Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

domingo, 5 de outubro de 2008

Selo Poetas e Pensadores.


Para aqueles que ousam
Pensar, ponderar,
E opinar sobre tudo.

Para aqueles que com a pena
Engatilhada no tinteiro
A usam como arma
Para descrever o mundo.

Para aqueles que
Discorrendo em versos
Falam por seus corações
E não deixam
Que seus sentimentos
Sejam escondidos
E fiquem mudos.

Um presente
Para homenagear
Pensadores e poetas
Que sonham e pensam
Para a humanidade
Um novo e melhor rumo.

Átila Siqueira.

Bom, com esse selo eu venho presentear alguns amigos desse blog. A poesia acima os descreve bem, como pessoas fantásticas que são. Agradeço a eles por sempre me visitarem e me insentivarem a continuar escrevendo.

O presente vai então para:

Jaya, do blog: Deixa eu brincar de ser feliz?

Beatrice, do blog: Ecos de Poesia e Literatura.

Glau Ribeiro, do blog: Anotações da Glau.

Dominique, do blog: Dominus.

Ana, do blog: Pensamentos da Poetisa.

Camila, do blog: Imensidadx3.

Pavitra, do blog: Metamorfraseando.

Mariana, do blog: Suave Coisa

Késia Maximiano, do blog: Japonês em Braile.

Édna e Kakau, do blog: Cheia de Manha.

Cristiane, do blog: Fragmentos de Mim.

Janaína S, blog: Mais um.

Lualves, do blog: Viagens e Visões.

L. Karina, do blog: Meu Cantinho.

Essa semana ainda quero fazer um agradecimento especial a Beatrice, do blog Ecos de Poesia e Literatura, que colocou um poema meu chamado Perdão em seu espaço. Muito obrigado Beatrice.

Peço também, que quando o selo for passado para frente, que vá junto com o poema, pois a poesia foi feita para definir o objetivo do selo, que não tem sentido se não estiver junto com os versos que o descrevem.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Canção de Algoz Domínio.


Minha terra tinha palmeiras
Onde cantava o sabiá.
Hoje tem
Coca-Cola e Mc Donalds
Que exploram nossos recursos
E que ao nosso povo
Não se cansam de roubar.

Minha terra era rica,
Mais rica
Que qualquer outro lugar.
Hoje o meu povo
Foi tão roubado e explorado
Que já não tem
Nem aonde morar.

O sabiá já não mais canta,
Pois a floresta onde ele morava,
Vieram os ianques e os militares
Com a trans-amazônica,
E não hesitaram em a derrubar.

Agora o pobre pássaro
Tornou-se proletário,
E ao invés de cantar
Sob a folha da palmeira,
Agora na cidade,
Como um escravo,
Tem que trabalhar.

Pobre povo brasileiro.
Pobre sabiá.
Explorados até a morte
Pelo mal estrangeiro
Que chegou do além mar.

Se Gonçalves Dias visse isso,
Com toda certeza
Não iria gostar.

Não iria gostar
Do que fizeram
Com as palmeiras,
Com o povo brasileiro,
E nem com o sabiá.


Átila Siqueira.

"Esse é o poema que vai sair na Câmara Brasileira de Jovens Escritores, na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 49º volume. Ela estará também disponível online no site:
http://www.camarabrasileira.com/, em breve. Como podem perceber, essa é uma adaptação do poema de Gonçalves Dias, chamado Canção do Exílio.
Tentei fazer uma versão do século XXI da tão famosa poesia, mostrando a perspectiva de vida que temos hoje, em detrimento daquela do século XIX, em pleno romantismo. Espero que os visitantes desse blog apreciem.
E só um detalhe, a foto foi tirada na frente da minha casa, por mim mesmo, e é de um dos pássaros que eu alimento aqui".

domingo, 14 de setembro de 2008

Aqueu.


"Coloco hoje esse poema e o apresento a todos com muito prazer, pois ele faz parte de meu livro Vale dos Elfos, e fala de um de seus personagens principais, sendo esse uma canção popular dentro da trama. O gênero, como podem perceber, é literatura fantástica.

O livro Vale dos Elfos será lançado em breve, até outubro no máximo, e acredito que esse poema possa mostrar um pouco do que a história trata. Embora o 1°volume que será lançado ainda não possui esses versos, que pertencem ao 3° livro".


Vencendo as labaredas
Da boca flamejante
De um imenso dragão,
Que já fez a terra arder,
Como se banhada
Pela fúria ardente,
Do líquido
De rocha quente,
Derramado pela boca
Do mais cruel
Dos vulcões.

Aqueu venceu a esse,
Já derrotara
Trolls e dragões.

Ainda criança derrotara
Um rinoceronte branco,
A qual se tornou
Seu símbolo,
E para tal feito,
Usaste somente suas mãos.

Aqueu liderou e unificou
O que veio a ser seu reino,
E salvou todo o seu povo
Da destruição.

Instaurou entre o seu povo,
A igualdade,
E puniu aqueles
Que exploravam os mais fracos,
Proibindo em seu reino,
A prática da servidão.

Aqueu
É um grande rei,
Aqueu
É um guerreiro honrado.

És filho do próprio
Deus Odin,
Do qual herdou
Toda a sua força,
E foi presenteado
Por esse,
Com suas poderosas armas,
E com Dracon,
O seu leal cavalo.

Perante a Aqueu
Poucos inimigos
Podem se manter,
Pois a fúria e a destreza
De seus ataques
Impõe a todos sua vitória,
E assim,
Todos a ele passam a temer.

Aqueu,
Com suas vestes negras,
Cavalga sobre o seu
Imponente e veloz cavalo.

Aqueu,
Com sua incrível força
Porta sua lança,
Enfrenta a espada inimiga,
Parte seus escudos
E não teme as setas
Que provém de seus arcos.

Com sua lança ele transpassa
A espessa escama de pedra
Dos trolls,
Como se de um ovo
Ele quebrasse
Sua frágil casca.

Aqueu,
Semi-Deus,
Filho de Odin.
Herói de nobre estirpe,
E de coragem rara.
Não teme
A nenhum inimigo,
Seja esse vampiro, harpia,
Ou qualquer outro,
O qual ele caça.

E assim,
Todas as criaturas das trevas
O temem,
Por onde ele passa.


Átila Siqueira.

sábado, 6 de setembro de 2008

A árvore do amor.


O amor
É uma planta bela
Que quando em vida
E esplendor,
Dá de seus ramos
As mais lindas, saborosas,
E cheirosas frutas,
E em seu topo,
A mais deslumbrante
E majestosa flor.

Mas o amor,
Ao mesmo tempo
É planta forte,
Resistente e indomável
Como o cacto,
E frágil e passível a morte
Como as orquídeas
E as outras plantas
Que não resistem
Ao excesso de umidade
Ou de calor
E pode
Se tornar ressaibo.

Assim,
O amor é uma planta
Que tem de ser
A todo instante cuidada.

Deve receber atenção
E ter terra
Sempre em bom estado,
E ao mesmo tempo
Deve ser
Com água cristalina
Sempre regada.

E se tais cuidados
Não forem tomados,
Logo os frutos caem podres
E a flor que era a mais bela
Em esplendor,
Cai no chão ressecada.

E seus galhos,
Que antes eram fortes,
Verdes, altivos, garbosos,
Com ar nobre e fidalgo,
Ficam totalmente
Feios e sem vida
E totalmente murchos.
Totalmente estiolados.

E da planta não brota
E não nasce mais beleza,
Mas sim,
Só agrura e aspereza.
E tudo que era bom
Enquanto era bem tratado,
Ao se deixar largado
Torna-se a mais louca
E dolorosa
Amargura e frieza,
Devido à falta de cuidados.

Assim,
A árvore do amor
Deve ser sempre tratada,
Caso contrário,
Ela se torna murcha, seca,
E morre de fraqueza.

E aqueles que outrora
A cuidavam
E que eram agraciados
Com a felicidade e a beleza,
Perdem a dádiva que tinham
E caem na escuridão,
Cada qual separados,
E na solidão,

Que é a mais vil das tristezas.


Átila Siqueira.

domingo, 17 de agosto de 2008

Melífluo Beijo



Noite, chuva, vento, trovão,
Tempestade, lua cheia escondida,
Vento forte e gelado,
Nimbo que vem e deságua.
Noite triste
De tormento e agrura.
Noite inteira de solidão.

Lembrança do melífluo beijo
Da mulher amada.
Saudade de poder abraçá-la.
Saudade da vida
A seu lado.

Pesadelos
De grande tormento.
Eu acordo
Com o corpo suado,
Procurando você
Ao meu lado.

Descubro que
Aquele sonho ímpio,
Tornou-se realidade.
Coloco a cabeça
Entre os joelhos
E sinto-me estiolado.

Sinto-me como um precito
Indo de encontro ao carrasco.
Sinto a morte
Sentada a meu lado.
Sinto um aperto no peito
E derramo mil lágrimas
Em meu pequeno
Quarto apertado.

Sofro por ter
Lhe perdido.
Sofro por ti, minha bela lady,
Ter me deixado.
E peço a minha amiga morte,
Que me vela sentada a meu lado,
Que acabes com minha agrura
E que dê paz
A um pobre homem
Que já não tem
Nessa vida mais nada.


Átila Siqueira.

sábado, 9 de agosto de 2008

Seu Sorriso.


Seu sorriso
É tão lindo,
Tão claro,
Tão doce,
E tão belo.

Em contraste
Com tua negra
Pele
Forma o conjunto
Perfeito
E me faz
A cada dia
Ter mais certeza
Do quanto
Eu te quero.

Eu vejo
O teu sorriso
Juntamente
Com o seu jeito
Elegante
De caminhar.

Eu vejo
O teu sorriso
E esse alegra
O meu dia
E me faz
A cada dia mais
Te amar.

Teu sorriso
É o esplendor
Da lua cheia
Ou da lua
Quando
Tem o formato
De sorriso
E nos faz
Pobres românticos,
Em clima
De romance,
Nesses períodos ficar.

Seu sorriso
É a própria
Magnitude,
É mais belo,
Pois é
Uma de suas
Mais belas
Virtudes,
E é mais lindo
Do que
Qualquer coisa
Que a própria
Perfeição
Possa ser
Ou criar.

Seu sorriso
É como
Assistir no escuro
Aconchegante
A um filme
Em uma coberta
Todo enrolado.

É como
Se sentar
Em uma poltrona
Macia e confortável,
Com um bom
Livro na mão
Em um dia
Muito frio,
Com uma caneca
Doce e quente
De chocolate
Ao lado.

É como,
Ler Byron
Quando se está
Apaixonado.

É como
Ouvir
Chopin
E ficar
Totalmente
Pensativo,
Absorto
Enquanto
Se sonha acordado.

Seu sorriso
Trás vida
A tudo
Ao seu redor.

Faz pássaros
Cantarolarem
De alegria.
Faz a todos
Que o vêem
Se sentirem
Muito melhor.

Seu sorriso
Tem alegria
Tem uma energia
Que a todo
Instante
Me contagia,
E que eu
Como um simples
Poeta falido
Não tenho o dom
De explicar.

Seu sorriso
Causa em mim
Um efeito
Bom, doce,
Singelo e alarmante
Que só me faz
Me alegrar.

Seu sorriso
Para mim
É contagiante,
Me faz
Querer viver
E quando eu
O vejo
Tão belo
E brilhante
Eu não consigo
Parar de sonhar.

Seu sorriso
Causa em mim
Uma sensação
Tão boa,
Tão impactante,
Que me faz,
Bela Lady,
A todo instante
Te amar.

E sei que com
Esse poema
Eu não conseguirei
Descrever
A beleza
Do seu sorriso,
Pois eu
Ainda sinto
Que quanto a ele
Eu ainda tenho
Muito o que falar.

Autor: Átila Siqueira.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Sem Ar


Meus pés não tocam mais o chão.
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era meu farol e hoje estou perdido.

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar.
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz
Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos:
Posso te ver.

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar.
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.

Autor: D' Black.

Imagem: Jim Warren.

"Essa é uma letra de uma música que gosto muito, acho-a muito linda, e gostaria de compartilhá-la com todos os visitantes desse blog. Espero que gostem, e se puderem procurem essa música e a ouçam, pois ela é linda".
Átila Siqueira.