música e a ouçam, pois ela é linda".
Átila Siqueira.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

TRADUZIR-SE


Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar.

"Bom, como eu não queria colocar outro poema triste, decidi colocar esse do Ferreira Gullar, autor que gosto muito, e que nesses versos fala da inconsistência de nossas vidas, das diversas maneiras como somos, da mutabilidade e da diversidade de identidade que podemos ter, sendo ao mesmo tempo uma coisa e seu oposto."
Átila Siqueira.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Adeus, meu sonhos


Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!

Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh'alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.

Que me resta, meu Deus? Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

Álvares de Azevedo.
Imagem: Jim Warren.

Obs: Esse é um poema que gosto muito, e sei que é muito triste, mas também o acho muito belo. Sempre gostei muito de Álvares de Azevedo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

A História do velho René Comte.


Trecho do livro: Os libertadores. (Autor: Átila Siqueira).

Esse desafiou o marido de sua amada para um duelo. De escudo, espada e lança nas mãos, os dois se lançaram ao combate. Uma luta árdua, em que primeiramente eles deixaram a espada na cintura e lutaram com a defesa do escudo e atacando com suas lanças. Porém, em dado momento do combate às lanças se bateram violentamente uma na outra e acabaram por se quebrarem.

O velho René então puxou sua espada da cintura e se precipitou com toda sua fúria para cima de seu oponente, que também empunhou sua espada e lhe enfrentou.

A luta então continuou árdua e equilibrada, porém, difícil para ambos, pois se por um lado René havia sido outrora um grande guerreiro, e mantinha ainda imensa sabedoria e habilidade no combate, por outro lado, seu oponente era mais jovem e seu físico lhe dava vantagem.

A luta continuou por mais algum tempo, e aqueles que assistiam ao combate achavam que ninguém venceria, e que eles acabariam por cair de cansaço. Porém, um pequeno fato mudou o rumo do duelo. Em meio à batalha um vento soprou forte e carregou a areia que estava no chão e a jogou nos olhos de René. Esse teve a visão danificada e foi derrubado covardemente por seu inimigo, que vendo o acontecido, se aproveitou da situação. E após derrubá-lo ele disse:

- Eu acabarei contigo de uma vez por todas, velho tolo e imbecil. Tomei-lhe a mulher outrora, e agora lhe tirarei também a vida!

Ao ouvir essas palavras o velho René Comte ardeu em cólera e levantou-se rapidamente. E devido a essa fúria, esse deixou de sentir o peso da velhice e se sentiu como nos tempos de sua juventude, quando era um grande e valoroso guerreiro. Assim ele se precipitou com toda a sua cólera para cima de seu oponente, que vendo a morte estampada nos olhos de seu atacante, começou a recuar. Porém, esse recuo não pode lhe salvar, e René acabou por cravar a espada no peito do homem, que caiu de joelhos com a boca cheia de sangue.

- Tu foste um homem sem honra e sem coração em toda a tua vida, – disse o velho René Comte a seu oponente – pois roubaste a mulher alheia por pura ambição. Agora que estou velho, aceitou meu desafio achando que seria fácil matar-me. E se aproveitou de um vento de areia para me colocar covardemente ao chão. Pois bem, agora eu terei minha vingança, recuperarei minha mulher amada e lhe tirarei a vida.

Após dizer isso, René puxou sua espada do peito de seu inimigo e lhe arrancou a cabeça com um só golpe, e depois jogou o corpo e a cabeça para deleite dos cães.

Passado alguns dias René Comte conseguiu se casar com sua amada, e eles viveram juntos durante dez dias, em total harmonia e felicidade. Esses nunca foram tão felizes em suas vidas como naquele curto período. Ficavam todo tempo juntos, e não se desgrudavam por nem um instante. Porém, o destino veio novamente pregar-lhes uma peça. No décimo primeiro dia de casados, ele estava sentado na poltrona da belíssima residência, a qual havia adquirido na Vila de Rhône. Sua mulher veio então lhe trazer uma taça de vinho e deixou o líquido derramar no chão, onde escorregou e caiu batendo a cabeça na quina de uma mesa.

O velho René viu toda aquela cena e ficou chocado, e correu em socorro de sua amada. Mas já era tarde demais, seu destino estava traçado. E deitada em seus braços ela disse:

- Todo tempo que esperei para viver a teu lado valeu a pena, pois tu me destes a melhor época de minha vida. Eu lhe amo mais que tudo, e faria tudo de novo para ficar a teu lado. Eu lhe espero no céu para ficarmos juntos pelo resto da eternidade.

- Não meu amor, – disse René desesperado – não me abandones, pois não posso viver sem ti!

Era tarde em demasia. Por um ímpio lance do destino, aqueles que esperaram a vida toda para ficarem juntos estavam agora separados pela quase intransponível barreira da morte. O velho René Comte então, vendo sua amada, morta em seus braços, gritou – “Não!”. – e a deixou no chão e saiu correndo pelas ruas. Correu sem parar, saiu da Vila de Rhône e pulou de um penhasco sem hesitar em sua ação por nem um instante.

O funeral dos dois aconteceu de forma triste, mas também foi o rito fúnebre mais belo e emocionante que até hoje se ouviu falar por essas paragens. Todos se emocionaram ao conhecer a história deles. E esses foram enterrados um ao lado do outro, para ficarem juntos na morte por toda a eternidade, conforme era o desejo não realizado deles em vida. E em seus epitáfios estavam escritos:

“Amou ele e o esperou por toda a vida, e morreu em seus braços”.

“Amou ela e a esperou por toda vida, morreu ao perdê-la em seus braços”.



Esse é um trecho de meu primeiro livro, que se passa no século XIII, espero que gostem, e eu o trago como uma volta ao meu blog, a qual fiquei tanto tempo sem postar.

Átila Siqueira.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Minha Eterna Rainha.



Hipnotiza-me,
Com teu olhar.
Enlouquece-me,
Com teu corpo.
Embriaga-me,
Com teu cheiro.
Leva-me,
Ao sublime prazer.
Leva-me,
Ao mais intenso gozo.

Toma conta,
De minha vida.
Apoderas-te,
De minha existência.
Faz-me teu escravo.
Faz-me teu servo.
E deixa-me louco.

Tu és minha musa,
Eterna e amada.
Tu és,
E sempre serás,
Minha dona.
E eu sempre serei,
Teu eterno escravo.

Faz da minha alma,
Tua marionete.
E do meu coração,
Teu brinquedo.
Usa-me como quiser,
Sem nenhum receio.

Seja minha Eterna Rainha,
E eu serei,
Para sempre seu,
Mesmo no céu,
Ou no inferno,
Pois esse é,
O meu maior desejo.


Átila Siqueira.


PS: Ainda continuarei um tanto quanto ausente do blog, por hora, mas sempre que der eu entro e respondo aos comentários.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mensagem na Garrafa


Olá, amigos!


Temporariamente, não estarei postando aqui por problemas técnicos. Desta forma, peço que aguardem meu retorno.

E prometo que assim que puder estarei comentando em seus blogs.


Um abraço a todos!


Átila Siqueira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Perdão.





Peço perdão às letras,
Por pouco saber escrever.
Peço perdão à vida,
Por não saber viver.
Peço perdão ao amor,
Por amar sem querer.
Peço perdão ao mundo,
Por não saber nele viver.

Peço perdão aos Deuses,
Por não saber lhes compreender.
Peço perdão à vida,
Por ter vontade de morrer.
Peço perdão a tudo,
Por nada ser.

Peço perdão,
E só perdão,
Por ser um tolo,
E nada na vida entender.

Átila Siqueira.

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Bom, aproveito essa postagem também para agradecer ao blog Dominus pelo selo lindo que me foi dado.

Digo que adorei o presente, um selo lindo, com um propósito lindo, que a mim foi confiado e me agradou muito. Estou realmente muito feliz com o presente, muito obrigado

E dessa forma eu o passo a frente esse presente maravilhoso, fazendo isso com muita responsabilidade, e dando a pessoas que merecem como ninguém receber esse selo, que tem o desígnio de presentear e homenagear determinadas condutas que são louvaveis:

Presenteio então:

Pensamentos da Poetisa.

Literatura Inside.

Doces Deletérios.

E mesmo já tendo esses dois próximos blogs ganhado tal selo, ainda sim eu os presenteio novamente com ele:

É só saudade.

Deixa eu brincar de ser feliz.