Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Extremo e Intenso.


Eu sou como um anjo.
Posso ser,
Bom, mal, feliz, triste,
Mas tudo ao extremo.

Eu sou como,
Um conto Shakespeariano:
Dramático, intenso,
Cheio de emoção.
Ansioso por amor.
Ansioso por viver,
Uma paixão.

Eu sou como,
A literatura de Homero:
De idéias puras,
Como as águas,
De um cristalino riacho,
Mas onde também,
Luta-se e morre,
Com honra,
Bravura e lealdade.

Eu sou assim,
Regido pela emoção.
Regido pelo coração.
Regido pelo amor.
Regido pela devoção,
A tudo que é bom,
E tem valor.

Eu sou como a luz,
Procurando a escuridão,
Para iluminar.
Eu sou um guerreiro,
Procurando uma batalha,
Para lutar.

Eu sou como,
Uma lança,
Procurando um coração,
Para transpassar.
Eu sou um homem,
Procurando um amor,
Para desfrutar.

Eu sou um espírito antigo,
Que ainda vive,
Pelo antigo código:
Honra, lealdade,
Dignidade, bravura,
Verdade e amor.

Eu sou como,
A távola redonda,
Cheio de honra,
Nobreza e lealdade.
Eu sou,
Uma história antiga,
Onde um homem morre,
Pela dor do amor,
E por sua dignidade.

Eu sou assim:
Extremo e intenso,
Como o grande sonho,
De total liberdade.


Átila Siqueira.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Edição Extra.

Bom amigos, eu venho aqui com essa postagem responder a um meme do blog Dominus, onde a tarefa é colocar nossa área de trabalho de nosso computador no blog, e segundo as regras, não vale arrumar a bagunça cotidiana, tem que postar como está.

Assim, venho postar minha bagunçada área de trabalho com o meu querido iceberg.

Bom, agora tenho que repassar a cinco blogueiros amigos, e são esses:

Arca de Ternura.

Fabrício Carpinejar.

Literatura Inside.

Literatura e Arte.

Fina Flor.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Continuação: Márcia.





"Bom amigos, como prometido, coloco aqui o restante do conto de nome Márcia".


....alegria, surpresa e ao mesmo tempo comoção. A bela Márcia se encontrava no balcão do Sebo, e ao vê-lo em lágrimas, virou-se para ele e perguntou, falando com aqueles lindos e melífluos lábios rosados, perguntando o que estava acontecendo com ele.
André simplesmente respondeu que estava bem, e que chorava por achar que havia perdido aquilo que mais amava, mas que felizmente havia se enganado. Márcia sorriu, pois essa sabia que se tratava dela, e aquele sorriso foi aquilo que de mais belo que ele havia visto em toda a sua vida.
Os dois conversaram bastante, e a cada instante André reparava que Márcia ainda era mais linda que no segundo anterior. No fim da conversa André a convidou para sair com ele, e essa lhe respondeu que pensaria até no sábado de manhã e lhe pediu o seu telefone e não lhe deu o seu.
Durante o restante da semana André não a viu mais, pois ela não mais surgiu naquela praça. Então, no sábado, ele simplesmente passou todo o dia ao lado do telefone, e conseqüentemente toda à noite, pois esse não tocou.
Então no domingo pela manhã, quando André já havia perdido todas as esperanças e as lágrimas já corriam pelo seu rosto e sua mente só pensava em agrura e morte, eis que o telefone toca, e aquela linda voz como saída da harpa do próprio Orfeu, emanou através do telefone e lhe pediu desculpas por não ter ligado no dia marcado, pois essa simplesmente havia perdido o papel com o número dele, e passara o dia anterior todo procurando o mesmo.
Os dois então se encontraram em um belo restaurante, e após muito tempo de conversa, em uma linda sacada, André finalmente conseguiu beijá-la, e esse se sentiu flutuando ao sentir o eflúvio hálito de sua amada e o gosto adocicado de sua boca. E essa demorou tanto a beijá-lo por ser uma moça extremamente recatada e escrupulosa, e que por isso demorou toda uma semana para se decidir se sairia ou não com ele.

Átila Siqueira.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Lobo Solitário.


Sou um lobo solitário,
Sentado sozinho a pensar,
No tempo que se foi,
E que nunca há de voltar.

Vivendo sozinho,
Em total solidão.
Uivando um belo,
Canto solitário,
De amor e desilusão.

Sou o lobo solitário,
Que anda sozinho,
Nas estepes.
E que vive,
Uma vida de ilusão.
Que escolhe,
Um novo rumo,
A cada dia.
E que escolheu,
O caminho da solidão.

Sou o lobo solitário,
De olhar longínquo,
E cinzento.
E de alma,
E pelagem escurecida,
Como uma noite,
De total escuridão.

Sou o lobo solitário,
E fico só,
Em noite de lua cheia.
Fico só,
Em noite de belo luar.
Fico só,
Com minha própria solidão.
Fico sempre,
Sozinho a pensar.

Sou o lobo solitário,
O mais triste animal,
Que na terra,Há de vagar.


Átila Siqueira.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Márcia.


Márcia, moça de aparência bela como a das Valquírias que servem ao Deus Odin em Ásgard, com cabelos negros, lábios rosados e pele branca como o algodão.
Ao ver tal figura, André, um mancebo que pela rua passava, logo se enfeitiçou com aquele olhar estonteante que causaria inveja até mesmo no próprio Narciso dos contos gregos.
André era um vendedor de livros em um pequeno Sebo no centro da cidade, era um jovem um tanto quanto nefelibata, e acreditara por toda a sua vida que poderia e que iria um dia encontrar a sua alma gêmea, o seu verdadeiro amor. E ao ver a figura de Márcia, ao ver aquela beleza angelical em forma de mulher, ao ver aquela perfeição que parecia o próprio “Uno” da beleza, que emanava o belo pelas suas extremidades e que tudo a sua volta era somente pura e simples imitação tentando alcançar aquela perfeição, esse logo se convenceu que era ela, que ele finalmente encontrara o seu grande amor.
Márcia se encontrava sentada em um banco de praça, sozinha, com os seus lindos olhos verdes mais verdes e belos que a mais bela das esmeraldas, olhando com aqueles dois globos sagrados de perfeição para aquela simplória paisagem que a rodeava. André, por sua vez, passava pelo local por estar em sua hora de almoço, e depois daquele susto ao descobrir aquela Deusa que ali se encontrava, tratou de disfarçar a sua surpresa e comoção e ficou a observá-la de longe.
Assim, André fizera durante duas semanas inteiras, e ao invés de almoçar, todos os dias deixava de comer somente para poder ter maior tempo para contemplar tão magnífica beleza.
No final de semana, esse ficava extremamente triste, em estado de completa agrura por ter de ficar sem ver a sua bela Musa da praça.
Eis então que em um determinado dia, uma segunda-feira, na hora do almoço, André, como sempre, saiu correndo de seu trabalho em direção a praça, mas ao chegar em tal lugar teve uma surpresa de extremo mau gosto: Aquela a qual ele, a todos os dias admirava, aquela bela a qual ele entregara seu coração e sua alma como tributo a sua perfeição, aquela a qual ele amava enlouquecidamente sem, no entanto saber seu nome, endereço ou telefone, simplesmente não se encontrava no local de sempre.
Sem a presença daquela Deusa, a praça que outrora era a mais bela da cidade, do mundo e do universo, e que de tamanha era a sua magnitude que se ostentava até mesmo sobre o próprio Olímpo, agora era cinza, suja, feia, era nefanda, sem brilho e sem nenhum atrativo. E ao ver tal cena, as lágrimas não hesitaram em brotar de seus olhos como as águas na nascente de um triste e melancólico rio, e dentro de sua alma e de sua mente começou a tocar a mais triste de todas as nênias, pois esse temia simplesmente nunca mais revê-la. André, então, banhando todo o seu rosto em grossas e tristonhas lágrimas, voltou para a livraria, mas ao chegar em tal lugar teve uma grande surpresa que quase lhe fizera cair para trás em um desmaio de..........


Continua na postagem de Quinta feira, dia 10/01/2008.



Átila Siqueira.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O Naufrago do Amor.



Venho deixando,
A maré me levar.
Levar o meu destino,
Pois não consigo,
Mais remar.

Mas a maré parece,
Estar contra mim,
Levando-me,
Para o caminho inverso.
Tirando-me,
Do rumo da felicidade.
Jogando-me,
Contra os rochedos.
Jogando-me
Contra os corais.
Dessa forma eu não mais,
Posso agüentar.

Penso no que fazer.
Em um novo caminho a tomar.
Mas não encontro resposta.
Eu não encontro um caminho,
Na imensidão do mar.

Enquanto não encontro,
Um caminho,
E as forças,
Para voltar a remar,
Vou deixando,
A maré me levar.
Sem direção,
Vou seguindo,
Qualquer caminho,
E vendo as tempestades,
A me destroçar.

Peço respostas,
E encontro mais dúvidas.
Peço ajuda,
E encontro novos problemas.
Peço proteção,
E encontro mais inimigos.

Até quando eu suportarei,
Essa vida de incertezas,
Sem um caminho a trilhar?
Como fui me deixar perder,
De meu caminho,
Dos meus sonhos,
Do meu porto seguro,
Daquilo que era tudo,
O que eu sempre quis?

Fico esperando que a sorte,
Venha a me salvar.
E enquanto eu não retorno,
Ao meu caminho,
Vou deixando,
A maré me levar.
Vivendo a mercê,
Do destino,
Nessa imensidão,
Que é o mar.


Átila Siqueira.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

DIGA NÃO ÀS DROGAS!!!






Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "natural”, da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais . . . Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.
Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach. Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas.
Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.
Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: Não ligue a TV no Domingo a tarde; Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior de São Paulo; Não entre em carros com adesivos "Fui ... "
Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebe ou se apareceu no Sabadão do Gugu; Mulheres gritando histericamente é outro indício; Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa; Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; Não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo; Não compre qualquer CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias no Brasil; e Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima. Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas.



Luiz Fernando Veríssimo.



"Bom amigos, eu ponho a disposição de todos esse maravilhoso texto de nosso grande escritor Luiz Fernando Veríssimo, que em minha opinião, é um texto de utilidade pública, pois ele mostra o que acontece no Brasil, mostra a alienação a qual nosso povo é submetido por essas drogas limpas. Enfim, eu acho esse texto maravilhoso, pois ele nos faz refletir sobre a realidade musical de nosso país, e a massificação da mesma com o intuito somente do lucro, e assim desprezando a qualidade.

Além do fato, que não posso deixar de comentar, de que essa massificação ter objetivos bem mais macabros, que são os de realmente manter a população na ignorância e sem qualquer noção de senso crítico".