Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista no blog: Confissões desajustadas.


Ontem saiu uma entrevista que dei para o blog confissões desajustadas que gostei muito. Lá falei um pouco da minha carreira literária e do lançamento do meu novo livro, Vale dos Elfos II.

Confiram:

www.confissoesdesajustadas.blogspot.com

sábado, 8 de janeiro de 2011

Música e crítica social.



Mozart treme na tumba,
Enquanto “tiutiucas”,
Potrancas e cachorras
Rebolam em uma “música”
Desafinada, horrível,
E carregada de pornografia e luxúria.

É a total banalidade, fala-se de nada,
E o foco principal,
Desse estilo ruidoso, é o tamanho da bunda.

E isso vende como água no deserto,
Como se a sociedade já não fosse
Superficial o suficiente
E precisasse de mais
Palhaçada e menos cultura.

E talvez seja esse o plano,
Criar uma sociedade de
Cabeças ocas e massificadas,
Que não pensam o mundo a sua volta,
Não são críticos, e só trabalham
Vivem e comem como animais
E não pensam em nada.

E a cada dia fica pior,
E surgem mais músicas sem letra coerente,
Talvez, para que no dia da eleição
Se eleja mais um desses burguesinhos babacas.

E a música continua,
Ou pelo menos,
O barulho que hoje se denomina por música,
E enquanto isso criasse uma sociedade
De semi-analfabetos,
Que nunca leram um livro na vida
E não conseguem ler nem o que
Está escrito em uma simples placa.

Mas a cada dia surge um novo grupo
De desmiolados,
Um novo “bonde” de algum novo animal,
E que faz sucesso nas paradas.

Ao invés de pão e circo,
O nosso povo tem silicone,
Peitos e bundas a mostra,
Em conjunto com letras sem sentido.

E os problemas continuam
Enquanto os tolos babam,
E se esquecem que as mulheres frutas
Não vão prover educação
E nem os direitos básicos aos seus filhos.

E a cada filho que a sociedade
Põe a margem
A criminalidade abraça e convida.

E ai, quando um burguesinho morre,
Vítima de bala perdida,
Sai um bando de trouxas com camisas brancas
No meio da rua, pedindo paz e justiça.

Mas ninguém pensa em realmente educar
Aquela criança abandonada,
E a escola a instrui para ser somente
Uma engrenagem em uma grande máquina,
Para varrer rua, ser Office Boy, ou fazer faxina.

E querem que o menino pobre
Fique agradecido e seja comportado,
Tendo em mente essa perspectiva de vida.


Átila Siqueira.


"Aproveito a oportunidade para mostrar uma das ilustrações internas que o artista plástico Wander Lara produziu para o meu livro, Vale dos Elfos II, que será lançado no dia 08 de fevereiro. Espero que gostem da postagem e da ilustração".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Sem Esperança.




Em meio a mil pessoas.
Em meio a mil prédios.
Sozinho na solidão.
Sozinho na multidão.

Perdido
Em meus pensamentos,
Em meio a mil vozes,
A mil palavras
Sem importância.
Em meio a mil seres.
Sozinho no meio da massa.

Amigos que vão e vem.
Palavras de consolo.
Palavras de crueldade.
Vida obsoleta e vazia.
Vida que não significa nada.

Escrevo, leio,
Estudo, vegeto.
Vivo sem nada esperar.
Enterro-me nos trabalhos
De meu novo romance.
Escrevo o dia inteiro
Para acabar com a vida
Que demora a passar.

Subo em um prédio
Na noite escura
E penso em pular.
Ando por ruas desertas,
Aprecio as estrelas,
O infinito céu,
E o belo luar.

E pergunto-me
Se há alguém no universo,
Em algum planeta distante,
Que está como eu,
Sem nada da vida esperar.

Um dia após o outro,
Manhã, tarde e noite,
Vejo a vida passar,
Sem esperanças,
Sem anseios,
Sem minha amada.
Rezo para que
A velhice e a morte
Não tardem a chegar.

Átila Siqueira.

"Poema antigo que eu hoje mostro a todos os leitores desse blog. Aproveito também para divulgar que o meu livro, Vale dos Elfos II está com previsão para ser lançado agora no início de Dezembro. Compartilho com vocês agora uma das ilustrações internas do livro, feito pelo artista plástico Wander Lara".

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Sonho Impossível.



Maria Bethânia
Composição: J.Darion / M.Leigh / Ruy Guerra


Sonhar mais um sonho impossível
Lutar quando é fácil ceder
Vencer o inimigo invencível
Negar quando a regra é vender
Sofrer a tortura implacável
Romper a incabível prisão
Voar num limite improvável
Tocar o inacessível chão
É minha lei, é minha questão
Virar este mundo, cravar este chão
Não me importa saber
Se é terrível demais
Quantas guerras terei que vencer
Por um pouco de paz
E amanhã se esse chão que eu beijei
For meu leito e perdão
Vou saber que valeu
Delirar e morrer de paixão
E assim, seja lá como for
Vai ter fim a infinita aflição
E o mundo vai ver uma flor
Brotar do impossível chão

"Coloco hoje aqui a letra dessa linda canção que fala de sonhos e que tem uma história incrível, e, aproveito para reiterar aqui mais uma vez meu apoio público a campanha presidencial de Dilma.

Aproveito também para divulgar o video de divulgação do meu novo livro, Vale dos Elfos II:

http://www.youtube.com/watch?v=jrSQy9zNPwo"

sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma Rousseff


Uma estrela de esperança
Brilha em nosso céu,
Seu brilho vermelho
Fica cada vez mais forte,
Mesmo com a tentativa
De ofuscá-lo
Feita pelos opressores
Que tratam os trabalhadores
A pão e fel.

Não queremos só suas escolas técnicas,
Muito obrigado,
Ó tucano falastrão,
Nós queremos principalmente é o banco
Das universidades,
Queremos distribuição de renda,
Criação de empregos dignos,
Aumento de salários
E a continuação
Dos oito anos de trabalho duro
E de justiça social
Realizados pelo nosso amado
Presidente operário.

Tínhamos medo do fim desses anos
Em que o Brasil foi tão bem governado,
Governado para os trabalhadores
E não para meia dúzia
De empresários e latifundiários.

Mas então surgiu a estrela
Da esperança,
Defensora da justiça social,
Continuadora do trabalho
Iniciado por Lula,
Nossa candidata Dilma Rousseff,
Que há de vencer e continuar
O governo dos trabalhadores,
Onde somos tratados
Com dignidade, com respeito,
Como nunca havíamos sido antes
Na história desse país
Dominado até então pelos nossos opressores.

Lutemos, companheiros,
Em prol da classe trabalhadora,
Pela ampliação dos avanços
Que conquistamos nesses últimos
Oito anos.
Cabe a nós, trabalhadores
Continuarmos essa luta,
Ao lado de Dilma Rousseff,
Cabe a nós mudarmos
E melhorarmos mais ainda esse país,
Levando a igualdade social,
O fim da exploração,
O desenvolvimento com distribuição de renda
E ensino superior para todos.

A estrela da esperança
Brilha mais uma vez,
Com Dilma Rousseff
A continuar o trabalho de Lula,
Aquele que governou para os trabalhadores,
Aquele que governou para o povo
Como ninguém no Brasil jamais fez.


Átila Siqueira.


"Aproveito a oportunidade da postagem para dizer que enquanto autor e cidadão tenho minhas opções políticas e minhas formas de compreender a realidade, e que me vejo na obrigação de me expressar publicamente nesse momento em que o país passa pelo seu processo eleitoral. Sempre fui militante do partido dos trabalhadores, como sabe todos que me conhecem, e, assim, não posso deixar de colocar de forma poética o que eu sinto frente a candidatura a presidência da república de Dilma Rousseff e aos quase oito anos do governo Lula.


Para quem acha que não é correto que um poeta use sua poesia para essas finalidades, eu digo que aprendi isso com um grande mestre chamado Pablo Neruda, poeta de grande talento e sempre comprometido com a esquerda, com a militância e com o seu partido político. Sou da opinião de que nós, escritores, somos também formadores de opinião, e que devemos ser militantes e ativos politicamente, para fazermos desse mundo um lugar melhor para se viver.


Também aproveito a oportunidade para divulgar mais uma vez o site da revista fantástica, que está em sua segunda edição, o site da academia mineira de todas as artes, e do blog do meu querido amigo Lucas Lopes Valadares, que lançou recentemente o seu livro Marcas, além da postagem de divulgação do meu novo livro, Vale dos Elfos 2.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vale dos Elfos 2.

Oi amigos, eu venho com essa postagem falar do lançamento do meu segundo livro da Saga Vale dos Elfos, que em breve será lançado. O desenho da capa e algumas ilustrações estão sendo feitas pelo meu amigo Wander Lara, um artista plástico com um amplo e conceituado trabalho.
Acima vocês podem ver o desenho que ele fez para a capa do meu livro, que sairá com o nome: "Vale dos Elfos 2: A 1ª Grande Batalha no Muro dos Homens Alados", e que agora está entrando em sua fase de divulgação, antes do lançamento, que ainda está para ser marcado em breve.
Espero que gostem da capa. E quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho do Wander pode encontrar referências em seu site.
Aproveito também para divulgar a 2ª edição da revista fantástica, que vem com grandes novidades, e com uma lista grande de livros de escritores brasileiros, dentre os quais o meu primeiro livro. Vale a pena conferir, porque há uma grande variedade de obras da mais alta qualidade dessa nova geração de escritores que vem se formando no Brasil, e que precisa de incentivo cada vez maior para continuar o belo trabalho literário que cada um vem realizando com suor, esforço, dedicação e muito talento.
Abraços a todos.

sábado, 17 de julho de 2010

Escrever um poema.


Escrever um poema
É como pintar um quadro.
Tudo deve ser feito com
Muita atenção e cuidado.

E assim, como o pintor não pode
Apenas jogar as tintas na moldura,
O poeta não pode desferir
Palavras para todos os lados.

As palavras devem se encaixar
Como um quebra-cabeças,
Cada letra e vírgula em seu devido lugar
Para dar o sentido certo
Daquilo que se quer ali expressado.

Imaginem se D’avinci tivesse trocado
A cabeça da Dama do Arminho
Com a do animal em seu colo,
Ou a tivesse feito com nariz de palhaço?

O mesmo ocorre com a poesia,
Ela deve fazer sentido, mesmo quando
O sentido dela é não fazer sentido,
E cada coisa deve estar em seu devido lugar,
Todos os seus componentes
Devem estar devidamente encaixados.

Assim se constrói uma boa poesia.
Não foi jogando o pincel sobre o quadro,
Que D’avinci fez a Monalisa,
E nem tão pouco foi soltando
Palavras desconexas e sem sentido
Que Homero escreveu a Ilíada,
Em versos tão primorosos
Que foram eternizados.

É preciso ao versejar,
A delicadeza do beija-flor,
E ao mesmo tempo
A destreza de um gato.

Trata-se de achar as palavras corretas,
Sem, no entanto, fazer com que
O conjunto da obra fique algo forçado.

O poema tem que ser
A libertação espontânea dos sentimentos,
Mas de uma forma que eles
Fiquem inteligíveis e organizados.

E mesmo quando a desordem
For à intenção,
É preciso que os versos
Não pareçam estarem quebrados.

O poema tem de sair
De dentro da alma,
Tem que ser o sentimento libertado.

O poema para o poeta
Tem que ser como é para uma mãe,
A vida do seu filho amado.

O poema tem que ser intenso e forte,
E ao mesmo tempo totalmente delicado.

Um poema tem que ser
A flor única sob a montanha,
Tem que ser o tesouro mais precioso
E mais bem guardado.

Um poema tem que ser feito
Com liberdade, e, ao mesmo tempo,
Com dedicação e afinco,
Tem que ser arte de qualidade
E não besteiras ditas ao vento
Por algum desvairado.


Átila Siqueira.


"Aproveito a postagem para informar que um de meus contos foi selecionado para participar da antologia Cruzada - Contos medievais. Esse conto já foi publicado em outra antologia, e também aqui no blog, e quem quiser conferir pode lê-lo através desse link. Quem quiser também, poderá conferir o blog oficial da antologia".