Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Márcia.


Márcia, moça de aparência bela como a das Valquírias que servem ao Deus Odin em Ásgard, com cabelos negros, lábios rosados e pele branca como o algodão.

Ao ver tal figura, André, um mancebo que pela rua passava, logo se enfeitiçou com aquele olhar estonteante que causaria inveja até mesmo no próprio Narciso dos contos gregos.

André era um vendedor de livros em um pequeno Sebo no centro da cidade, era um jovem um tanto quanto nefelibata, e acreditara por toda a sua vida que poderia e que iria um dia encontrar a sua alma gêmea, o seu verdadeiro amor. E ao ver a figura de Márcia, ao ver aquela beleza angelical em forma de mulher, ao ver aquela perfeição que parecia o próprio “Uno” da beleza, que emanava o belo pelas suas extremidades e que tudo a sua volta era somente pura e simples imitação tentando alcançar aquela perfeição, esse logo se convenceu que era ela, que ele finalmente encontrara o seu grande amor.

Márcia se encontrava sentada em um banco de praça, sozinha, com os seus lindos olhos verdes mais verdes e belos que a mais bela das esmeraldas, olhando com aqueles dois globos sagrados de perfeição para aquela simplória paisagem que a rodeava. André, por sua vez, passava pelo local por estar em sua hora de almoço, e depois daquele susto ao descobrir aquela Deusa que ali se encontrava, tratou de disfarçar a sua surpresa e comoção e ficou a observá-la de longe.

Assim, André fizera durante duas semanas inteiras, e ao invés de almoçar, todos os dias deixava de comer somente para poder ter maior tempo para contemplar tão magnífica beleza.

No final de semana, esse ficava extremamente triste, em estado de completa agrura por ter de ficar sem ver a sua bela Musa da praça.

Eis então que em um determinado dia, uma segunda-feira, na hora do almoço, André, como sempre, saiu correndo de seu trabalho em direção a praça, mas ao chegar em tal lugar teve uma surpresa de extremo mau gosto: Aquela a qual ele, a todos os dias admirava, aquela bela a qual ele entregara seu coração e sua alma como tributo a sua perfeição, aquela a qual ele amava enlouquecidamente sem, no entanto saber seu nome, endereço ou telefone, simplesmente não se encontrava no local de sempre.

Sem a presença daquela Deusa, a praça que outrora era a mais bela da cidade, do mundo e do universo, e que de tamanha era a sua magnitude que se ostentava até mesmo sobre o próprio Olímpo, agora era cinza, suja, feia, era nefanda, sem brilho e sem nenhum atrativo. E ao ver tal cena, as lágrimas não hesitaram em brotar de seus olhos como as águas na nascente de um triste e melancólico rio, e dentro de sua alma e de sua mente começou a tocar a mais triste de todas as nênias, pois esse temia simplesmente nunca mais revê-la.

André, então, banhando todo o seu rosto em grossas e tristonhas lágrimas, voltou para a livraria, mas ao chegar em tal lugar teve uma grande surpresa que quase lhe fizera cair para trás em um desmaio de alegria, surpresa e ao mesmo tempo comoção. A bela Márcia se encontrava no balcão do Sebo, e ao vê-lo em lágrimas, virou-se para ele e perguntou, falando com aqueles lindos e melífluos lábios rosados, perguntando o que estava acontecendo com ele.

André simplesmente respondeu que estava bem, e que chorava por achar que havia perdido aquilo que mais amava, mas que felizmente havia se enganado. Márcia sorriu, pois essa sabia que se tratava dela, e aquele sorriso foi aquilo de mais belo que ele havia visto em toda a sua vida.

Os dois conversaram bastante, e a cada instante André reparava que Márcia ainda era mais linda que no segundo anterior. No fim da conversa André a convidou para sair com ele, e essa lhe respondeu que pensaria até no sábado de manhã e lhe pediu o seu telefone e não lhe deu o seu.

Durante o restante da semana André não a viu mais, pois ela não mais surgiu naquela praça. Então, no sábado, ele simplesmente passou todo o dia ao lado do telefone, e conseqüentemente toda à noite, pois esse não tocou.

Então no domingo pela manhã, quando André já havia perdido todas as esperanças e as lágrimas já corriam pelo seu rosto e sua mente só pensava em agrura e morte, eis que o telefone tocou, e aquela linda voz, como saída da harpa do próprio Orfeu, emanou através do telefone e lhe pediu desculpas por não ter ligado no dia marcado, pois essa simplesmente havia perdido o papel com o número dele, e passara o dia anterior todo procurando o mesmo.

Os dois então se encontraram em um belo restaurante, e após muito tempo de conversa, em uma linda sacada, André finalmente conseguiu beijá-la, e esse se sentiu flutuando ao sentir o eflúvio hálito de sua amada e o gosto adocicado de sua boca. E essa demorou tanto a beijá-lo por ser uma moça extremamente recatada e escrupulosa, e que por isso demorou toda uma semana para se decidir se sairia ou não com ele.


Átila Siqueira.


"Estou repostando esse texto, uma vez que ele vai sair no dia 20 de outubro na Antologia de Contos Fantásticos 17º volume, da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, como eu já havia anunciado antes.

Muitos amigos que hoje visitam esse blog não chegaram a ver o texto quando eu o coloquei aqui. Dessa forma, eu o recoloco para que todos possam conhecê-lo. Ele é simples, mas até que é bonitinho. O endereço dele na Câmara Brasileira de Jovens Escritores é: http://www.camarabrasileira.com/acol17-025.htm.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sinopse e o mapa do meu livro, Vale dos Elfos.


Sinopse da capa:

O caos se forma por todos os lados, e os rumores se alastram como o fogo, assim, só resta aos elfos, humanos, anões, e os outros demais integrantes da Aliança Central, buscarem conselho do ser mais poderoso do Mundo Conhecido, o Grande Mago Ancião, que vive sozinho em sua montanha. Ele é o mais sábio e antigo ser que existe, é imortal, e é mais velho que a própria montanha. E o caminho para encontrá-lo é repleto de perigos.

A questão é que uma guerra se forma no sul, e suas proporções são terríveis. Os vampiros ameaçam as fronteiras, e todas as criaturas das trevas se mostram mais fortes e poderosas. E sente-se por toda parte que um novo poder surgiu entre as criaturas das trevas. Um poder tão grande que até então jamais foi visto, e se faz necessário uma resposta para derrotá-lo, a qual só o grande mago, que vive sobre a montanha, pode dar.


Átila Siqueira.


"Esse é o mapa e a sinopse do meu livro Vale dos Elfos: O Caminho para a Montanha do Grande Mago Ancião, Vol 1, que deve já estar disponível a venda a partir de segunda feira, dia 13/10/2008. Isso é só um apiritivo para os amigos poderem ter uma idéia do que vem pela frente. Em breve mostrarei a capa e o poema do final do livro.
O Desenho do mapa foi feito por um amigo meu, um grande desenhista e ilustrador chamado Kevin McGinnis. Quando virem a capa, que ele também fez, verão o quanto ele é talentoso, embora o mapa já demonstre claramente isso. Se alguém precisar dos serviços de um ilustrador profissional e competente eu indico ele".

domingo, 5 de outubro de 2008

Selo Poetas e Pensadores.


Para aqueles que ousam
Pensar, ponderar,
E opinar sobre tudo.

Para aqueles que com a pena
Engatilhada no tinteiro
A usam como arma
Para descrever o mundo.

Para aqueles que
Discorrendo em versos
Falam por seus corações
E não deixam
Que seus sentimentos
Sejam escondidos
E fiquem mudos.

Um presente
Para homenagear
Pensadores e poetas
Que sonham e pensam
Para a humanidade
Um novo e melhor rumo.

Átila Siqueira.

Bom, com esse selo eu venho presentear alguns amigos desse blog. A poesia acima os descreve bem, como pessoas fantásticas que são. Agradeço a eles por sempre me visitarem e me insentivarem a continuar escrevendo.

O presente vai então para:

Jaya, do blog: Deixa eu brincar de ser feliz?

Beatrice, do blog: Ecos de Poesia e Literatura.

Glau Ribeiro, do blog: Anotações da Glau.

Dominique, do blog: Dominus.

Ana, do blog: Pensamentos da Poetisa.

Camila, do blog: Imensidadx3.

Pavitra, do blog: Metamorfraseando.

Mariana, do blog: Suave Coisa

Késia Maximiano, do blog: Japonês em Braile.

Édna e Kakau, do blog: Cheia de Manha.

Cristiane, do blog: Fragmentos de Mim.

Janaína S, blog: Mais um.

Lualves, do blog: Viagens e Visões.

L. Karina, do blog: Meu Cantinho.

Essa semana ainda quero fazer um agradecimento especial a Beatrice, do blog Ecos de Poesia e Literatura, que colocou um poema meu chamado Perdão em seu espaço. Muito obrigado Beatrice.

Peço também, que quando o selo for passado para frente, que vá junto com o poema, pois a poesia foi feita para definir o objetivo do selo, que não tem sentido se não estiver junto com os versos que o descrevem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Canção de Algoz Domínio.


Minha terra tinha palmeiras
Onde cantava o sabiá.
Hoje tem
Coca-Cola e Mc Donalds
Que exploram nossos recursos
E que ao nosso povo
Não se cansam de roubar.

Minha terra era rica,
Mais rica
Que qualquer outro lugar.
Hoje o meu povo
Foi tão roubado e explorado
Que já não tem
Nem aonde morar.

O sabiá já não mais canta,
Pois a floresta onde ele morava,
Vieram os ianques e os militares
Com a trans-amazônica,
E não hesitaram em a derrubar.

Agora o pobre pássaro
Tornou-se proletário,
E ao invés de cantar
Sob a folha da palmeira,
Agora na cidade,
Como um escravo,
Tem que trabalhar.

Pobre povo brasileiro.
Pobre sabiá.
Explorados até a morte
Pelo mal estrangeiro
Que chegou do além mar.

Se Gonçalves Dias visse isso,
Com toda certeza
Não iria gostar.

Não iria gostar
Do que fizeram
Com as palmeiras,
Com o povo brasileiro,
E nem com o sabiá.


Átila Siqueira.

"Esse é o poema que vai sair na Câmara Brasileira de Jovens Escritores, na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 49º volume. Ela estará também disponível online no site:
http://www.camarabrasileira.com/, em breve. Como podem perceber, essa é uma adaptação do poema de Gonçalves Dias, chamado Canção do Exílio.
Tentei fazer uma versão do século XXI da tão famosa poesia, mostrando a perspectiva de vida que temos hoje, em detrimento daquela do século XIX, em pleno romantismo. Espero que os visitantes desse blog apreciem.
E só um detalhe, a foto foi tirada na frente da minha casa, por mim mesmo, e é de um dos pássaros que eu alimento aqui".

domingo, 14 de setembro de 2008

Aqueu.


"Coloco hoje esse poema e o apresento a todos com muito prazer, pois ele faz parte de meu livro Vale dos Elfos, e fala de um de seus personagens principais, sendo esse uma canção popular dentro da trama. O gênero, como podem perceber, é literatura fantástica.

O livro Vale dos Elfos será lançado em breve, até outubro no máximo, e acredito que esse poema possa mostrar um pouco do que a história trata. Embora o 1°volume que será lançado ainda não possui esses versos, que pertencem ao 3° livro".


Vencendo as labaredas
Da boca flamejante
De um imenso dragão,
Que já fez a terra arder,
Como se banhada
Pela fúria ardente,
Do líquido
De rocha quente,
Derramado pela boca
Do mais cruel
Dos vulcões.

Aqueu venceu a esse,
Já derrotara
Trolls e dragões.

Ainda criança derrotara
Um rinoceronte branco,
A qual se tornou
Seu símbolo,
E para tal feito,
Usaste somente suas mãos.

Aqueu liderou e unificou
O que veio a ser seu reino,
E salvou todo o seu povo
Da destruição.

Instaurou entre o seu povo,
A igualdade,
E puniu aqueles
Que exploravam os mais fracos,
Proibindo em seu reino,
A prática da servidão.

Aqueu
É um grande rei,
Aqueu
É um guerreiro honrado.

És filho do próprio
Deus Odin,
Do qual herdou
Toda a sua força,
E foi presenteado
Por esse,
Com suas poderosas armas,
E com Dracon,
O seu leal cavalo.

Perante a Aqueu
Poucos inimigos
Podem se manter,
Pois a fúria e a destreza
De seus ataques
Impõe a todos sua vitória,
E assim,
Todos a ele passam a temer.

Aqueu,
Com suas vestes negras,
Cavalga sobre o seu
Imponente e veloz cavalo.

Aqueu,
Com sua incrível força
Porta sua lança,
Enfrenta a espada inimiga,
Parte seus escudos
E não teme as setas
Que provém de seus arcos.

Com sua lança ele transpassa
A espessa escama de pedra
Dos trolls,
Como se de um ovo
Ele quebrasse
Sua frágil casca.

Aqueu,
Semi-Deus,
Filho de Odin.
Herói de nobre estirpe,
E de coragem rara.
Não teme
A nenhum inimigo,
Seja esse vampiro, harpia,
Ou qualquer outro,
O qual ele caça.

E assim,
Todas as criaturas das trevas
O temem,
Por onde ele passa.


Átila Siqueira.

sábado, 6 de setembro de 2008

A árvore do amor.


O amor
É uma planta bela
Que quando em vida
E esplendor,
Dá de seus ramos
As mais lindas, saborosas,
E cheirosas frutas,
E em seu topo,
A mais deslumbrante
E majestosa flor.

Mas o amor,
Ao mesmo tempo
É planta forte,
Resistente e indomável
Como o cacto,
E frágil e passível a morte
Como as orquídeas
E as outras plantas
Que não resistem
Ao excesso de umidade
Ou de calor
E pode
Se tornar ressaibo.

Assim,
O amor é uma planta
Que tem de ser
A todo instante cuidada.

Deve receber atenção
E ter terra
Sempre em bom estado,
E ao mesmo tempo
Deve ser
Com água cristalina
Sempre regada.

E se tais cuidados
Não forem tomados,
Logo os frutos caem podres
E a flor que era a mais bela
Em esplendor,
Cai no chão ressecada.

E seus galhos,
Que antes eram fortes,
Verdes, altivos, garbosos,
Com ar nobre e fidalgo,
Ficam totalmente
Feios e sem vida
E totalmente murchos.
Totalmente estiolados.

E da planta não brota
E não nasce mais beleza,
Mas sim,
Só agrura e aspereza.
E tudo que era bom
Enquanto era bem tratado,
Ao se deixar largado
Torna-se a mais louca
E dolorosa
Amargura e frieza,
Devido à falta de cuidados.

Assim,
A árvore do amor
Deve ser sempre tratada,
Caso contrário,
Ela se torna murcha, seca,
E morre de fraqueza.

E aqueles que outrora
A cuidavam
E que eram agraciados
Com a felicidade e a beleza,
Perdem a dádiva que tinham
E caem na escuridão,
Cada qual separados,
E na solidão,

Que é a mais vil das tristezas.


Átila Siqueira.

domingo, 17 de agosto de 2008

Melífluo Beijo



Noite, chuva, vento, trovão,
Tempestade, lua cheia escondida,
Vento forte e gelado,
Nimbo que vem e deságua.
Noite triste
De tormento e agrura.
Noite inteira de solidão.

Lembrança do melífluo beijo
Da mulher amada.
Saudade de poder abraçá-la.
Saudade da vida
A seu lado.

Pesadelos
De grande tormento.
Eu acordo
Com o corpo suado,
Procurando você
Ao meu lado.

Descubro que
Aquele sonho ímpio,
Tornou-se realidade.
Coloco a cabeça
Entre os joelhos
E sinto-me estiolado.

Sinto-me como um precito
Indo de encontro ao carrasco.
Sinto a morte
Sentada a meu lado.
Sinto um aperto no peito
E derramo mil lágrimas
Em meu pequeno
Quarto apertado.

Sofro por ter
Lhe perdido.
Sofro por ti, minha bela lady,
Ter me deixado.
E peço a minha amiga morte,
Que me vela sentada a meu lado,
Que acabes com minha agrura
E que dê paz
A um pobre homem
Que já não tem
Nessa vida mais nada.


Átila Siqueira.