Conheçam a Saga Vale dos Elfos.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Mensagem na Garrafa


Olá, amigos!


Temporariamente, não estarei postando aqui por problemas técnicos. Desta forma, peço que aguardem meu retorno.

E prometo que assim que puder estarei comentando em seus blogs.


Um abraço a todos!


Átila Siqueira

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Perdão.





Peço perdão às letras,
Por pouco saber escrever.
Peço perdão à vida,
Por não saber viver.
Peço perdão ao amor,
Por amar sem querer.
Peço perdão ao mundo,
Por não saber nele viver.

Peço perdão aos Deuses,
Por não saber lhes compreender.
Peço perdão à vida,
Por ter vontade de morrer.
Peço perdão a tudo,
Por nada ser.

Peço perdão,
E só perdão,
Por ser um tolo,
E nada na vida entender.

Átila Siqueira.

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Bom, aproveito essa postagem também para agradecer ao blog Dominus pelo selo lindo que me foi dado.

Digo que adorei o presente, um selo lindo, com um propósito lindo, que a mim foi confiado e me agradou muito. Estou realmente muito feliz com o presente, muito obrigado

E dessa forma eu o passo a frente esse presente maravilhoso, fazendo isso com muita responsabilidade, e dando a pessoas que merecem como ninguém receber esse selo, que tem o desígnio de presentear e homenagear determinadas condutas que são louvaveis:

Presenteio então:

Pensamentos da Poetisa.

Literatura Inside.

Doces Deletérios.

E mesmo já tendo esses dois próximos blogs ganhado tal selo, ainda sim eu os presenteio novamente com ele:

É só saudade.

Deixa eu brincar de ser feliz.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Zofia e Lucas.


"Bom, esse trecho de um livro foi me dado por uma pessoa muito especial, já faz algum tempo, e agora eu o coloco aqui, em homenagem ao dia de hoje, dia 08, que para mim sempre será especial".


“Zofia,
Vejo-te a dormir e, Deus, como tu és bela! Voltas-te nesta última noite a tremer, aperto-te de encontro a mim, coloco o meu casaco por cima de ti, desejaria poder colocar um sobre todos os teus invernos. O teu semblante está tranqüilo, acaricio a tua face e, pela primeira vez na minha existência, estou triste e feliz ao mesmo tempo.
É o fim do nosso momento, o princípio de uma recordação que, para mim, durará pela eternidade. Havia em cada um de nós tanto de realizado e tanto de inacabado quando estávamos juntos!
Partirei ao romper do dia, afastar-me-ei passo a passo, para aproveitar ainda cada segundo de ti, até ao último instante. Desaparecerei atrás desta árvore para me submeter à razão do pior. Deixando-os abater-me, anunciaremos a vitória dos teus e eles perdoar-te-ão, sejam quais forem as ofensas. Volta, meu amor, volta a essa casa que é a tua e que tem tudo a ver contigo. Gostaria de tocar as paredes da tua morada com cheiro a sal, ver das tuas janelas as manhãs romperem em horizontes que não conheço, mas que sei que são os teus. Conseguiste o impossível, mudaste uma parte de mim. Desejaria que a partir de agora o teu corpo me cobrisse e nunca mais visse a luz do mundo a não ser pelo prisma dos teus olhos.
Onde tu não existes, eu não existo. As nossas mãos juntas inventavam uma de dez dedos; a tua ao pousar em mim passava a ser minha, de tal modo que quando os teus olhos se fechavam, eu adormecia.
Não fiques triste, ninguém poderá roubar as nossas recordações. Daqui em diante, basta-me cerrar as pálpebras para te ver, deixar de respirar para sentir o teu cheiro, enfrentar o vento para adivinhar o teu hálito. Agora escuta: onde quer que esteja, ouvirei as tuas gargalhadas, verei os sorrisos nos teus olhos, ouvirei os sons da tua voz. Saber simplesmente que tu estás nalgum sítio nesta terra será, no meu inferno, o meu cantinho de paraíso.
És o meu Bachert,
Amo-te
Lucas”

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Solidão.


Minha vida são,
Pequenos espasmos,
De felicidade,
Em uma imensa,
Tristeza e solidão.

Vencido pelo amor.
Vencido pela dor.
Hoje não anseio,
Mais pela vida.
Apenas escuto,
Belas canções,
Leio belos livros,
E poemas.
E minha alma,
Chora de solidão.

Sozinho na vida,
E em minha dor,
Canto para espantar,
A solidão.
Leio para espantar,
Minha tristeza.
E vivo a procura,
De esperança.
Vivo a procura,
De amor.

Procuro alguém,
Que me abrace,
E que esquente,
O meu corpo,
Nas noites frias,
De inverno.
Que diga,
Que me ama,
E queira ficar,
Só comigo.

E todo dia,
Eu me pergunto,
Onde está essa pessoa,
Será que ela existe?
Onde hei de encontrá-la?

E enquanto ela não chega,
À vida se torna,
Grande demais.
Cada dia é como,
Uma década.
Cada respiração,
É como uma eternidade.

E enquanto eu espero,
Só há tristeza e solidão,
Em minha vida.
E eu me enterro nos livros,
Nos poemas,
E nas belas canções,
Para tentar esquecer,
O quanto amarga e solitária,
É minha vida,
E o quanto é triste,
O meu coração.



Átila Siqueira.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PRECE ÁRABE.


’’Deus,
Não consistas que eu seja o carrasco,
Que sangra as ovelhas,
Nem uma ovelha na mão dos algozes.
Ajuda-me a dizer sempre a verdade,
Na presença dos fortes,
E jamais dizer mentiras,
Para ganhar os aplausos dos fracos.
Meu Deus!Se me der a fortuna,
Não me tires a felicidade.
Se me deres a força,
Não me tires a sensatez.
Se me for dado a prosperar,
Permita que eu não perca a modéstia,
Conservando apenas o orgulho da dignidade.
Ajuda-me a apreciar o outro lado das coisas.
Para não enxergar a traição dos adversários,
Nem acusá-los com maior severidade,
Do que a mim mesmo.
Não me deixe ser atingindo pela ilusão da glória,
Quando bem sucedido,
Nem desesperado quando sentir o insucesso.
Lembra-me que a experiência de um fracasso,
Poderá proporcionar um progresso maior.
Ó Deus! Faze-me sentir que o perdão,
É o maior índice da força,
E que a vingança é prova de fraqueza.
Se me tirares a fortuna,
Deixa-me a esperança.
Se me faltar à beleza da saúde,
Conforta-me com a graça da fé.
E quando me referir à ingratidão
E a incompreensão dos meus semelhantes,
Cria em minha alma a força,
Da desculpa e do perdão.
E, finalmente senhor, se eu te esquecer,
Te rogo, mesmo assim,
Nunca te esqueças de mim.’’
(Traduzido do Árabe por Seme Draibe.)

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Edição Extra;

Venho com essa edição extra para agradecer os selos a mim dados pelo blog Dominus, e pelo blog Pensamentos da Poetisa, respectivamente, e assim os passando a diante para outros blogs amigos cujo eu tenho por esses um grande apreço e admiração, e assim jugo esses como merecedores de tais homenagens.

Fico muito grato e honrado com os selos que vim a ganhar, e me sinto honrado com tais homenagens prestadas ao meu blog, e assim, agradeço de coração os Blogs: Dominus e Pensamentos da Poetisa, que são espaços os quais visito sempre e que gosto muito de seus conteúdos.

Muito obrigado, eu fico lisonjeado com os presentes.



Dessa forma, presenteio os blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.



Com o selo, dado a mim pelo blog Dominus:


E presenteio os mesmos blogs: Doces Deletérios; e Literatura Inside.


Com o selo, dado a mim pelo blog Pensamentos da Poetisa:




domingo, 27 de janeiro de 2008

Liberdade.


Sonho de grande utopia.
Força inspiradora,
De bravura e coragem.
Que gerou frases como,
Independência ou morte,
E que deu esperança,
A homens fracos,
Sem fidalguia,
E sem vontade.

Desejo de muitos corações,
Vivido e cantado,
Em muitas canções.
Força que gerou,
Muitas revoluções,
Poemas bonitos,
E histórias marcadas,
De sangue, glória,
Bravura, lealdade,
E grandes decisões.

Liberdade,
É essa palavra.
Que é sonho,
De muitos homens,
Sem nada.
Que é caminho,
Onde não se tem estrada.
É vida onde a morte
Está estampada.
É força que rege
Bons corações.
É algo tão grande
E tão complexo,
Que nos leva
A mil sensações.

Liberdade,
É sonho de mil gerações.
Futuro, presente, passado.
Todos com o mesmo sonho.
Todos dizendo,
A mesma palavra.
Em todas as línguas,
O mesmo pedido.
Em todas as línguas,
A mesma canção.

Liberdade,
As nossas vidas.
Liberdade para todos.
Liberdade às escolhas.
Liberdade ao coração.


Átila Siqueira.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Lira X




Se existe um peito,
Que isento viva
Da chama ativa,
Que acende Amor;
Ah! Não habite
Neste montado,
Fuja apressado
Do vil traidor.

Corra, que o ímpio
Aqui se esconde,
Não sei aonde;
Mas sei que o vi.
Traz novas setas,
Arco robusto;
Tremi de susto,
Em vão fugi.


Eu vou mostrar-vos,
Tristes mortais,
Quantos sinais
O ímpio tem.
Oh! Como é justo
Que todo o humano
Um tal tirano
Conheça bem!

No corpo ainda
Menino existe;
Mas quem resiste
Ao braço seu?
Ao negro Inferno
Levou a guerra;
Venceu a terra,
Venceu o Céu.


Jamais se cobrem
Seus membros belos;
E os seus cabelos
Que lindos são!
Vendados olhos,
Que tudo alcançam,
E jamais lançam
A seta em vão.

As suas faces
São cor de neve;
E a boca breve
Só risos tem.
Mas, ah! Respira
Negros venenos,
Que nem ao menos,
Os olhos vêem.

Aljava grande
Dependurada,
Sempre atacada
De bons farpões.
Fere com estas
Agudas lanças
Pombinhas mansas,
Bravos leões.

Se a seta falta,
Tem outra pronta,
Que a dura ponta
Jamais torceu.
Ninguém resiste
Aos golpes dela:
Marília bela
Foi quem lha deu.

Ah! Não sustente
Dura peleja
O que deseja
Ser vencedor.
Fuja, e não olhe,
Que só fugindo
De um rosto lindo
Se vence Amor.


Tomas Antônio Gonzaga; Livro: Marília de Dirceu, Parte I, Lira X